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31 de janeiro de 2009

SÃO PAULO SEDIARÁ O 8º SIMPÓSIO NACIONAL DE CONTROLE DE EROSÃO



8° Simpósio Nacional de Controle de Erosão

DATA: 29 de março a 02 de abril de 2009 - LOCAL: São Paulo - SP

Mensagem da COMISSÃO ORGANIZADORA

A ABGE - Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental está promovendo o 8° Simpósio Nacional de Controle de Erosão, entre os dias 29 de março e 02 de abril de 2009 na cidade de São Paulo.

Esta edição terá como tema central a "Gestão para prevenção e controle de processos erosivos". O Simpósio pretende reunir profissionais de várias áreas do conhecimento para analisar e discutir as diversas e recentes experiências, indicar os principais desafios a serem vencidos e fornecer diretrizes e estratégias de políticas públicas para o controle e prevenção desses processos.

A 8ª edição do Simpósio busca ampliar os temas, envolvendo, além dos processos erosivos em áreas urbanas e rurais, a discussão em ambientes fluviais e costeiros e o grave problema do assoreamento.

Um dos objetivos consiste em discutir, com os mais distintos atores (profissionais de instituições públicas, universidades e empresas privadas) projetos e pesquisas em diagnóstico, prevenção e recuperação dos processos erosivos. Planeja-se reservar um dia para debater sobre a situação dos processos erosivos em cada estado do território brasileiro. O compromisso da comissão, após o evento, será buscar auxílios visando viabilizar a publicação de um livro sobre o diagnóstico dos processos erosivos no Brasil agregando os melhores trabalhos apresentados no evento.

A expectativa da Comissão Organizadora é receber contribuições de excelente nível técnico e que contemplem os temas propostos, os quais são de grande atualidade e relevância.

Conclamamos a participação de todos, congregando a interdisciplinaridade das áreas e dos profissionais que atuam direta e indiretamente com esta temática.

TODAS AS INFORMAÇÕES - VEJA MAIS


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DIGA NÃO ÀS ENCHENTES - DESLIZAMENTO DE ENCOSTAS E OCUPAÇÃO IRREGULAR


Ocupação irregular do solo é principal causa dos desastres provocados pelas chuvas

Akemi Nitahara
Repórter da Rádio Nacional - 31/01/2009

Brasília - As chuvas têm provocado dezenas de mortes e deixado milhares de pessoas desabrigadas no Brasil desde novembro passado. Os estados mais atingidos são Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Os problemas se repetem a cada ano. Famílias perdem tudo, mas voltam a construir moradias em locais precários, por não ter para onde ir. E o círculo vicioso se mantém.

O excesso de chuvas provoca três tipos principais de problema. O primeiro é a enchente dos rios, como explica o major Edilan Arruda, chefe da comunicação da Defesa Civil de Minas Gerais.

“O crescimento demográfico fez com que várias pessoas começassem a construir no leito maior do rio, aquele espaço que a própria natureza criou para que, no período das chuvas, essa água pudesse transbordar sem prejudicar nada e ficar na própria natureza. Como o homem construiu muito perto dos rios, a tendência natural é que quando chova muito os rios venham a subir e necessariamente ocupar aquele espaço que hoje está construído”.

As enxurradas são outro problema causado pelas chuvas nas cidades, lembra o major. “A enxurrada é quando existe um excesso de água dentro das cidades, essa água não escorre pelas canalizações, fica em cima das ruas e produz então o que nós chamamos de enxurrada.”

Os deslizamentos de encostas são o terceiro tipo de desastre que as chuvas provocam. De acordo com o professor Luiz Fernando Scheibe, do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina, o fenômeno é mais raro, mas ocorreu com muita força no fim do ano. De acordo com ele, também nesse caso, a tragédia no estado ocorreu por causa da ocupação irregular do solo.

