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31 de agosto de 2008

VOCÊ PRETENDE TER MAIS QUANTOS ANOS DE VIDA?

Mudança climática pode matar milhões de pessoas nos próximos 20 anos
29 / 08 / 08 - Yahoo Notícias

A mudança climática pode provocar a morte de milhões de pessoas nos próximos 20 anos em razão de seus efeitos sobre a nutrição e as doenças, segundo especialistas reunidos em Libreville para uma conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África."Hipócrates já dizia que, para estudar medicina, é preciso estudar o clima. A mudança climática teria efeitos diretos e indiretos sobre a saúde das pessoas.

Diretos com os desastres, as inundações, as secas, mas também indiretos com as doenças", analisou a doutora espanhola Maria Neira, diretora do departamento de Saúde pública e meio ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS)."Entre a segunda metade dos anos 1970 e os anos 2000, a mudança climática foi responsável por aproximadamente 150.000 mortes suplementares por ano.

Ela atingiu de modo esmagador as populações mais pobres. Segundo nossas estimativas, os dados devem aumentar, e ainda estamos considerando apenas uma parte das causas (de mortes decorrentes da mudança climática). É somente a parte imersa do iceberg", afirmou à AFP o pesquisador Diarmid Campbell-Lendrum, especialista do assunto na OMS."Neste ritmo, o número de mortos, causados diretamente pela mudança climática, ficará em milhões daqui 20 anos", disse paralelamente à conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África, que está sendo realizada esta semana.

A malária, por exemplo, deixa um milhão de mortos por ano e atinge vários milhões de pessoas. "Já temos um grande problema de malária, e a mudança climática vai torná-lo ainda mais difícil. A temperatura influencia sobre a sobrevivência dos mosquitos e sobre os parasitas (que transmitem a malária) dos mosquitos. Em geral, quando mais calor, mais alta é a taxa de infecção", explicou o doutor Campbell-Lendrum.Com o aumento das temperaturas e do número de inundações, a malária já está aparecendo em regiões que ainda não tinham registrado casos da doença.Outra fonte de preocupação, as doenças diarréicas. Neste caso, a temperatura desempenha um papel crucial. "Em inúmeros casos, a bactéria que infecta a água ou o alimento sobrevive melhor a uma temperatura mais elevada.

Mas, o aumento do número de inundações e, sobretudo, das secas, vai contaminar as fontes de água. Por exemplo, em períodos de seca, as pessoas estocam água durante muito tempo e lavam menos as mãos", explicou o pesquisador.

"Uma de nossas maiores preocupações é a subnutrição. Este é o principal fator de má saúde e ela mata 3,5 milhões de pessoas por ano. (Com a mudança climática), a produção de alimentos deve aumentar ligeiramente em países ricos, mas deve cair em torno do Equador. Os que mais precisa de alimentos terão menos", destacou o doutor Campbell-Lendrum.

No entanto, como destacou Banon Siaka, um engenheiro de Burkina Faso, "concordamos com esta constatação, mas existe um desafio: como se desenvolver e poluir menos? É difícil"."Os países africanos são os que menos contribuíram para a mudança climática e são eles que sofrem mais", disse a doutora Neira."Nós não queremos em caso algum comprometer a luta contra a pobreza nos países mais pobres.

Os países ricos, que contribuíram para a maior parte do problema, devem dar o primeiro passo", afirmou o doutor Campbell-Lendrum."Exemplos de desenvolvimento durável podem permitir também reduzir as emissões de fases do efeito estufa e melhorar a saúde", garantiu. "Não é uma escolha entre desenvolver e não desenvolver, mas como desenvolver." (Fonte: Yahoo!)

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, um organismo formado por duas organizações das Nações Unidas, nomeadamente a Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, prepara-se para anunciar que a causa provável do Aquecimento Global é mesmo o próprio homem.

Provável? Sim, bastante provável até, com uma probabilidade superior a noventa por cento diz o mesmo painel. Afinal, e ao contrário do que alguns, poucos, cientistas continuam a teimar, o Aquecimento Global não é mais um ciclo da vida do nosso planeta, mas sim um problema nosso.
E enquanto se discute, se o Homem é ou não culpado pelo Aquecimento Global, o mundo continua a sofrer. A sofrer e a piorar.

Ano após ano, temos vindo a notar, por este mundo fora, as Mudanças Climatéricas a surtirem efeito. Mas, mesmo assim, pouco (ou nada) é feito para inverter esta tendência. Até quando, é que os líderes mundiais, irão continuar a adiar, mais uma vez, uma estratégia, que tente combater este “erro humano”?

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARA MELHORAR ESSE TERRÍVEL QUADRO? DE BRAÇOS CRUZADOS VOCÊ NÃO VAI CHEGAR AOS 95/100 ANOS COMO SEUS AVÓS !!! VAMOS FAZER A NOSSA PARTE?

(“para fins de direitos autorais de imagem declaro que a foto usada acima não é de minha autoria e que o autor não foi identificado”. )

30 de agosto de 2008

SISTEMA DE IRRIGAÇÃO ISRAELENSE NA BAHIA

Microaspersão. Foto: Eugênio Ferreira Coelho - Embrapa
Bahia pode adotar sistema de irrigação israelense
28/08/2008

O sistema de irrigação por gotejamento enterrado usado em Israel pode ser uma referência para as culturas irrigadas da Bahia. O sistema possibilita conjugar, com economia de água, uma irrigação de alta eficiência, usando o gotejamento, com a mecanização agrícola, comum em grandes áreas, a exemplo da produção de grãos e da cana-de-açúcar.

A técnica já é utilizada com sucesso em alguns países, inclusive no Brasil, no Estado de Alagoas. A intenção é que a experiência possa orientar o plantio de cana-de-açúcar no estado, no âmbito do programa Bahiabio, que prevê a ocupação de uma área de cerca de 800 mil hectares.

Segundo a superintendente de Irrigação da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri), Silvana Costa, dos 800 mil hectares destinados ao Bahiabio, aproximadamente 300 mil estão no Oeste da Bahia, região que já tem alta demanda de água - cerca de 11 bilhões de litros por dia para a irrigação, principalmente para a produção de soja.

"O sistema de gotejamento enterrado é exemplo de economia de água, redução de custos e aumento da produção, além de possibilitar menor impacto ambiental no solo pela aplicação eficiente de fertilizantes por meio da água de irrigação", diz Silvana.

A Seagri tem incentivado a irrigação localizada, mas ela ressalta que é um grande desafio o desenvolvimento de práticas que conduzam a um manejo de irrigação eficiente, com redução das perdas por condução e aplicação de água.

O diretor geral do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), Julio Rocha, falou que a adoção na Bahia de um tipo de sistema como é o de irrigação por gotejamento enterrado é fundamental para assegurar a sustentabilidade dos rios.

"Precisamos estimular a adoção das tecnologias que resultem no uso racional da água, para garantir a vida nos rios para as atuais e futuras gerações". Ele acrescentou que esse processo é importante, inclusive, para subsidiar ainda mais o Ingá na concessão de outorgas, principalmente nas áreas com grandes demandas pelo uso da água.

A superintendente de Irrigação da Seagri, Silvana Costa, juntamente com o diretor geral do Ingá, Julio Rocha, e o diretor de regulação da autarquia, Luiz Henrique Pinheiro, foram a Israel conhecer o sistema de irrigação por gotejamento enterrado e outras experiências adotadas pelo país para conviver e enfrentar a escassez hídrica.A viagem oficial foi um convite da Câmara de Comércio América Latina-Israel.

IRRIGAÇÃO COM ÁGUA DE EFLUENTES

Outra experiência de Israel que pode ser aproveitada pela Bahia é o aproveitamento de águas residuárias, ou seja, de efluentes que, depois de tratados, se destinam à irrigação de culturas como algodão, citricultura, batata e feijão.

Em torno de 90% de toda irrigação em Israel é feita com o reuso da água de efluentes. Os representantes do governo da Bahia tiveram a oportunidade de conhecer uma das mais importantes experiências de reuso da água na atualidade, o Kibbutz Hatzerim.

Trata-se de um movimento que cresceu fora da sociedade e tornou-se um modo de vida rural, baseada em princípios do igualitarismo e da comunidade.

Nesse modelo de produção, a principal atividade econômica é a irrigação por gotejamento enterrado e a produção industrial de componentes para a agricultura irrigada.Em visita ao Kibbutz Hatzerim, o diretor geral do Ingá, Julio Rocha, o diretor de Regulação da autarquia, Luiz Henrique Pinheiro e a superintendente de Irrigação da Seagri, Silvana Costa, conheceram o plantio de 300 hectares de jojoba em sistema de irrigação por gotejamento enterrado, alcançando uma produtividade de 3000 kg/ha, considerada a maior no mundo.

Toda a produção deriva da irrigação com água residuária - proveniente do esgoto doméstico - das residências do kibbutz e de cidade vizinha, após eficiente tratamento secundário.A colheita é transformada, no próprio kibbutz, em óleo de jojoba para exportação.

O kibbutz possui ainda uma planta industrial, que fabrica materiais e equipamentos de irrigação vendidos para vários países do mundo, inclusive ao Brasil.

Segundo Julio Rocha, "motivados por convicções fortes e por ideologia, eles deram forma a uma sociedade com uma maneira de vida original. Com efeito, trabalham duramente para consolidar a base econômica, social e administrativa de sua comunidade".

Rocha lembrou que o Kibbutz Hatzerim foi criado em 1947, em pleno Deserto de Negev, sendo um dos dez kibbutzim com melhor situação financeira.

SISTEMA DE TRATAMENTO SECUNDÁRIO DE ESGOTO

Outra experiência conhecida pela delegação baiana na viagem oficial a Israel foi o sistema de tratamento secundário de esgoto com aplicação na irrigação dos Mushavim.
São áreas agrícolas onde as famílias recebem um lote de terra de igual tamanho para diversas atividades rurais.