“As principais áreas afetadas foram as áreas de encostas, muitas delas áreas de preservação permanente, que foram ocupadas de uma forma irregular", diz Scheibe, acrescentando: "Por isso mesmo, se quisermos procurar culpa nas autoridades, a culpa reside especialmente no fato de não ter havido uma fiscalização, que o município tenha coibido a habitação nessas áreas. Não deveria ser permitido, foi permitido irregularmente”.

Scheibe destaca que a chuva em Santa Catarina foi muito mais forte do que o esperado em 2008, e em uma região que não costuma ocorrer, por isso não havia como evitar a tragédia.

“Não há como evitar os deslizamentos. Em alguns casos, a ocupação da encosta aumenta o perigo da incidência e aumenta a frequência da incidência dos deslizamentos, por que as pessoas, ao fazerem as suas casas, escavam o morro e abrem plataformas para instalarem as casas. Isso aumenta localmente a declividade e a infiltração de água no terreno. E ao mesmo tempo, claro, torna um fenômeno que seria natural num problema social”, afirma Scheibe.

Depois dos desastres, algumas providências começaram a ser tomadas. Em Santa Catarina, o governo montou um grupo para estudar as áreas de risco, como explica o professor. “O que tá sendo feito agora é um estudo bastante elaborado de todas essas áreas. Espera-se que a partir desse estudo as autoridades municipais e estaduais possam trabalhar mas efetivamente no controle da ocupação dessas áreas, mais suscetíveis a esse tipo de fenômeno.”

O professor lembra que Santa Catarina ainda tem pessoas desabrigadas, que tiveram as casas condenadas pela Defesa Civil. “Há muitas áreas de risco ainda, tem muitas pessoas cujas casas não foram diretamente afetadas até agora, mas estão sendo impedidas de voltar para suas casas porque existe o risco que pode ser colocado como muito grande, de que mesmo com chuvas muito menores do que aquelas que aconteceram, essas casas venham a ser afetadas pela continuidade do processo que já foi iniciado em muitas áreas.”

Em Belo Horizonte, a Secretaria de Políticas Urbanas vai licitar um estudo de toda a bacia do ribeirão Arrudas, que atravessa a cidade, para descobrir o que tem causado as enchentes na região metropolitana. Fora isso, a prefeitura retira as pessoas que ocuparam as beiras do rio e constrói bacias de retenção. Belo Horizonte já conta com sete represas desse tipo, mais a barragem da Pampulha.

Além de fazer a represa, que segura a água da chuva e a libera aos poucos, para o rio não encher, a área é reflorestada e não pode ser ocupada de novo. De acordo com a Secretaria de Políticas Urbanas, duas medidas concretas estão sendo tomadas, com investimento de R$ 160 milhões: a remoção de famílias da bacia do córrego do Bonsucesso, para a construção de uma bacia de contenção de cheias no local, e a limpeza do fundo dos córregos Olaria e Jatobá. Os três córregos abastecem o ribeirão Arrudas na capital mineira.

O major Edilan Arruda, da Defesa Civil de Minas Gerais, explica que, para evitar desastres causados pelas enchentes, é preciso manter os rios limpos, além de treinar a comunidade. “Limpeza de rios, de córregos, alguns tipos de canalizações e aprofundamento dos rios, se for necessário, enfim, uma série de ações que podem ser feitas."

Quanto ao problema da enxurrada, que ocorre quando a canalização da cidade não comporta o volume de água, o major lembra que é preciso manter as ruas limpas e os bueiros desentupidos. “Uma das ações de prevenção é fazer com que o sistema de canalização da água seja bem feita na cidade ou exista em locais passíveis de enxurrada. Também não se deve obstruir, jogar lixo nas ruas e é importante fazer a limpeza de bocas de lobo.” Fonte: Agência Brasil


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30 de janeiro de 2009

PROJETO "LIXO NA REDE" SERÁ LANÇADO EM UBATUBA (SP)


Lixo tirado do mar dará direito a vale-diesel


Folha de S. Paulo - 30/01/2009

Projeto da Secretaria do Meio Ambiente será desenvolvido com pescadores de Ubatuba (litoral norte)

FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo anunciou o lançamento, na próxima semana, de um projeto que vai oferecer vale-combustível a pescadores que entregarem o lixo recolhido do mar por suas redes.

Cada quilo de lixo retirado do mar, segundo a secretaria, poderá ser trocado pelos pescadores por um vale que dará direito a um litro de diesel. Os vales poderão ser trocados em postos da Petrobras, parceira da Secretaria de Estado do Meio Ambiente no projeto Lixo na Rede.
Segundo a secretaria, os pescadores vão passar por capacitação para desenvolver o trabalho. Cada embarcação receberá dez sacos reaproveitáveis com capacidade para cem litros, onde os resíduos retirados do mar deverão ser depositados.

O projeto vai começar a ser desenvolvido em Ubatuba (224 km de SP), no litoral norte do Estado. Serão três pontos para o desembarque do lixo (ilha dos Pescadores, píer do Saco da Ribeira e píer de Itaguá), onde haverá balanças para pesagem.

A assessoria de imprensa da Secretaria do Meio Ambiente diz que haverá um cadastro dos pescadores que participarão.
Os resíduos serão depositados em contêineres disponibilizados pela Prefeitura de Ubatuba, responsável pela coleta diária do material, que será encaminhado a um centro de triagem e reciclagem.

O gerente da Cetesb (agência ambiental) no litoral norte e coordenador do projeto, João Carlos Milanelli, diz que a parceria com a Petrobras não é oficial e que a troca do lixo pelo vale-diesel só deve começar a ocorrer em junho. Fonte: Folha de S. Paulo

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PROF. DR. JORGE RIOS - APRESENTA E COMENTA "EINSTEIN E A CRISE"


[Aos amigos, com meus humildes comentarios em vermelho - jorge rios ]

saudações fluviais

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A crise segundo "Einstein"


Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.

A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.

É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias [Arquimedes, Vitruvio, Gallileu, Da Vinci, Newton, Freud, Churchill e o proprio Einstein dentre tantos outros ] .

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis [ ou um unico salvador ( barack - lula - sarkozy ) que resolva TUDO SOZINHO] .

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.

Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la [ isto é o que a IMPRENSA e outros FAZEM TODO DIA E TODA A HORA ]

e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo [ é o que a maioria faz !!! ] .

Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

Albert Einstein


*Prof. Dr. JORGE RIOS - Nosso colaborador é um dos mais experientes hidrologistas da UFRJ
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GOVERNO DO CEARÁ INVESTE R$ 395 MILHÕES NA BACIA DO RIO MARANGUAPINHO

Rio Maranguapinho - Bairro Antônio Bezerra - Fortaleza

Bacia do Rio Maranguapinho recebe investimentos de R$ 395 milhões

Marcio Teles - Cacege - 29/01/2009

O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades e Cagece, está executando o Projeto Rio Maranguapinho. No total, serão investidos R$ 395 milhões que beneficiarão diretamente mais de 30 mil pessoas que moram às margens do Maranguapinho em três municípios: Fortaleza, Maracanaú e Maranguape.

O Projeto será a maior intervenção urbana do Ceará.
A primeira etapa do Projeto Rio Maranguapinho é a construção de 576 unidades habitacionais. As unidades beneficiarão parte das famílias que atualmente residem às margens do rio.

Para a construção do residencial serão investidos R$ 14.379.962,45, e o prazo de execução da obra é de 18 meses. Já para as obras de esgotamento sanitário, serão dadas três ordens de serviço que beneficiarão cerca de 28 mil famílias de doze bairros de Fortaleza, ao longo da Bacia do Maranguapinho. Para essas obras, serão investidos R$ 43.597.603,11.