A irrigação com utilização de efluente tratado se destina ao algodão, citricultura, batata, feijão e outras.Para o diretor de regulação do Ingá, Luiz Henrique Pinheiro, "é a afirmação de que saneamento básico pode ser conjugado com outras atividades benéficas para a sociedade, uma vez que as tecnologias de tratamento de esgotos domésticos são dominadas em quase todo o mundo". FONTE Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia

VI PLENÁRIA DO CONSEA AVALIA DIFICULDADES DE ACESSO À ÁGUA (PE)

VI PLENÁRIA DO CONSEA
(Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional)

Dia 05/09 (6ª-feira)
10:00 Homenagem ao Centenário de Nascimento de Josué de Castro
14:00 Acesso à Água e Segurança Alimentar e Nutricional
Local: Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Av. Prof. Moraes Rego, 1235,
Cidade Universitária - Recife (PE)

Acesso à água: CONSEA debate relação com a segurança alimentar

"...cerca de 88% das mortes causadas por doenças diarréicas, no mundo - ou mais de 1,5 milhão a cada ano, são causadas por água imprópria para beber, disponibilidade de água inadequada para lavar e cozinhar e falta de acesso a condições de saneamento."

29/08/2008
Assessoria de Comunicação do Consea
Avaliar as dificuldades de acesso à água e as implicações para a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros. Este será o objetivo da parte da tarde da VI Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no dia 5 de setembro, às 14 horas.
O debate acontece no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, Pernambuco.

Coordenado pelo presidente do Consea, Renato S. Maluf, o evento terá a participação do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, do diretor presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, e do secretário Nacional de Recursos Hídricos e secretário-executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, Vicente Guillo. Um documento elaborado pelo Consea será apresentado pela conselheira Maria Emília Pacheco.

Para ser ter uma idéia da importância do acesso à água de qualidade, o relatório Situação Mundial da Infância 2008, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revela que água imprópria para beber, disponibilidade de água inadequada para lavar e cozinhar e falta de acesso a condições de saneamento são fatores que contribuem com cerca de 88% das mortes causadas por doenças diarréicas, no mundo - ou mais de 1,5 milhão a cada ano.

Segundo o levantamento, a garantia de melhores condições de saneamento poderia reduzir em mais de um terço a morbidade relacionada à diarréia, independente da adoção de outras medidas. Água imprópria para o consumo, práticas de higiene precárias e saneamento inadequado não são responsáveis apenas pela permanente incidência de doenças diarréicas: são também um fator que contribui de maneira significativa para as mortes de menores de 5 anos causadas por pneumonia, distúrbios neonatais e subnutrição.
Serão apresentados casos de conflito e restrições ao acesso e usos da água que ocorrem no Brasil, como os enfrentados pela população da região do semi-árido nordestino, e discutir temas como água na agricultura, contaminação e saneamento. A proposta é identificar os principais temas relacionados à segurança alimentar e elaborar uma agenda de trabalho do Consea para a construção de pactos com os setores do governo ligados aos recursos hídricos.

O debate reunirá 300 pessoas, o que será a maior Plenária do conselho em número de participantes. O evento terá a presença dos conselheiros, representantes de governo e do conselho de Pernambuco. A realização em Recife marca o centenário de nascimento do pernambucano Josué de Castro, patrono do Consea.

A cobertura pela imprensa da VI Plenária, no período da tarde, não necessitará de credenciamento prévio. Na quarta-feira (4), os conselheiros vão participar de reuniões internas no Centro de Convenções da UFPE, durante todo o dia, e poderão atender a imprensa. Para entrevistas neste dia, é necessário entrar em contato antes com a Assessoria de Comunicação do Consea. Fonte: ASA BRASIL

PROGRAMA ÁGUA DOCE INAUGURA LABORATÓRIO

Ponte Presidente Eurico Gaspar Dutra" que liga Petrolina a Juazeiro - Foto Jota Menezes
Laboratório vai analisar água e solo no semi-árido

22/08/2008
Ambiente Brasil

O Programa Água Doce inaugurou na quarta-feira (20) na unidade Embrapa Semi-árido, em Petrolina (PE), o laboratório Agro-Ambiental. Construído com recursos do BNDES (R$ 300 mil) e do Ministério do Meio Ambiente (R$ 120 mil), o equipamento tem por finalidade monitorar com mais qualidade e confiabilidade a composição físico-química do solo e o aspecto físico-químico e biológico da água que é utilizada para o consumo humano e para a produção de tilápias.

A estrutura permitirá que além de análises de rotina seja possível realizar análises diferenciadas que permitirão identificar o funcionamento dos diferentes processos envolvidos no sistema solo/água de regiões semi-áridas, contribuindo para a construção de mecanismos que propiciem o desenvolvimento de tecnologias de convivência com a região.

Segundo Everaldo Rocha Porto, técnico do Departamento e Manejo de Solo e Água da Embrapa, o laboratório vai permitir o monitoramento da água, contribuindo para melhorar a qualidade do produto final do cerca de dois mil dessalinizadores do Programa Água Doce.
A água que sai dos dessalinizadores é utilizada para consumo humano e para a produção de tilápias.
Para garantir água de qualidade às populações do semi-árido, o Água Doce vem instalando sistemas de dessalinização no semi-árido.
Os dessalinizadores separam a água salobra da água doce, por meio do sistema de osmose inversa, metodologia desenvolvida pela Embrapa Semi-Árido.

A metodologia contribui com a preservação do meio ambiente, evitando que a água salgada seja despejada no solo, o que provocaria erosão ou que ela volte a contaminar novos lençóis de água subterrânea. (Fonte: Suelene Gusmão/ MMA)

MOVIMENTO CONTRÁRIO À TRANSPOSIÇÃO GANHA FORÇA

O bispo Luiz Flávio Cappio com a atriz Letícia Sabatella (Foto: Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde/AE) Transposição // D. Cappio ganha apoio de fora

23/08/2008
Diário de Pernambuco

Brasília - O movimento contrário à transposição do rio São Francisco ganhou nova força com a decisão da Pax Christi Internacional, organização católica com sede na Bélgica, de conceder o Prêmio da Paz de 2008 a dom Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra, na Bahia.

A solenidade de entrega do prêmio deverá ser feita em Sobradinho (BA), no dia 18 de outubro, durante a Romaria das Águas, numa grande manifestação contra o projeto de transposição.
O secretário da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Antonio Canuto, entidade que participa da Pax Christi Internacional e da organização da manifestação, disse ontem que a entrega do prêmio a dom Cappio "vai colocar em pauta novamente a transposição do São Francisco".

Segundo ele, dom Cappio só aceitou receber o prêmio como uma manifestação de apoio e reconhecimento a todos os que lutam contra o projeto.
Fonte: Diário de Pernambuco/ASA BRASIL

PROGRAMA UMA TERRA E DUAS ÁGUAS (P1+2) - MÉDIO SÃO FRANCISCO


Pedreiros aprendem a construir barragem subterrânea

Lívia Bacelete*

O município de Pedras de Maria da Cruz terá sua primeira barragem subterrânea.
É o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação do Semi-Árido, que realiza a oficina de barragem subterrânea na comunidade de Lagoinha, no município que faz parte da Bacia do Médio São Francisco, Norte de Minas.

A oficina teve início no dia 29 de julho e tem previsão de término para o dia 13 de agosto, com a construção de uma barragem subterrânea no local. A oficina é realizada pela Cáritas Regional Minas Gerais, uma das Unidades Gestoras Territoriais (UGTs) do Programa no estado, e é assessorada pelo instrutor José Felipe, da ONG Caatinga, de Pernambuco.

Participam dez pedreiros dos municípios de Porteirinha, São João das Missões, Januária, Pedras de Maria da Cruz. Eles serão responsáveis pela construção desta tecnologia nas comunidades da região atendidas pelo P1+2, a partir do mês de agosto.

O que é Barragem subterrânea?

Tecnologia de armazenamento da água de chuva que se infiltra no subsolo, através de uma vala cavada, até a camada impermeável do solo. O barramento formado é revestido por uma lona plástica com cimento e coberto por terra. A lona impede que a água escoe e torna aquela área úmida, permitindo que a família plante durante o ano inteiro.

A água armazenada no solo encharcado garante autonomia da família na produção dos alimentos para consumo, permite a criação de um número maior de animais e diminui a dependência de insumos externos.

O Programa P1+2 é desenvolvido pela ASA em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Para a fase piloto, que terá duração de um ano, o Programa prevê a construção de 1.497 tecnologias, sendo 1.146 cisternas calçadão, 143 barragens subterrâneas e 208 tanques de pedra, beneficiando 3.369 famílias agricultoras.

Em Minas Gerais, o P1+2 está sendo desenvolvido pelo STR de Porteirinha e pela Cáritas Regional Minas Gerais. As tecnologias construídas no estado vão atender 270 famílias.
*Comunicadora Popular da Cáritas Regional Minas Gerais
POESIA
“Todos nós agricultor, na agricultura familiar,
temos um grande desafio, eu mesmo posso provar.
Sem água para produção, não se pode nem plantar.
Agricultura familiar é mais que o milho e o feijão.
Quando planta, falta chuva na saída do pendão.
E aí? O que se faz sem água para produção?
A barragem subterrânea á uma das solução.
Com sua água escondida, diminui a evaporação.
Ainda com pouca chuva, tem água para produção”.

Antônio Borges, Soledade (PB)
Saiba Mais sobre o (P1+2)

MINISTRO DO STJ ANALISA RECURSO CONTRA USINA MAUÁ (PR)

Rio Tibagi - Paraná - Foto Célio Luiz Campanha contra a construção de hidrelétrica no Paraná

26/08/08
Sabemos dos graves e irreversíveis impactos ao Meio Ambiente, ao Povo Kaingang, aos riberinhos e à contaminação da água de mais de 40 municípios, incluindo Londrina, com metais pesados, como o chumbo e outros que prejudicará uma grande população, caso o governo dê continuidade em construir a Usina Hidrelétrica Mauá, no Rio Tibagi, entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba.

Mesmo que depois o governo seja punido por este crime ambiental, cultural e social, os impactos serão irreversíveis; portanto, o momento de frear este, que consideramos um dos maiores crimes ambientais da história do Paraná, É AGORA!
A instalação da UHE Mauá pode ser paralisada novamente.

Desta vez, pelo Ministro Francisco Cesar Asfor Rocha, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STJ), que está neste momento com o recurso da Frente de Proteção do Rio Tibagi em suas mãos para despacho (Suspensão de Segurança nº 1863 PR).