Todas as obras integram o Projeto Rio Maranguapinho, que é uma ação do Governo do Estado e do Governo Federal, tem o objetivo de melhorar as condições de vida da população da área. Atualmente, as pessoas que residem na faixa de alagamento, vivem em situação de alto risco.

O projeto envolve ações de remoção de famílias para conjuntos habitacionais dotados de infra-estrutura e serviços públicos; a construção de um lago para controle de cheias; recuperação ambiental do Maranguapinho; urbanização das áreas remanescentes ao longo do rio e a realização de trabalho técnico social com a população diretamente beneficiada. Para isso, serão investidos um total R$ 395.709.204,92, sendo R$ 277.978.179,09 do Governo Federal, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, e R$ 116.731.025,83 do Governo do Estado. Fonte: Cacege - Gov. Ceará

RIO MARANGUAPINHO

O rio quando entra em Fortaleza é denominado de maranguapinho, antes suas águas eram limpas e abrigavam várias espécies de peixes.
Hoje em dia a água do riacho é poluida, pois às margens do rio abrigam-se várias famílias que não possuem condições financeiras para uma moradia melhor, as casas não possuem saneamento básico e a água dos esgotos são despejadas no rio assim poluindo-o. Um dos contribuintes para poluição do rio, é a propria população, pois joga lixos, entulhos e outros tipos de poluentes nas margens do rio. VEJA MAIS


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29 de janeiro de 2009

BRASIL REJEITA ALTERAR TRATADO DE ITAIUPU COMO DESEJAVA O PARAGUAI


Brasil não aceita alterar tratado de Itaipu, reitera ministro de Minas e Energia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reiterou na quarta-feira (28) que o governo federal não vai alterar as bases do tratado de Itaipu, reivindicado Paraguai, sócio do Brasil no empreendimento binacional de exploração de energia elétrica. “No tratado não se mexerá”, afirmou.

Ele fez a declaração ao deixar a residência oficial da presidência do Senado, onde participou da reunião da bancada peemedebista. Lobão é senador pelo partido e se licenciou do cargo para assumir o ministério.

“O governo brasileiro está empenhado em ajudar o governo do Paraguai, que acaba de ser eleito. No entanto, temos que ter todo o cuidado com os interesses brasileiros. Já demos algumas ajudas ao Paraguai, mas há outras que não podem ser feitas", disse Lobão. (Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil/Ambiente Brasil)

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REUNIÃO PREPARATIVA DO 5º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA - ISTAMBUL - TURQUIA


Reunião internacional define plano global de ação sobre manejo da água

Revista Agua Online - 27/01/2009

Delegados de mais de 60 países reuniram-se em Roma, Itália, de 21 a 23 de janeiro, para dar andamento às negociações de definição de um plano global de ação, em resposta às mudanças que afetam o modo como os países manejam suas fontes de água doce.

A reunião faz parte dos preparativos para o 5° Fórum Mundial da Água, que será realizado em Istambul, Turquia, de 16 a 22 de março de 2009. O Fórum é o maior evento internacional relacionado à água. O encontro em Roma é o terceiro de uma série de reuniões de alto nível que antecedem a Conferência Ministerial sobre a Água, que faz parte da programação do Fórum.

“Atualmente, a água corre diversos tipos de riscos. Os seres humanos precisam dela para sobreviver e, no entanto, são, muitas vezes, seus piores inimigos”, disse Ger Bergkamp, Diretor-Geral do Conselho Mundial da Água, organização internacional que promove, a cada três anos, o Fórum Mundial da Água. “O aumento crescente da população e a expansão das cidades aumentam progressivamente a pressão sobre o fornecimento de água”, acrescentou Bergkamp.

O desenvolvimento industrial requer mais água e, na medida em que os países buscam ampliar suas fontes de energia, mais deste recurso será convertido para a geração de hidro-eletricidade. A poluição dos lagos, rios e reservas subterrâneas reduz as fontes de água limpa e as mudanças climáticas acrescentam uma nova variável a esta já instável equação.

“A agricultura é responsável por cerca de 90% do consumo de água doce, o que a torna, de longe, a maior usuária deste recurso. Em geral, são necessários de 2.000 a 5.000 litros de água para produzir alimento suficiente para o consumo diário de uma pessoa”, na opinião de Alexander Müller, diretor-geral-assistente do Departamento de Meio Ambiente e Manejo de Recursos Naturais da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação). “A população mundial aumentará dos 6,5 bilhões atuais para mais de 9 bilhões de habitantes em 2050.

Este fato apresenta à agricultura um desafio ainda maior: produzir mais alimento para atender à demanda de uma crescente população mundial, usando as limitadas fontes de água de maneira mais eficiente. No futuro, a competição por essas escassas fontes de água crescerá à medida em que as demandas industriais e domésticas também aumentarão. Abastecer o mundo de maneira sustentável, respondendo, ao mesmo tempo, ao avanço das ameaças provocadas pelas mudanças climáticas, requer novos conceitos e forte vontade política para solucionar os crescentes problemas mundiais relacionados à água.”

Considerando que a agricultura consome esse volume tão grande de água doce, melhorar a produtividade neste setor corresponde a tornar um volume significativo de água disponível para outros usos. Se os resultados na agricultura puderem ser mantidos com 1% de redução no consumo de água, isto significaria 10% de aumento na disponibilidade deste recurso para outros setores.

“Precisamos rever radicalmente nossas idéias sobre a relação entre água, alimentos e meio ambiente, se quisermos tratar da escassez de água e atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, disse Pasquale Steduto, Chefe da Unidade de Desenvolvimento e Manejo da Água da FAO e Presidente da UN-Water, agência interna que promove a coordenação entre as ações das Nações Unidas relativas à água. “Ao reunir oficiais de governo de diversos setores, sociedade civil, setor privado, associações de consumidores e universidades, o Fórum Mundial da Água representa uma enorme oportunidade para garantir que a agenda internacional sobre o manejo da água reflita esse novo pensamento.”

Trazer à tona uma estratégia internacional coerente para o manejo da água é urgente. Durante a recente crise de preços dos alimentos, muitos países sofreram com severas secas que afetaram a produção de bens alimentares. Cenários das mudanças climáticas sugerem que esse fenômeno se tornará mais frequente em áreas que já vêm sendo afetadas pela escassez de água.

Grandes bacias hidrográficas, incluindo importantes áreas produtoras de alimentos na região do Rio Colorado, nos Estados Unidos, do Rio Indo, no Sul da Ásia, do Rio Amarelo, na China, do Rio Jordão, no Oriente Médio, do Delta do Nilo, na África e do Rio Murray, na Austrália, estão “fechadas”, impossibilitadas de terem suas águas utilizadas.

“A recente crise de alimentos provocou os líderes mundiais a retomarem o foco de sua atenção ao sistema global de produção alimentar e à questão da fome. Durante esta reunião, nossa idéia foi convencê-los de que o manejo sustentável da água está diretamente conectado à segurança alimentar,” revelou Steduto.

“A FAO tem grande satisfação em cooperar com o Conselho Mundial da Água neste processo”, afirma Steduto. “Ao integrar completamente a agricultura ao debate global de políticas relacionadas à água, podemos encaminhar uma grande quantidade de questões ligadas ao desenvolvimento, incluindo segurança alimentar, redução da pobreza, sustentabilidade ambiental, energia limpa e saneamento rural e urbano,” completou Steduto.

O Fórum Mundial da Água, em Istambul, também reunirá e encaminhará contribuições para outras instâncias internacionais de negociação, como o G-8, a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU (UNCSD) e o Painel da Convenção das Mudanças Climáticas da ONU (UNFCCC).