Conclamamos a todos que enviem mensagens para o gabinete da Vice-presidência do STJ manifestando seu apoio à paralisação das obras da UHE Mauá até que haja o integral cumprimento da Política Nacional da Biodiversidade, com a conseqüente realização da Avaliação Ambiental Integrada de toda a bacia do Tibagi, bem como haja a discussão dos seus resultados com a população ameaçada diretamente pela usina hidrelétrica: pescadores, pequenos produtores rurais, índios kaingang e guarani, que até agora têm sido olimpicamente ignorados pelas autoridades.

Esta pode ser a última chance de salvar a área de megabiodiversidade de Telêmaco Borba, bem como pode ser a última chance de evitar a contaminação irreversível da água que abastece a região de Londrina pelas minas de carvão.
O endereço eletrônico do gabinete da Vice-presidência é: vice.presidencia@stj.gov.br

Envie sua carta e também divulgue esta luta.
Fonte: (Por Jorge Tarachuque, C.SS.R *, Adital, 26/08/2008)* Redentorista

Saiba Mais sobre a Usina Mauá no Rio Tibagi - click aqui

29 de agosto de 2008

R$ 60 MILHÕES PARA PROJETOS AMBIENTAIS "ÁGUA E CLIMA"


Seleção Pública de Projetos 2008 do Programa Ambiental da Petrobrás


O Programa Ambiental da Petrobrás vai destinar R$ 60 milhões, para projetos na área de meio ambiente com o tema “Água e Clima: contribuições para o desenvolvimento sustentável”.


A Seleção Pública de Projetos 2008 está com as inscrições abertas que vão até 24 de setembro.
As ações estratégicas previstas pelo Programa Petrobrás Ambiental até 2012 incluem o investimento em patrocínios a projetos ambientais, que serão contemplados a partir de seleções públicas para períodos de dois anos, sendo que a primeira já está com inscrições abertas.

Também estão previstas ações de fortalecimento das organizações ambientais e suas redes, a partir da criação de um espaço de aprendizagem e conhecimento e esforços à disseminação de informações para o desenvolvimento sustentável, promovendo ações de comunicação voltadas para a discussão do modelo de desenvolvimento sustentável.

Entre 20 de agosto e 15 de setembro serão realizadas caravanas ambientais a diversas cidades de todo o país, para esclarecimentos sobre o Programa. Nesses eventos, técnicos da Companhia explicarão as linhas de atuação e como devem ser elaborados os projetos, a partir de um roteiro básico desenvolvido pelos técnicos da área.

A idéia é orientar os interessados na formatação das propostas.Podem participar da seleção pública do Programa Petrobrás Ambiental projetos novos ou já em andamento, sob a responsabilidade de pessoas jurídicas, sem fins lucrativos, com atuação no Terceiro Setor, tais como associações, fundações, organizações não-governamentais ou organizações sociais.

O projeto, a ser executado em tempo mínimo de 12 meses e máximo de 24 meses, poderá receber até R$ 3,6 milhões - se o valor do projeto for superior, o excedente deve ser provido por outras fontes, sendo obrigatório comprovar a captação.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela internet no site: www2.petrobras.com.br sendo que os formulários estarão disponíveis até 21h do dia 24 de setembro de 2008.
Cada entidade poderá inscrever até três projetos, mas somente um poderá ser contemplado. Para se inscrever, é preciso que o projeto tenha foco em uma das seguintes linhas de atuação:

1- Gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos:· Reversão de processos de degradação dos recursos hídricos;· Promoção e práticas de uso racional de recursos hídricos.
2- Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce.
3- Fixação de carbono e emissões evitadas com base na:· Reconversão produtiva de áreas;· Recuperação de áreas degradadas;· Conservação de florestas e áreas naturais.

Todas as linhas de atuação devem contemplar como tema transversal a educação ambiental, com foco em eficiência energética, conservação dos recursos naturais e consumo consciente.

Os projetos deverão apresentar planejamento para alcançar sustentação econômica e organizacional e a sustentabilidade socioambiental, processo para registro das experiências e resultados, planejamento de comunicação, adoção de iniciativas ecoeficientes em suas práticas de gestão e de instrumentos de acompanhamento e avaliação das ações.
Fonte: Cecy Oliveira - aguaonline edição n° 401

PORTAL DO 25° CONGRESSO DA ABES - 2009


Cartaz do 25º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental - de 20 a 25 de setembro de 2009 - Recife/PE

Lançado Portal do 25° Congresso da ABES - 2009

Foi lançado o Portal do 25° Congresso da ABES - 2009, que dispõe de informações sobre Recife, o Centro de Convenções de Pernambuco e onde já está disponível a Chamada para Trabalhos do 25° Congresso.
Não perca a oportunidade de enviar o resumo expandido de seu trabalho técnico para o maior evento do Saneamento Ambiental do Brasil: o prazo é 1° de setembro de 2008.

Mais informações sobre o 25º Congresso:
1 - Informações Gerais
1.1 Serão aceitas as inscrições de trabalhos técnicos na forma oral e poster.
1.2 Ao inscrever seu trabalho, o autor estará automaticamente autorizando a ABES a utilizar a obra de sua autoria, em publicação impressa, digital, internet, CD-ROM, em seus veículos institucionais e documentos editados, ou em qualquer outra mídia.
1.3 Os trabalhos técnicos deverão ser inéditos, nacional e internacionalmente, e representar uma contribuição real ao desenvolvimento da Engenharia Sanitária e Ambiental.
1.4 Não serão aceitos relatórios, traduções e nem trabalhos que se traduzam em promoção comercial de determinada marca, produto ou empresa.
1.5 É permitido a qualquer autor inscrever mais de um trabalho.
1.6 A ABES não patrocinará qualquer despesa do autor, empresa ou entidade, seja qual for sua natureza.
1.7 Os anais do evento serão fornecidos aos congressistas unicamente em CD's que permitirão a instalação - em discos rígidos de computadores da linha PC - de um programa em ambiente Windows para consulta e impressão. O CD conterá a íntegra de todos os trabalhos que serão apresentados oralmente e também sob a forma de posters que tenham sido enviados dentro do prazo e de acordo com as normas que serão divulgadas neste site posteriormente.
1.8 É permitida a apresentação de trabalhos por não autores (desde que devidamente autorizado pelos mesmos)
2. Inscrição - até 01 set 2008
2.1 A inscrição de trabalhos técnicos orais ou posters será feita mediante o envio do resumo expandido,via portal do evento, disponível no endereço http://www.abes-dn.org.br/, até às 23:30 hs do dia 01 de setembro de 2008.
2.2 O envio do arquivo do trabalho, deverá ser feito unicamente pelo portal do evento. A ABES não aceitará inscrições de trabalhos por fax, e-mail ou correio.
2.3 A Ficha de Inscrição de Trabalho Técnico também disponível no portal do evento, será preenchida on line. Nela devem estar transcritos o título completo definitivo do trabalho e seus autores (limitados ao máximo de 5). Todos os campos da Ficha devem ser criteriosamente preenchidos: os nomes completos dos autores, seus CPF’s e e-mails são de fundamental importância. Para cada trabalho submetido, deverá haver uma Ficha de Inscrição correspondente. Na Ficha de Inscrição deverá também ser assinalado o tema dentro do qual o trabalho se insere, de acordo com temário constante neste portal.

ARTIGO SOBRE ÁGUA DA DRª AMYRA EL KHALILI TEM RECORD DE COMENTÁRIOS


Como tudo começou...

No dia 21 de agosto último, após postarmos no blog o artigo: "NÃO É PIADA: BRASIL É LÍDER NA IMPORTAÇÃO DE ÁGUA - 199 bilhões de m3/ano " fizemos um apêlo para a nossa coordenadora da BECE-REBIA, Profª Amyra El Khalili:

"Água Virtual - Vamos solicitar à grande especialista brasileira em "commodities ambientais" e em especial, em recursos hídricos, a Profª Amyra El Khalili, fundadora e co-editora da Rede Internacional BECE-REBIA (http://www.bece.org.br/), conselheira de diversas entidades e revistas e professora na pós-graduação, que nos envie um artigo especial sobre "água virtual". Ela tem muita facilidade para falar de assuntos difíceis e altamente técnicos, numa linguagem que todo mundo entende, pois como educadora competente que é, não se perde no "economêz" e nos termos dominados por uma pequena minoria. Com a palavra a Mestra Amyra!
Postado por Prof. Jarmuth às
05:53 "


No mesmo dia a Drª Amyra nos enviou um artigo que postamos no Blog às 18h17min: MESTRA AMYRA ATENDE NOSSO PEDIDO: "ÁGUA E PETRÓLEO, A MESMA MOEDA" e ela também enviou o artigo para o site do Luiz Carlos Azenha "Vi o Mundo" .

A publicação do artigo sobre a água e petróleo no site do Azenha, que é famoso pelo número de visitantes que fazem comentários dos artigos postados, deu uma verdadeira revolução no site. Nada menos do que 65 comentários enviados por ambientalistas, professores universitários, jornalistas ambientais, coordenadores de movimentos ambientais, pesquisadores, amigos e alunos da Mestra Amyra, deve ter sido um record, demonstrando a grande influência que a economista tem entre os comunicadores ambientais e também a importância do tema água como commodity ambiental e as relações econômicas mundiais na vida dos povos.

Nós também deixamos ali o nosso comentário:
"Prof. Jarmuth Andrade - do Instituto SOS Rios do Brasil (22/08/2008 - 18:23)
Cara Mestra Amyra, Nós que convivemos há longa data com as principais entidades da sociedade civil e organismos de governos das três esferas, na área de recursos hídricos e que conhecemos um pouco dos sérios e profundos problemas da preservação, captação, comercialização, uso e destino final da água no Brasil, reputamos de grande competência e coerência seus sábios conselhos nesse artigo. Sem dúvida alguma a idéia de que as rotas marítimas e aéreas entre o Oriente Médio e AL se fortaleçam e intensifiquem é uma excelente proposta e pode perfeitamente atender os anseios e necessidades de quem tem o precioso líquido e de quem dele precisa para sua sobrevivência. Outro aspecto que a Mestra discorre com muita propriedade e segurança é com relação às parcerias e acordos firmados... "Trata-se não só de uma questão ambiental e social, mas de soberania e segurança internacional." Vide o que aconteceu com a questão do gás boliviano, em passado recente e que está se arrastando até a presente data, se não terminar em "apagões de energia"... Temos reproduzido no nosso Blog SOS Rios do Brasil os seus artigos e orientações no mercado de commodities ambientais, em especial da água e a aceitação é excelente e os comentários, os melhores. Lamentamos que nem sempre todos estão aptos e capazes de ler e entender o que se escreve ou ainda tentem deturpar as idéias propostas. Já falei e repito aqui: "Os cães ladram e a caravana BECE-REBIA passa e cresce a cada dia" - Prof. Jarmuth Andrade "
Veja os comentários sobre o artigo "Água e Petróleo": click aqui

COBRAR É FÁCIL...FAZER É QUE SÃO ELAS


Governo precisa dar o exemplo de práticas ambientais sustentáveis, diz Minc

29 / 08 / 2008 - Ministério do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira (28), na abertura do III Fórum Governamental de Gestão Ambiental A3P, no auditório do Tribunal Superior do Trabalho, que a Administração Pública tem que dar o exemplo no que diz respeito às práticas ambientais sustentáveis. "Não basta falar, tem que fazer", alertou.