Fonte: Conselho Mundial da Água/FAO/REVISTA AGUA ONLINE - Cecy Oliveira

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INTERNACIONAL GISELE EM DEFESA DOS RIOS DO BRASIL


PROJETO ÁGUA LIMPA

Entrevista exclusiva com Gisele Bündchen


O Blog da Gisele começa 2009 com novidades em primeira mão. A Übermodel bateu um papo exclusivo com a equipe do Übersite durante sua passagem pelo Brasil, no final do ano passado, para o lançamento do Projeto Água Limpa.

Confira e deixe o seu comentário!

Equipe Übersite: No que consiste o projeto Água Limpa?
Gisele: É uma parceria entre a sociedade civil e entidades públicas e privadas para preservar as nascentes e implementar ações de gestão ambiental sustentáveis. O objetivo é recuperar a qualidade da água através da recomposição da mata ciliar e promover a educação ambiental das comunidades ribeirinhas para preservação e recuperação da biodiversidade da região. Serão plantadas 132 mil mudas nativas.

Equipe Übersite: Quando começou a sua dedicação em unir esforços pelas causas ambientais e porque da escolha por projetos envolvendo as águas?
Gisele: Comecei a me engajar quando percebi a degradação que a natureza vinha sofrendo no mundo inteiro e a falta de consciência que havia em relação ao assunto. A água é o bem mais precioso e é finito. Ela é indispensável para a nossa sobrevivência e não estamos tratando a questão com a devida atenção. É muito importante não esquecermos que este é o nosso mundo.

Equipe Übersite: O que você faz no seu dia-a-dia, além de estar envolvida em diversos programas socioambientais, para preservar esse escasso recurso da natureza?
Gisele: Ações pequenas de cada um podem fazer a diferença. No meu dia-a-dia procuro economizar água na hora do banho, de escovar os dentes, de lavar a louça... Também tenho um sistema de coleta de água das chuvas que utilizo para regar o jardim e para outros serviços da casa. Além disso, busco utilizar fontes de energia alternativa como a energia solar e eólica. Mas o que tenho feito com maior intensidade é procurar trazer a atenção para a preservação deste recurso tão precioso e da natureza como um todo. Em meu site há uma seção com dicas de como cada um pode fazer a diferença com pequenos gestos em sua casa, no trabalho etc.

Equipe Übersite: Além de dedicar seu site e Blog a questões socioambientais, você passou a defender a causa das águas com os programas “Y Ikatu Xingu” e “De olho nos Mananciais”, do Instituto Socioambiental (ISA), o programa “Nascentes do Brasil”, da WWF, e também o programa “Florestas do Futuro”, da SOS Mata Atlântica. Qual o sentimento de ser a idealizadora, juntamente com a sua família, de um projeto próprio e que certamente servirá como exemplo para muitos outros?
Gisele: Estou muito feliz por conseguir realizar este sonho, ainda mais por se tratar da região onde nasci. Devo isso ao meu pai, que encabeçou o projeto e correu atrás para que ele se tornasse realidade. E o que me deixa ainda mais feliz é saber que o governo do estado do Rio Grande do Sul e outras entidades públicas e privadas também abraçaram o projeto e apostaram no seu sucesso. Agora é arregaçar as mangas e trabalhar.

Equipe Übersite: Em 2008 você também esteve no Brasil para inaugurar a Floresta Gisele Bündchen, uma parceria entre você, a Grendene e a Fundação SOS Mata Atlântica. Como é ter uma floresta batizada com o seu nome e qual o objetivo dessa iniciativa?
Gisele: Ter uma floresta batizada com meu nome é uma grande honra e isso foi possível através do apoio da Grendene e da destinação de uma porcentagem das vendas da minha sandália “Gisele Bündchen Sementes” para o projeto Florestas do Futuro, que é um programa de reflorestamento e recuperação de espécies nativas, que contribui para preservação da água e da biodiversidade.
Nesta ação serão plantadas cerca de 25 mil mudas nativas da Mata Atlântica em duas regiões diferentes do país: São Paulo e Bahia. A Mata Atlântica é um dos biomas de maior diversidade do mundo, mas é um dos mais ameaçados de extinção. Infelizmente hoje 93% dela já foi devastada. É muito bom poder ver esta floresta ganhando vida novamente.

Equipe Übersite: Em 2009 o Blog Socioambiental completa um ano e o Übersite cinco. O que vem de novo para este ano?
Gisele: Estou muito feliz por ter este espaço na internet onde consigo falar um pouco sobre as coisas em que realmente acredito e que acho importantes, como a preservação do meio ambiente. Pretendo que o blog e site se tornem cada vez mais pontos de referência para as pessoas buscarem informações sobre como preservar e entender um pouco mais sobre o que vem acontecendo com o nosso planeta. Em 2009 vamos seguir ainda mais forte com esta idéia.

Equipe Übersite: E em relação à parceria com novos projetos sociais, teremos novidades em 2009? Alguma nova ação socioambiental que possa ser adiantada em primeira mão para os fãs?
Gisele: 2009 pra mim é o ano do Projeto Água Limpa. A execução do projeto inicia neste ano e estou ansiosa pra ver como será o engajamento das pessoas e os resultados que o projeto terá na região.

Equipe Übersite: O que você espera do futuro do nosso meio ambiente?
Gisele: Espero que as pessoas sejam mais conscientes, que tratem a natureza com mais carinho, cada um fazendo a sua parte, não desperdiçando os recursos naturais, não jogando lixo na rua, reconstruindo o que foi destruído, enfim, buscando formas diferentes de coexistir com a natureza em harmonia.
Postado por Equipe Übersite


Por Marina Lemos
Inicio de ano é tão bom porque sempre tem aquele gostinho de mudança. E todos nós precisamos mudar, desde os nossos defeitos, até qualidades, modo de viver, hábitos, enfim, mudar para melhor, para que no final desse ano a gente possa olhar para trás e dizer: Esse ano valeu a pena e eu soube aproveitar!

Só que, do que adianta querer mudar se as nossas atitudes não mudam, se nós sempre estamos esperando o outro mudar primeiro para poder, quem sabe, tomar uma atitude também.
Por exemplo: há anos estamos ouvindo que a água irá acabar e nós temos consciência disso, mas algum de vocês diminuiu o tempo do seu banho? Algum de vocês deixou de lavar o carro de mangueira e começou a lavá-lo com um baldinho? Poucos né, seu sei disso, porque eu também não mudei completamente. Por isso a urgência em MUDAR!

Temos que começar a controlar mais e abusar menos. No começo é difícil, mas tenho certeza que junto nós conseguiremos. Força de vontade, fé e esperança são fatores decisivos nessa trajetória e todos nós temos isso de sobra. Temos que saber usar esses fatores e seguir em frente, sem abaixar a cabeça.

Em 2009 vamos tentar fazer o que não conseguimos no ano passado. Carrego comigo um pensamento positivo e desejo que daqui uns 20 anos toda essa história de escassez de água FINALMENTE já tenha terminado!

Por isso, vamos lá. Mão na massa, porque esse ano ainda está recém no início e muitas coisas ainda podem acontecer. Basta querer. DO BLOG DA GISELE BUNDCHEN

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INSTITUTO DE PESQUISA APLICADA (IPEA) DIZ QUE "PAC" NÃO RESOLVE O SANEAMENTO DO BRASIL



Esgotos a céu aberto em Cuiabá (Foto: Galeria de billigwein)


PAC não resolve problema de saneamento do País, diz Ipea

"...os projetos de saneamento previstos no PAC são voltados para as grandes cidades brasileiras, enquanto as cidades de interior, com menor população, acabam sendo deixadas de lado" diz o pesquisador Valdemar de Araújo, do IPEA.