Para ele, o governo não pode apenas ficar pedindo para a iniciativa privada adotar um comportamento ecologicamente correto sem fazer a sua parte para a preservação do meio ambiente.

Ele quer que as obras públicas utilizem apenas madeira certificada, sejam planejadas para assegurar um aproveitamento melhor da energia e da luz solares e contribuam direta e indiretamente para a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa.
"É fácil o estado cobrar, mas fazer o contrário", salientou.

O Fórum, que reúne mais de 400 participantes, é uma iniciativa da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA para que os gestores públicos troquem experiências sobre práticas sustentáveis nas obras públicas.

A utilização de materiais reciclados, a redução do consumo de descartáveis poluidores do meio ambiente e a participação dos servidores na adoção de práticas sustentáveis foram destacados pelo ministro como medidas a serem incentivadas nos estados, municípios e na administração federal.

Segundo ele, o serviço público tem que atuar como indutor, irradiando as boas práticas ambientais.Para Minc, cada órgão público deveria ter um servidor por andar, responsável pelas práticas ambientais em seus locais de trabalho. "Temos que 'Ecologizar' a Administração Pública", destacou Minc.

Os órgãos públicos, segundo disse, não podem "deseducar" ambientalmente. "Quando se dá o exemplo, estamos contaminando outros setores" , disse a respeito das boas práticas ambientais. Uma mudança de atitude da Administração nesse sentido poderia estimular os fornecedores a mudar seus hábitos também.

Ele citou exemplos, como adoção de papel reciclado em órgãos públicos do Rio. "Não queriam porque alegavam que ia ficar muito caro, mas depois do pregão eletrônico se viu que ia sair quase o mesmo preço", disse. Para o ministro, o que falta é a Administração criar demanda para produtos ecologicamente corretos. "Havendo produção em larga escala os preços despencam", avalia.

O Programa A3P já conta com a adesão de 33 instituições federais e comprometimento de mais de 300 entidades estaduais e municipais e recebeu a adesão do TST durante o Fórum. Participam vários órgãos da administração pública, dos três poderes, além de representantes de governos estaduais e municipais.

Minc voltou a destacar o papel da educação ambiental, do consumo consciente e das práticas simples que aliadas ao exemplo da administração pública contribuem para a preservação de um meio ambiente saudável. "Menos consumo de energia significa menos hidrelétricas, menos problemas ambientais e menos termoelétricas que contribuem muito para a emissão de gases nocivos ao meio ambiente", lembrou. (Fonte: MMA)

GOVERNO DO BRASIL É RÉU NO TRIBUNAL DA ÁGUA

Governo do Brasil vai a julgamento no Tribunal Latinoamericano da Água, na Guatemala

29 / 08 / 08 - Mônica Pinto / AmbienteBrasil

O Governo do Brasil é réu em um dos casos a serem julgados pelo Tribunal Latinoamericano da Água (TLA) no próximo dia 11, em sessão a ser realizada na cidade de Antigua, na Guatemala.

O TLA é um Tribunal Internacional ético e promove sessões de julgamento de conflitos na América Latina que envolvam danos aos recursos hídricos e a comunidades ribeirinhas, tradicionais e indígenas (para conhecer todas as causas a serem apreciadas na reunião, em Espanhol, clique aqui).

A denúncia contra a União foi apresentada pela Associação Kanindé de Defesa Etnoambiental, em virtude da “ameaça de danos irreparáveis à integridade física e territorial de índios e grupos indígenas isolados, representada pelos dois grandes empreendimentos hidrelétricos projetados para o rio Madeira, em Rondônia: as usinas de Santo Antônio e Jirau”.
Em Carta Aberta à População, a Associação Kanindé – com sede naquele estado - coloca que ambas “fazem parte do pacote de obras de infra-estrutura denominado como PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), lançado no ano de 2007, o qual traduz a política do Governo Federal de desenvolvimento a qualquer custo – social e ecológico”.
E lembra que, no dia 11 passado, o Ibama liberou a Licença de Instalação da Usina de Santo Antônio. “Nas áreas de influência direta e indireta da UHE Santo Antônio, existem grupos indígenas isolados reconhecidos pela Funai (Fundação Nacional do Índio).

No entanto, os estudos de demarcação da Terra Indígena sequer foram iniciados, embora a área esteja interditada”, disse a AmbienteBrasil o advogado Rodrigo Siqueira, especialista em Direito Ambiental e um dos “defensores etnoambientais” responsáveis pela preparação do processo. “No caso de início das obras, os danos serão irreparáveis, se estudos posteriores comprovarem a influência nos territórios dos grupos de índios isolados”, completa.

Segundo Rodrigo, tendo em vista a insatisfação da sociedade civil com os resultados de seus requerimentos perante o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o caso foi apresentado ao TLA na expectativa de se criar um novo fato político. “As decisões do TLA não são obrigatórias, mas sinalizam princípios éticos que prejudicam a imagem de responsabilidade ambiental de governos e empresas que as desconsiderem”, diz ele.

A sessão de julgamento segue os ritos processuais de praxe. A Advocacia Geral da União foi oficialmente intimada e será responsável pela defesa do Governo brasileiro. A outra ré do pleito é a IIRSA, a Iniciativa de Integração da Infra-Estrutura Regional Sul-Americana, no âmbito da qual as hidrelétricas do Madeira foram concebidas.

A IIRSA é, oficialmente, um processo multisetorial que pretende desenvolver e integrar as áreas de transporte, energia e telecomunicações da América do Sul, em dez anos.
Fonte: Ambiente Brasil

28 de agosto de 2008

DOENÇAS DE ORIGEM HÍDRICA E DE TRANSMISSÃO HÍDRICA

Água como veículo de doenças

O sistema de abastecimento de água de uma comunidade desde a captação, adução, tratamento, recalque e distribuição, inclusive reservação, bem como dos domicílios e edifícios em geral, deve ser bem projetado, construído, operado, mantido e conservado, para que a água não se torne veículo de transmissão de diversas doenças; essas doenças podem ser classificadas em dois grupos:

a) doenças de transmissão hídrica;
b) doenças de origem hídrica.

As primeiras são aquelas em que a água atua como veículo propriamente dito, do agente infeccioso, como por exemplo, no caso da febre tifóide, da disenteria bacilar, etc.; as segundas são aquelas decorrentes de certas substâncias (denominadas contaminantes tóxicos pelo Prof. Lucas Nogueira Garcez) contidas na água em teor inadequado, e que dão origem a doenças como fluorose, metemoglobinemia, bócio e saturnismo; a água, neste por apresentar certas substâncias dissolvidas, em determinados teores, é responsável pelo aparecimento de doenças.

a) Doenças de transmissão hídrica

A água é um importante veículo de transmissão de doenças notadamente do aparelho intestinal. Os microorganismos patogênicos responsáveis por essas doenças atingem a água com os excretas de pessoas ou animais infectados, dando como conseqüências as denominadas “doenças de transmissão hídrica”.
Em geral, os microorganismos normalmente presentes na água podem:

- ter seu “habitat” normal nas águas de superfície;
- ter sido carreados pelas enxurradas;
- provir de esgotos domésticos e outros resíduos orgânicos, que atingiram a água por diversos meios;
- ter sido trazidos pelas chuvas na lavagem da atmosfera.

Os microorganismos patogênicos não são de fácil identificação em laboratório.Utiliza-se assim os microorganismos do grupo coliforme. Neste grupo encontram-se os coliformes fecais, habitantes normais dos intestinos dos animais superiores e outros de vida livre, que são de identificação mais fácil; sua presença indica provável existência de excreta e, portanto, possibilidade de ocorrência de germes patogênicos de origem intestinal. Emprega-se assim o chamado índice de coli para determinar o grau de contaminação de uma água.

Oportuno assinalar que, em princípio, existe uma certa correlação entre o número de coliformes e doenças de transmissão hídrica; estudos epidemiológicos, com base na estatística, podem, inclusive, correlacionar o número de coliformes com o número de determinados microorganismos patogênicos. Oportuno também assinalar que a presença de coliformes nem sempre indica a obrigatoriedade de existência de agentes patogênicos e, portanto, de ocorrência de doenças. Assim, a presença de coliformes, em determinadas concentrações, deve ser encarada como um sinal de alerta indicando a possibilidade de haver uma poluição e/ou contaminação fecal, principalmente quando ocorrem variações bruscas do número de coliformes numa determinada água.
Relativamente aos microorganismos patogênicos, as doenças de transmissão hídrica podem ser ocasionadas por:

- bactérias: febre tifóide, febres paratifóides, disenteria bacilar, cólera;
- protozoários: amebíase ou disenteria amebiana;
- vermes (helmintos) e larvas: esquistossomíase;
- vírus: hepatite infecciosa e poliomielite.

b) Doenças de origem hídrica

Os quatro tipos de contaminantes tóxicos podem ser nos sistemas públicos de abastecimento de água são:
- contaminantes naturais de uma água que esteve em contato com formação minerais venenosas;
- contaminantes naturais de uma água na qual se desenvolveram determinadas colônias de microorganismos venenosos;
- contaminantes introduzidos na água em virtude de certas obras hidráulicas defeituosas (principalmente tubos metálicos) ou de práticas inadequadas no tratamento da água;
- contaminantes introduzidos nos cursos d´água por certos dejetos industriais.
Fonte: Aula 2 - FEG/UNESP

O Blog SOS Rios do Brasil recebeu um pedido de Margareth Vargas solicitando informações sobre doenças de origem hídrica na Região Norte.
Se alguém puder dispor dessas informações solicitadas, agradecemos a ajuda.

Bom dia,

Necessito saber sobre fontes ou dados relevantes sobre o comprometimento da saúde de adolescentes em situação de risco, moradores em regiãoes ribeirinha da região Norte, e projetos existentes até o momento que possam contribuir para a saúde dos mesmo.

Pesquiso sobre o comprometimento do desenvolvimento humano perante tais aspéctos.
Desde já agradeço a colaboração,

Att,Margareth Vargas

PESCADORES DA BAÍA DE GUANABARA EM ALERTA

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo) Barqueata na Baía de Guanabara
Pescadores fizeram na manhã desta segunda-feira (27) uma barqueata na Baía de Guanabara. O objetivo, de acordo com os pescadores, é protestar contra uma obra realizada pela empresa Suzano, na Ilha do Boqueirão, próxima à Ilha do Governador, subúrbio do Rio.

Segundo os pescadores, as obras estariam prejudicando a pesca na região. A manifestação é organizada pelo Grupo Homens do Mar da Baía de Guanabara. Segundo os coordenadores do movimento, cerca de 30 embarcações se encontram próximo às obras da empresa neste momento. A manifestação também tem por objetivo protestar contra um vazamento de óleo na Baía de Guanabara em 2000, que teria prejudicado aproximadamente 12 mil pescadores, segundo os organizadores do evento.

A empresa Suzano informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as obras realizadas na Baía de Guanabara obedecem todas as normas de segurança ambiental. Quanto ao vazamento de óleo ocorrido em 2000, a assessoria informou que a empresa não tem responsabilidade alguma, pois à época não atuava na região. Fonte: O Globo

E-mail recebido
To: Blog SOS Rios do Brasil
From: Alexandre Anderson <grupohomensdomar@ymail.com
Date: 2008/8/28

Subject: Agressão ao "Meio Ambiente" deixa Comunidade Pesqueira da Baía de Guanabara em Alerta.

Prezados Amigos.

Pedimos em nome de todos os verdadeiros PESCADORES, de nossa Baía de Guanabara, que nos ajude em busca de uma solução dos incontáveis problemas relacionados aos empreendimentos PETROLÍFEROS, que se alastram para todos os lados , provocando graves prejuízos de ordem social e econômica as comunidades ribeirinhas que vivem exclusivamente ligadas a PESCA.

Apesar dos fortes IMPACTOS AMBIENTAIS, e SÓCIO-ECONÔMICOS, destas obras, em nenhum momento fomos contrários ao processo de licenciamentos destes, por entender a importância para nossa região como gerador de emprego e renda.

Mas na prática, não é o que vem acontecendo, vemos uma Baía de Guanabara, cada vez mais degradada ambientalmente, o pescado escasso, o turismo comprometido devido a terrível imagens de grandes terminais ao horizonte.

Cabe também solicitar à PETROBRAS que exerça a sua tal responsabilidade SOCIAL e AMBIENTAL. A degradação do MEIO AMBIENTE não é a única preocupação dos que sobrevivem da PESCA.

A poluição VISUAL é outro elemento de apreensão, uma vez que a idéia de uma Baía de Guanabara, limpa e bela , não combina com a imagem do sol nascendo no mar por trás dos PIER para descarga de GÁS, (GNL), (GLP), (PROPENO), (ETILENO) e etc,...

" O MAIS IMPORTANTE E FUNDAMENTAL PRINCÍPIO DO DIREITO AMBIENTAL É O PRINCÍPIO DO DIREITO HUMANO FUNDAMENTAL, OU SEJA, OS SERES HUMANOS CONSTITUEM O CENTRO DAS PREOCUPAÇÕES COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E TÊM DIREITO A UMA VIDA SAUDÁVEL E PRODUTIVA, EM HARMONIA COM O MEIO AMBIENTE."

PROJETO 'GESTÃO SOCIO AMBIENTAL DA ÁGUA" EM FORTALEZA

Imagem do encontro do Rio Maranguapinho com o Rio Ceará e a exuberância do manguezal , nas imediações do Conjunto Vila Velha

Norsa/Coca-Cola traz para Fortaleza projeto de monitoramento da qualidade da água das bacias hidrográficas brasileiras

28/8/2008 - Ana Carolina Sánchez - Oficina de Conteúdo
Empresa Responsável
Projeto tem como objetivo mobilizar a sociedade sobre a importância da limpeza das águas. Coordenação será realizada pelo SOS Mata Atlântica
Depois de Brasília e Maceió, será lançado em Fortaleza, na próxima quinta-feira (28/08), o projeto “Gestão Socioambiental da Água”, uma parceria da Norsa/Coca-Cola e o SOS Mata Atlântica.

Com o objetivo de sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância da manutenção e preservação dos recursos hídricos, o projeto irá atuar no monitoramento da qualidade da água do Maranguapinho, um dos rios que mais sofrem pela ação humana na Região Metropolitana de Fortaleza. O lançamento acontecerá na fábrica da Norsa/Coca-Cola e contará com a presença de organizações públicas e privadas ligadas ao meio ambiente e a educação.

“O Nordeste tem uma carência muito grande de água e por isso é fundamental preservar as bacias hidrográficas que temos na nossa região. Para a Norsa trazer este projeto para locais onde estão instaladas fábricas é uma maneira simples e eficiente de contribuir com o meio ambiente e ao mesmo tempo proporcionar a utilização sustentável dos recursos hídricos, a partir da educação ambiental da comunidade”, defende o Gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Norsa/Coca-Cola, Ezequiel Nascimento.

Sob orientação de educadores ambientais da Organização Não Governamental SOS Mata Atlântica, o projeto será desenvolvido em etapas e terá duração de um ano, com retirada de amostras de água uma vez por mês.
Na primeira fase, serão formados grupos de voluntários – estudantes de escolas públicas e pessoas das comunidades localizadas nas proximidades do rio Maranguapinho - e apresentados dados sobre as características das bacias hidrográficas nacionais e dos problemas enfrentados localmente.

Os voluntários ainda participarão de oficinas de capacitação voltadas ao trabalho que será realizado com o rio. Nestes treinamentos, eles aprenderão a manusear o kit adquirido pela Norsa/Coca-Cola, que contém elementos que tornam possível a análise das águas.
Em um segundo momento, estas pessoas serão levadas à margem do rio e distribuídas da nascente (Maranguape), passando por Maracanaú e chegando à foz (Fortaleza).

A sistemática do projeto passa ainda pela publicação do diagnóstico no site www.redesdasaguas.org.br, no qual órgãos competentes podem utilizar as informações para tomar as providências necessárias. Segundo o educador ambiental do SOS Mata Atlântica, Gustavo Veronesi a importância é maior do que muitos podem imaginar. “A limpeza de nossas águas não é apenas uma questão de ecologia e sim de saúde pública.

A partir desse projeto podemos conscientizar as pessoas que a manutenção da qualidade da água é uma questão permanente e que, portanto, pode ser cobrada dos órgãos competentes independentemente das prioridades de quem estiver no poder”, defende.
O rio Maranguapinho nasce na serra de Maranguape, passa por outros três municípios – Maracanaú, Caucaia e Fortaleza – até se encontrar com o rio Ceará. Em seu caminho, cruza o distrito industrial de Maracanaú e uma série de bairros que estão entre os mais populosos e carentes da capital como a Granja Lisboa, Autran Nunes e Canindezinho.

Segundo dados do Inventário Ambiental dos Recursos Hídricos e da Orla, elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), cerca de 60 mil pessoas moram às margens do rio, sendo nove mil somente no trecho que corta Fortaleza.

Histórico
A idéia do projeto “Gestão Socioambiental da água” surgiu após o grande sucesso do Projeto Tietê, ação que beneficiou parte da população do Estado de São Paulo com mais qualidade de vida, menos poluição e com resultados mensuráveis no que diz respeito à queda da mortalidade infantil. Com estes dados, o SOS Mata Atlântica e a Coca-Cola firmaram uma parceria para tratar 21 bacias hidrográficas de 21 locais que sejam próximos à alguma fábrica da empresa. O lançamento do projeto inicial aconteceu em Brasília, em novembro do último ano. Já em março deste ano, foi a vez de Maceió ser agraciada com o programa. Ambos os locais estão com o projeto em andamento.

O objetivo da iniciativa é conscientizar parte do país sobre a importância da qualidade das águas, fazendo com que os participantes conheçam todos os problemas, saibam as causas, conseqüências e posteriormente, difundam este conhecimento para que todos tenham a possibilidade de contribuir com a qualidade de vida no país.

Sobre a Norsa
A Norsa é uma empresa de bebidas fundada em 1998 pela união dos franqueados Coca-Cola nos Estados da Bahia, do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. E é justamente essa diversidade cultural que faz a empresa forte e competitiva. Com dez anos de existência, alcançou em sua área geográfica de 907.313 quilômetros quadrados (10% do território brasileiro), a liderança absoluta do mercado de refrigerantes, introduziu e cultiva um modelo de gestão que valoriza a qualidade, a eficiência e o desenvolvimento de pessoas e está no universo das 300 maiores empresas do País.
Com cinco fábricas (Maracanaú - CE, Simões Filho - BA, Vitória da Conquista – BA, Macaíba – RN e Teresina - PI), além de 11 centros de distribuição e dois centros de vendas, a empresa conta com mais de três mil funcionários e fornece refrigerantes, sucos, chás, energéticos, achocolatados e águas, além dos produtos das fábricas da Femsa Cervejas Brasil na região, para cerca de 150 mil pontos-de-venda.
A atual administração da empresa tem conseguido resultados extremamente positivos nos últimos anos. Em 2003, a participação de mercado dos refrigerantes da Coca-Cola nos quatro Estados era de 43% em média. Hoje, a Norsa tem 55,6% de participação do mercado (dados Nielsen de julho de 2008). Seu faturamento cresceu de R$ 507,2 milhões em 2002 para cerca de R$ 1,1 bilhão em 2007.

Oficina de Conteúdo – assessoria de imprensa Norsa/Coca-Cola - Ana Carolina Sánchez /Notícias do Meio Ambiente - Vilmar Berna
(“para fins de direitos autorais de imagem declaro que a foto usada acima não é de minha autoria e que o autor não foi identificado”. )

ABES-RS OFERECE LIVRO GRÁTIS SOBRE SANEAMENTO


ABES-RS lança livro sobre Como tratar Lodos e Odores na área de Saneamento

Água Online - Cecy Oliveira*
28/08/08


A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental (ABES-RS) lançou na abertura III Seminário Sul-Brasileiro de Saneamento Ambiental a realizar-se no dia 27 de agosto às 19h30min no Salão Itapema - Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre, o livro Inovações Tecnológicas no Saneamento - Lodos e Odores.

A obra, conforme explica a engenheira química Maria Lúcia Coelho, da Diretoria da ABES-RS, relata as mudanças e a nova realidade do setor quanto ao assunto; a importância do tratamento do lodo de ETA e ETE; as experiências e as soluções adotadas no tratamento do lodo e para os problemas de odores no tratamento dos esgotos. E acrescenta que a demanda por soluções nestas questões avança à medida que aumenta a necessidade de ampliação dos sistemas de tratamento de esgoto e água para atendimento das Metas do Milênio e melhoria nos indicadores de saúde, saneamento e meio ambiente do país.

O presidente da ABES-RS, Geraldo Leal, destaca que com esta publicação, registrando a troca de informações entre especialistas de várias partes do país – com dificuldades semelhantes no enfrentamento das soluções – a entidade busca consolidar seu papel como espaço de divulgação e informação à sociedade.

Dividido em oito capítulos o livro, elaborado por uma comissão formada pelas jornalistas Cecy Oliveira e Gilmara Gil com a assessoria técnica das engenheiras Deisy Maria de Andrade Batista e Maria Lúcia Coelho da Silva, aborda os seguintes temas:
1. A Questão dos Lodos e Odores no Tratamento da Água e do Esgoto;
2. Lodos de ETAs e ETEs – Visão geral, importância do tratamento, minimização e disposição adequada;
3. Experiências com tratamento de lodo de ETAs e ETEs: as soluções adotadas no Brasil – cases, produtos e serviços;
4. Tratamento Combinado de Lixiviados de Aterros Sanitários em ETEs;
5. O Panorama da Pesquisa de Saneamento no Brasil: As Soluções para o Lodo e Odor;
6. Soluções para os problemas de Odores - Experiências do Brasil;
7. Legislação e Fiscalização: Conflitos e Soluções -
8. Relato de Casos.
A publicação está sendo distribuída gratuitamente pela ABES-RS. Solicite o seu exemplar:abes-rs@abes-rs.org.br.

Cecy Oliveira - cecyoliveira@aguaonline.com.br http://www.aguaonline.com.br/ - Tel 51.3338.8242 Avenida João Obino, 383/301 - Porto Alegre - RS - 90470-150.
Dia Mundial da Água 2008 - Esgoto é o tema do momento!

27 de agosto de 2008

CONTAMINAÇÃO DE CÓRREGO DO PARQUE DO TIRZO EM SP DÁ MULTA

Eduardo Anizelli/Folha Imagem Sabesp é multada por contaminar córrego

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO - Folha de S.Paulo - 27/08/2008

Uma falha no sistema de coleta de esgoto da Sabesp contaminou um córrego que cruza o parque estadual do Tizo, uma área de 1,3 milhão de m2 --tamanho semelhante ao do Ibirapuera- quase toda tomada por mata atlântica, na zona sudoeste da Grande São Paulo.

A mancha de esgoto sem tratamento levou a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo a aplicar uma multa de R$ 1,2 milhão à Sabesp, empresa do governo de São Paulo. A Sabesp também foi notificada a corrigir os danos provocados no local.

Falha no sistema de coleta de esgoto da Sabesp contaminou um córrego que cruza o parque estadual do Tizo.
Segundo a secretaria, o esgoto chega ao córrego do Itaim por meio de uma canaleta de drenagem natural, nas proximidades da praça Carlos Alberto Leitão e da rua Savério Quadrio, no distrito de Raposo Tavares (zona oeste de SP).
A Savério Quadrio é a última fronteira entre o bairro e o parque, próxima ao km 19 da rodovia Raposo Tavares. Bem ao lado da rua, a contaminação provocada por efluentes já surge. A Sabesp apresentou justificativas à secretaria, mas as explicações não convenceram os técnicos da fiscalização.
Procurada pela Folha, a empresa afirmou que o problema aconteceu em razão do lançamento irregular de entulho e restos de construção civil, o que danificou a rede, mas que pretende implantar um sistema adequado naquela região.
A Sabesp diz ainda que, para implementar melhorias no sistema de esgoto, depende de medidas que devem ser tomadas pela Prefeitura de São Paulo.
De acordo com a secretaria, o esgoto parte das casas do conjunto habitacional Jardim Amaralina, construído pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Segundo a secretaria, a rede está "deteriorada".

Despejos irregulares
Além da contaminação provocada pela falha na tubulação, moradores da região ainda afirmam que mananciais do parque vêm sendo contaminados pelo despejo de água lançada por casas sem sistema de coleta de esgoto no Parque do Ipê.
O Tizo foi criado em 2006, no governo Geraldo Alckmin (PSDB), após reivindicações feitas pelos moradores de São Paulo, Cotia, Osasco, Taboão da Serra e Embu --o parque se estende por essas cidades.
Um levantamento divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente concluiu que o Tizo preserva 600 mil m2 de mata atlântica original, além de outros 340 mil m2 em processo de regeneração, formando uma das mais importantes áreas verdes da Grande São Paulo.

Mata e animais
Além de várias nascentes, também são encontrados na mata atlântica animais como capivaras, veados, quatis e tatus, além de diversas espécies de aves e répteis.
Um trabalho realizado pela bióloga Silvana dos Santos, professora da Universidade Federal da Paraíba, catalogou árvores como jequitibás, figueira nativa e carvalho brasileiro.

Ex-integrante do conselho orientador do parque, Solange Martins afirma que a poluição vem afetando praticamente todo o Tizo. "Ali é tudo interligado. O córrego do Itaim é importante, mas não dá para avaliar a contaminação isoladamente. Até a mata é afetada", diz.
A Folha percorreu no último sábado a trilha que atravessa o parque. Logo na entrada secundária surgem os primeiros sinais de contaminação --a água do córrego fica esbranquiçada logo após o local onde são despejados os efluentes.
O curso d'água serpenteia pelo parque até desaparecer em meio à mata fechada, em que há restos deixados por freqüentadores do local, apesar da vigilância. Do outro lado do parque, a Polícia Florestal levantou indícios de venda irregular de lotes em áreas públicas.

PRESERVAR A ÁGUA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO É O GRANDE DESAFIO

Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia DESAFIOS À PRESERVAÇÃO DA ÁGUA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO(III),

Osmar Pires Martins Júnior*

"...é real a perspectiva de agravamento da crise relativa no abastecimento de água nos grandes centros urbanos brasileiros."

O uso sustentável de bacias hidrográficas de mananciais de abastecimento público é um dos maiores desafios dos tempos modernos.
O equacionamento do problema envolve fatores complexos que devem ser identificados e colocados numa ordem a mais correta possível para a obtenção de resultados satisfatórios. Uma questão prioritária é a demanda crescente para uma oferta limitada. Um nível razoável de satisfação do consumo doméstico e industrial requer uma demanda diária média de 250 litros por habitante. Porém, a disponibilidade hídrica no nosso meio é constituída de fontes de superfície que, para regimes hidrológicos continentais intertropicais, requer a preservação de uma bacia hidrográfica da ordem de 500 km² para o abastecimento de uma metrópole do porte de Goiânia.

O explosivo crescimento populacional dos núcleos urbanos dos países emergentes e uma dinâmica populacional marcada por intensas necessidades sócio-econômicas pressionam a demanda, mas a disponibilidade para seu atendimento dependente de uma oferta limitada e sujeita à variação das precipitações pluviométricas, do uso e manejo do solo e da infra-estrutura de saneamento ambiental da bacia hidrográfica. Afinal, dos 44 milhões de m³/dia de água captados das fontes superficiais, são devolvidos 39 milhões de m³/dia de esgoto, sem tratamento. Isto equivale a cinco vezes o volume de água depositado anualmente na Baía de Guanabara. Em resumo, as fontes de superfície são deplecionadas nas extremidades da captação de água e do lançamento de efluentes poluidores, assim como no manejo inadequado da vertente, impactando negativamente todo o ciclo da água.

As condições intertropicais se caracterizam pela variação da vazão de chuva e de seca, bem como dos fatores dependentes do clima, solo e vegetação, estabelecendo regimes hidrológicos bastante críticos para o abastecimento das metrópoles brasileiras. Esta avaliação pode ser feita pela comparação das vazões dos cursos d'água que abastecem as populações de algumas cidades.

As metrópoles localizadas em regiões de clima temperado apresentam uma relação entre demanda e disponibilidade hídrica bastante favorável.
A região de Paris com 10 milhões de habitantes é abastecida pelo rio Sena, que possui vazão média de 300 m³/s no trecho parisiense.
Roma possui 6,5 milhões de habitantes abastecidospelo rio Tibre, que tem vazão média de 360m³/s no trecho romano.

A vazão disponível nas cidades do nosso País é pequena comparativamente às situações de outras partes do mundo, como vistas. A metrópole goianiense com 1,2 milhão de moradores é abastecida pelo ribeirão João Leite que possui vazão média de 11,2m³/s (a contribuição da Alto Meia Ponte e a possível contribuição do Dourados e do Caldas não altera esse quadro relativo).

A grande São Paulo, com quase 20 milhões de habitantes, está localizada na bacia do Alto Tietê, que possui vazão média de 90m³/s. Em termos comparativos, as metrópoles brasileiras são relativamente populosas e demandadoras de água, embora os mananciais que as drenam sejam menos caudalosos. Portanto, a relação entre oferta e demanda é bastante desfavorável.
Em conseqüência, é real a perspectiva de agravamento da crise relativa no abastecimento de água.

Estima-se que, em Goiânia, mantendo-se as atuais taxas de crescimento populacional, nas duas próximas décadas, caso não se efetivem programas de proteçãodos mananciais, a demanda ultrapassará a capacidade-limite de oferta disponível na bacia hidrográfica de abastecimento. Diante desse cenário, é fundamental implementar políticas de proteção dos mananciais da região metropolitana de Goiânia, a partir do planejamento, zoneamento e gerenciamento do território de toda bacia hidrográfica. As ferramentas para isso são o diagnóstico e o manejo sustentável do solo da bacia João Leite e não apenas do entorno do reservatório. A esse respeito, discorreremos no próximo artigo.

* Osmar Pires Martins Júnior é biólogo, engenheiroagrônomo, mestre em ecologia, professor de cursos de graduação e pós-graduação em IES, coordenou e integrou o estudo sobre o diagnóstico ambiental e possibilidade de uso sustentável da bacia hidrográfica João Leite, foi presidente da Agência Ambiental de Goiás (2003-06), perito ambiental do MP-GO (1997-02), secretáriodo Meio Ambiente de Goiânia (1993-96).

XIV CIÊNCIA JOVEM - INSCRIÇÕES ATÉ 31 DE AGOSTO

Inscrições na XIV Ciência Jovem terminam na próxima semana

Entre as três maiores feiras de ciências do país, Ciência Jovem recebeu 10 mil pessoas em sua última edição.
Termina no próximo dia 31 de agosto o prazo para as inscrições na XIV Ciência Jovem, maior feira de ciências do Nordeste, que será realizada entre 29 e 31 de outubro no Espaço Ciência, em Pernambuco.

Podem participar do evento alunos da educação infantil ao ensino médio, bem como os seus professores. As inscrições estão sendo realizadas no site do Espaço Ciência(http://www.espacociencia.gov.br/), onde está disponível a ficha de inscrição e o regulamento para professores e alunos.


A Ciência Jovem já é considerada uma das três maiores feiras de ciências do país e tem como objetivo de popularização de ciência e tecnologia se traduzem em experimentos, mostras, atrações interativas e diversas formas de divulgação que oferecem, à luz da ciência, uma leitura criativa do cotidiano de aprendizagem de alunos e professores.

"Nosso objetivo é que as escolas notem, cada dia mais, a importância das feiras de ciências como local de aprendizado e intercâmbio para seus alunos" comenta, Francis Dupuis, Gerente Geral do Espaço Ciência.

Os alunos podem participar em quatro categorias:

- Iniciação à Pesquisa (educação infantil e ensino Fundamental de 1a a 4a série),

- Divulgação Científica (ensino Fundamental de 5a a 8a série),

- Desenvolvimento Tecnológico e Incentivo à Pesquisa (duas categorias para o ensino médio).

Os vencedores receberão material didático e viagens para participação em feiras nacionais e internacionais como a SBPC Jovem, Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia) e Febrace (Feira Nacional de Ciências e Engenharia).

Os professores, além de orientar projetos, também podem participar do Ciência Jovem na categoria Educação Científica, que procura incentivar a reflexão sobre o processo de ensino e aprendizagem e estimular práticas de voltadas para a educação científica.Os trabalhos nessa categoria serão no formato de relatos a respeito de experiências pedagógicas vivenciadas pelos professores e serão apresentados em forma de pôster. O vencedor será contemplado com um notebook.

Cada escola pode apresentar apenas um projeto por categoria, sendo que unidades de ensino situadas em locais diferentes contam como escolas distintas. Os candidatos têm até o dia 31 de agosto para enviar todos os dados necessários para o e-mail cienciajovem@espacociencia.gov.br

A Ciência Jovem é uma realização do Espaço Ciência com apoio da Secretaria de Tecnologia, Ciência e Meio Ambiente e Secretaria da Educação do Governo de Pernambuco.Para o secretário de Educação, Danilo Cabral, "a parceria firmada com o Espaço Ciência na realização da XIV Ciência Jovem, traz excelentes resultados para o aluno, professor e para a escola, uma vez que incentiva o desenvolvimento de projetos em educação científica".

Criada em 1995, a feira ano passado atingiu a marca de 160 trabalhos inscritos e uma visitação de 10 mil pessoas durante todo o evento. Para 2008, a expectativa é que o número cresça ainda mais, atingindo o número total de 200 trabalhos."A Ciência Jovem tem a mesma idade do Espaço Ciência, fruto de nossa concepção da feira de ciências como uma revolução pedagógica", diz o diretor executivo do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão.(Assessoria de Comunicação do Espaço Ciência) - Fonte: Jornal da Ciência

PANTANAL: PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS OU PRESERVAÇÃO?

Marina Silva: 'Ecossistema do Pantanal é muito frágil'

JC da SBPC de 27/08/08

Tudo o que se fizer lá pode contaminar a água lá embaixo, na planície”, diz ex-ministra

A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PT-AC) afirmou ontem que o possível avanço dos canaviais na Bacia do Alto Paraguai poria em risco todo o ecossistema do Pantanal:— As terras do planalto pantaneiro são frágeis.

Tudo o que se fizer lá pode contaminar a água lá embaixo, na planície. O ecossistema do Pantanal é muito frágil. Não deve haver nenhum tipo de expansão da cana.
O Brasil não pode se transformar na Opep dos biocombustíveis.

Doutor em gestão de recursos hídricos pela USP, o diretor da ONG Ecoa, Alcides Faria, criticou as declarações do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.— Tanto a planície quanto o planalto do Pantanal ficam na Bacia do Alto Paraguai. A expansão da cana nessa região pode contaminar com vinhoto as águas que nascem no planalto e descem para a planície pantaneira.

Além disso, ao permitir a abertura de canaviais em terras que hoje são ocupadas por pasto, o governo vai aumentar a pressão da pecuária sobre a planície do Pantanal. É a mesma dinâmica do desmatamento da Amazônia, onde o gado chega antes e a lavoura depois — explicou o especialista da USP.

Marina Silva disse ainda que o governo deve impedir qualquer plano de expansão do cultivo de cana na Amazônia.A ampliação da produção de cana para produção de biocombustível foi um dos temas que contribuíram para a queda da ex-ministra.Marina se opunha a permitir o avanço das propriedades destinadas à plantação de cana na Região Amazônica e também no Pantanal. Em 2005, ela comprou briga com o governo do Mato Grosso do Sul ao se opor ao aumento da área cultivada de cana na região pantaneira. Fonte: (O Globo, 27/8)

BRASILEIROS SÃO PREMIADOS NO FESTIVAL VIDÉEAU

O nosso blog noticiou o festival VidéEau em 01 de maio informando todos os detalhes e suas regras.

Jovem brasileiro conquista segundo lugar em festival internacional de vídeos sobre água

Por Denise Caputo, da ANA - 26/08/2008
Três brasileiros ficaram entre os 15 finalistas no Festival VidéEau, concurso internacional de vídeos que mobilizou jovens de 17 a 30 anos de todo o mundo em torno das múltiplas questões relacionadas à gestão dos recursos hídricos.

O segundo lugar ficou com a animação "Bem debaixo do nosso nariz", do mineiro Roger Emanuel Santos, de 25 anos. Ele vai receber o prêmio de US$ 1,5 mil, e seu vídeo participará da competição dos Encontros Internacionais “Água e Cinema” do 5º Fórum Mundial da Água em Istambul, na Turquia, em março de 2009Os outros brasileiros finalistas do concurso são: Ernesto Theodoro de Morais Junior, com “Sweat”; e Luccas Tainá, com “Fragments”.
Todos os curtas têm até 90 segundos de duração e abordam o tema “A água, o ser humano e o desenvolvimento sustentável”.

Organizado pelo Secretariado Internacional da Água (SIE), o Festival VidéEau conta com o apoio institucional da Agência Nacional de Águas (ANA).
Mais informações estão à disposição em http://www.sie-isw.org/, onde é possível assistir também aos vídeos vencedores.
Fonte: (Envolverde/ANA)

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ZONEAMENTO SÓCIO-ECONÔMICO ECOLÓGICO DO MATO GROSSO

Rede Internacional BECE-REBIA
Rede Brasileira de Informação Ambiental

Amigos, está em jogo não apenas a defesa ambiental do vizinho estado de Mato Grosso - o que já é um imenso motivo para apoiar uma proposta de Zoneamento Socio-Econômico Ecológico para a região - mas também a garantia da participação democrática e do exercício da cidadania para todos os segmentos da população.

Vamos colaborar assinando a petição! Click neste link e assine:
http://www.petitiononline.com/gtms2008/petition.html
abraços
Liana Márcia Justen

PETIÇÃO À ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO
ESTADO DE MATO GROSSO

Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico – ZSEE
http://www.petitiononline.com/gtms2008/petition.html

Reconhecido como uma das regiões mais ricas do planeta, por comportar três grandes biomas (Pantanal, Amazônia e Cerrado), o estado de Mato Grosso tem se configurado como fronteira agrícola do agronegócio.
A ocupação desordenada do seu território tem clamado por cuidados ambientais para com estes biomas e com as comunidades tradicionais e biorregionais e os vários grupos sociais existentes.

Com o intuito de ordenar esta ocupação em seus aspectos social, ecológico e econômico, foram realizados estudos científicos, nos últimos 20 anos, que serviram de base para a proposta do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE).

A proposta, que foi discutida e aprovada por 47 entidades e teve na sua co-coordenação as Secretarias de Estado de Planejamento (SEPLAN) e de Meio Ambiente (SEMA), foi submetida ao Legislativo e está, agora, em processo de consulta pública. Assim, elaborado com consistência científica, o ZSEE deve ter a função de ordenar o uso do território mato-grossense, de maneira a permitir o desenvolvimento econômico, com os cuidados ambientais e sociais necessários.

Contudo, a maneira com que o processo de consulta pública está sendo conduzido, pode desvirtuar e jogar por terra todo o trabalho desenvolvido até então. Quando o Estado propõe realizar uma consulta pública, entendemos que esta deva promover a participação de todos os grupos sociais, tornando-a representativa e legítima ou terá ouvido apenas o segmento economicamente mais forte da sociedade: o agronegócio.

É de fundamental relevância que populações menos favorecidas, mas nem por isso menos importantes, sejam consultadas, a exemplo dos povos indígenas, ribeirinhos, pequenos agricultores, entre outros. Essa consulta só se legitima ao possibilitar o direito à voz e respeitar o princípio de proporcionalidade. Contudo, não é isso o que está acontecendo.

A última consulta pública, realizada no município de Paranatinga (a 411 km de Cuiabá) nos dias 07, 08 e 09 de agosto deste ano, foi um exemplo de desrespeito às populações indígenas e aos grupos sociais de outras regiões do estado de Mato Grosso ali presentes. Segundo o que foi acordado (entre a Comissão Técnica e a Assembléia Legislativa), caso não houvesse consenso sobre qualquer uma das diretrizes, a proposta seria registrada, mas não seria lançado mão do recurso do voto, não alterando, assim, a proposta original do texto.

De acordo com a metodologia da ALMT, seriam registradas em cores diferentes as novas propostas, acusando o que seria ou não consenso. No entanto, em Parantinga este princípio não foi seguido e quando não houve o consenso, partiu-se para a votação das duas (ou mais) propostas, ficando sempre em minoria o "setor ambiental" e "indígena", ressaltando que constava um número inverídico de votantes, uma vez que não houve uma proporção dos votantes em relação a todos os presentes na sala, gerando bastante imprecisão estatística.

É importante a ALMT ter clareza que as audiências públicas não é lugar nem de consenso e muito menos de votação, não podendo os moderadores aceitar esse tipo de pressão de determinados grupos. Assim, diante deste cenário, nós reivindicamos:

1 - O uso de uma metodologia transparente e eficaz para as audiências públicas coordenadas pela Assembléia Legislativa do Estado, apontando a democracia participativa capaz de promover a mediação dos conflitos, garantindo a inclusão e o controle social para todos.

2 - Que o coordenador (a) dos seminários tenha, necessariamente, perfil ético e respeite as diversidades étnicas - sociais do Estado de Mato Grosso;

3 – Calendário antecipado e imediato de TODAS as audiências, garantindo o preparo e a mobilização social para participação;

4 – Transporte e locais apropriados para abrigarem grupos étnico-sociais nos debates, inclusive com a segurança física e alimentar de todos os participantes;

5 – Divulgação em todos os meios de todas as atas e as propostas acatadas pela AL nas audiências;

6 – Representação paritária na mesa de abertura dos seminários técnicos e da audiência, de todos os grupos sociais que se fizerem representar, com a garantia do pronunciamento nesses momentos;

7 – Que o Ministério Público Estadual se apresente em todos os debates e nos seminários, garantindo a segurança da discussão da Lei de Ordenamento Territorial do Estado;

8 - Garantia de participação nos seminários e audiências dos integrantes da equipe técnica SEPLAN-SEMA que coordenaram o projeto do ZSEE no Executivo, assim como das 47 entidades que compõem a Comissão Estadual do ZSEE;

9 - A garantia de que após a aprovação do ZSEE pela Assembléia Legislativa e anteriormente à assinatura do Governo de Estado, que o instrumento territorial retorne à Comissão Estadual do ZSEE para avaliação final.

Com estas medidas, esperamos que sejam garantidas a seriedade e a lisura do processo de consulta pública, que deve enriquecer o ZSEE, de maneira a diminuir o abismo que separa as dimensões ecológicas e econômicas para que a democracia saiba, na condução dos trabalhos, ser capaz de promover, na construção cidadã, a beleza do diálogo entre a cultura e a natureza de Mato Grosso.

SIGNATÁRIOS
Associação Cultural do Movimento Artístico de Mata Cavalo
Associação Mato-grossense de Ecologia – AME MATO GROSSO
Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental - ARPA
Associação Voz Animal - AVA
Central Única das Favelas – CUFA
Coletivo Jovem de Meio Ambiente - CJMT
Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de MT – CIEA Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB
Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD Grupo de Trabalho Combate ao Racismo Ambiental (Centro-Oeste) Instituto Maiwu Movimento Artista pela Natureza de MT
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento Panamby Movimento Sem Terra – MST
Operação Amazônia Nativa - OPAN
Quilombo Mata Cavalo
Rede Axé Dudu
Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental - REMTEA
Revista Sina Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT ..

Fonte: *Michèle Sato [michelesato@ufmt.br]Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, GPEAUniversidade Federal de Mato Grosso, UFMTAv. Fernando Corrêa da Costa, sn78060-900Coxipó, Cuiabá, MT, BRASILTel. 55 65 3615 8443 Fax: 3615 8440

26 de agosto de 2008

VEM AÍ O "BOLSA ANZOL"


"O clientelismo do Estado, porém, teima em sobrepujar o empreendedorismo. O auxílio-desemprego para os pescadores tradicionais cresce de forma assustadora. Em 2002, eram 92 mil beneficiários. Hoje se calcula que o seguro vá cobrir 600 mil pessoas."

"Em vez de dar o peixe, dê uma “R$ bolsa-anzol”. (Charge Eng. Luciano)

Produtor de peixe
Xico Graziano*
26/08/2008 - Ag. Estado
Continua incerto o destino do Ministério da Pesca. Pudera. Ninguém conseguia entender a urgência da medida provisória que o propunha. A relevância da matéria se esconde na trapalhada da política mentirosa. Parece conversa de pescador.
Há que distinguir pesca de aqüicultura. A pesca se pratica sobre os cardumes livres, existentes nos mares salgados ou nas águas doces. Trata-se de uma captura da natureza. Já a aqüicultura representa um processo de criação, em cativeiro, de organismos aquáticos. Aquela é extrativista e esta, produtiva.
A pesca tradicional, em todo o mundo, há anos se compromete pelo declínio dos cardumes naturais. Primeiro, porque modernos barcos e alta tecnologia aumentaram a capacidade da rapina nos mares. Segundo, porque a poluição reduziu a reprodução dos cardumes de água doce. Resultado: a aqüicultura mundial cresce a 9,2% ao ano, ante apenas 1,4% da pesca extrativa.
Os primeiros criadores de peixes foram os chineses, há 2.500 anos. Do Oriente a piscicultura se expandiu pela Europa, através da Grécia e da Itália. Os peixes, inicialmente, destinavam-se ao abastecimento dos refeitórios de mosteiros europeus. Somente em meados do século passado a técnica começou a ser praticada com fins comerciais, no Japão e nos EUA.
No Brasil, a história da piscicultura começou, verdadeiramente, em 1969. Pesquisadores da Unesp de Jaboticabal, comandados por Newton Castagnoli, estabeleceram uma cooperação técnica com a extinta Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), construindo um centro de pesquisas nas proximidades da Cachoeira das Emas, no Rio Mogi-Guaçu, em Pirassununga (SP).
Até então a piscicultura tinha motivação ornamental, incluindo a ligada às tradições nipônicas, adoradoras das coloridas carpas.
O paradigma mudou radicalmente nos anos 70, quando ocorreu um salto no conhecimento científico. Os cientistas da zootecnia descobriram um eficiente método de ovulação induzida, seguida da fertilização, nos peixes criados em cativeiro. Romperam, assim, o desígnio natural dos bichos.Doses de hormônios gonadotrópicos, retirados da hipófise píscea, são injetadas na barriga, carregada de ovos, das fêmeas. Isso as estimula a desovar no aquário do laboratório. Em seguida, sêmen masculino se mistura ao límpido caldo. É fantástico. Em poucos dias milhares de minúsculos peixinhos nadam felizes.
Alimentados com ração, tornam-se alevinos - forma juvenil dos peixes -, quando passam para os tanques de recria e, depois, de engorda. Surge assim a piscicultura comercial.
O domínio da técnica da reprodução induzida ainda se aprimora. Inicialmente, as pesquisas recaíram sobre a tilápia, uma espécie exótica, de origem africana. Depois, a reprodução induzida chegou às espécies nativas, como o curimatã, tucunaré, pirarucu, pacu e tambaqui. Mais tarde, avançou para peixes de couro, como o pintado.
Hoje, hormônios extraídos da hipófise de rãs incrementam os laboratórios piscícolas.Estima-se que existam no País 128 mil aqüicultores, com 80 mil hectares de espelho d’água e produção de 260 mil toneladas, representando 25% do pescado nacional. Contam-se 64 espécies sob exploração comercial, principalmente peixes (51), crustáceos (5) e moluscos (4). A tilápia lidera a piscicultura no continente.
Nos mares crescem a ostreicultura e a mitilicultura, a criação de mexilhões. Mas o camarão cultivado segue imbatível na economia aqüícola.Fazendas de camarão se destacam no Nordeste. A carcinicultura, porém, carrega o perigo ecológico. Ao avançar sobre manguezais, ameaça frágeis ecossistemas próximos às regiões costeiras. Águas salobras se contaminam por dejetos orgânicos e resíduos químicos, incluindo antibióticos. Cocô de camarão polui mais que gente.
Produzir pescados e crustáceos, de forma sustentável, alivia a pressão da pesca extrativista sobre a natureza. Com o sumiço dos cardumes naturais, escasseia o pescado e se eleva o preço na peixaria. Ao contrário, quanto mais peixe for criado, maior a oferta, melhor o preço, mais consumidores da branca e saborosa proteína.
No mundo, o consumo de pescado atinge 16 kg por habitante/ano. No Brasil mal chega a 3 kg.As tradicionais colônias de pescadores do litoral brasileiro andam em crise.
O defeso, período do ano em que se proíbe a pesca, cada vez mais necessário para ajudar na reprodução dos cardumes, cria enorme contingente de desocupados. Ora, o futuro desse sofrido pessoal reside na aqüicultura, capaz de transformar o antigo pescador em produtor de pescado.
No oceano, a maricultura anima a nova geração de pescadores. No continente, o potencial da piscicultura é inestimável. Apenas nas águas represadas dos reservatórios da União existem 5,5 milhões de hectares propícios à criação intensiva de peixes.
Lagos e açudes tecnicamente conduzidos produzem 500 kg de pescado por hectare/ano. Utilizando-se tanques-rede, a produção pode chegar a 15 mil kg/hectare.
Proteína pra valer.
O clientelismo do Estado, porém, teima em sobrepujar o empreendedorismo.
O auxílio-desemprego para os pescadores tradicionais cresce de forma assustadora. Em 2002, eram 92 mil beneficiários. Hoje se calcula que o seguro vá cobrir 600 mil pessoas. É o “bolsa-anzol”.
O Brasil não precisa de nenhum Ministério para realizar a tarefa, fundamental, de engrandecer sua aqüicultura. Ao contrário. A estrutura de governo pode sucumbir ao irresistível cacoete do apadrinhamento político, subjugando cidadãos ao cômodo jogo do poder, alienando-os, tornando-os dependentes da esmola oficial.Diz o velho ditado que, em vez de dar o peixe, é melhor ensinar a pescar. Agora mudou: mais vale criar o pescado.

*Xico Graziano, agrônomo, é secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. E-mail: xico@xicograziano.com.br Site: www.xicograziano.com.br