Marina Mello
Direto de Brasília - 29 de janeiro de 2009

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta quinta-feira aponta que, apesar de o governo ter aumentado o volume de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras não estão sendo suficientes para resolver o problema de saneamento básico do País.

A informação está no estudo, "O quadro institucional do setor de saneamento básico e a estratégia operacional do PAC: possíveis impactos sobre o perfil dos investimentos e a redução do déficit", feito pelo pesquisador do Ipea, Valdemar de Araújo.

A pesquisa é baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) que mostram um aumento no número de domicílios que passaram a contar com serviços de abastecimento de água por rede geral. Enquanto em 1993 os serviços cobriam 75,0% dos domicílios, em 2005 este total chegou a 82,3%. Já em relação aos serviços de esgotamento sanitário por rede coletora aumentaram de 38,9% em 1993 para 48,2% em 2005.

Na visão de Valdemar, apesar da aparente melhora na cobertura de saneamento, o governo ainda não dispõe de ferramentas suficientes para atender o nível de crescimento da urbanização brasileira.

"É insuficiente para atender aos requisitos do processo de urbanização que vem ocorrendo no Brasil. o incremento domiciliar no Brasil tem sido excessivamente alto a cada 5 anos, mais de 5 milhões de domicílios são incorporados a s cidades brasileiras, então realmente a sociedade brasileira nos padrões atuais de urbanização requisita uma outra política de investimentos que conte inclusive com fluxos contínuos de recurso", critica.

O pesquisador explica o governo deveria promover alterações na política atualmente adotada para a liberação de recursos para empresas da construção civil que realizam obras de saneamento.

"A política de saneamento básico apresenta ciclo de desembolso excessivamente longo, são até sete anos para desembolso do contrato de investimentos em saneamento básico, o que convenhamos, é um absurdo. Isso se relaciona também com o modelo centralizado em que as companhias estaduais detém excessivamente a autonomia política e administrativa da política", afirma.

Além disso, o responsável pelo estudo aponta outro problema: os projetos de saneamento previstos no PAC são voltados para as grandes cidades brasileiras, enquanto as cidades de interior, com menor população, acabam sendo deixadas de lado.

Segundo ele, apesar de o grande déficit de saneamento estar situado nas grandes cidades, com mais de 200 mil habitantes, é preciso que as pequenas cidades sejam inseridas no PAC para acabar com o que ele chamou de "drama social".

"O drama social dos 80% dos municípios abaixo de 20 mil habitantes em sua singularidade não é um drama social menor. Acho que é necessário programas alternativos para desconcentrar esses investimentos, porque se não, o que vai ocorrer com mais de 4 mil municípios que estão situados nesta faixa habitacional", questiona.

Fonte: Redação Terra

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DO BLOG DA GISELE BUNDCHEN - EARTH WATER



A Earth Water é uma água mineral premium e uma marca ambiental e socialmente responsável.

Fundada pelo canadense Kori Chilibeck, a idéia foi concebida por uma única razão, a de fornecer água potável limpa para aquelas pessoas que vivem em situação desesperadora no mundo inteiro.
Não custa lembrar que, ainda hoje, seis mil pessoas morrem a cada dia por causa da falta de água potável.



A empresa conta com o apoio da United Nations High Commissioner for Refugees (UNCHR), e reverte 100% de seu lucro líquido para financiar projetos de ajuda relacionados à água da UNHCR.
Desta forma, comprar uma unidade da água equivale a dar de beber a um refugiado durante um dia inteiro. Fonte: Blog da Gisele Bundchen

SAIBA MAIS SOBRE O PROJETO - CLIQUE AQUI

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ MULTADA POR DANOS AMBIENTAIS


CEM/UFPR no Complexo Estuarino de Paranaguá

Centro de universidade que pesquisa ambiente é multado por poluí-lo

Um centro de pesquisas marítimas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) foi multado em R$ 120 mil por danos ambientais. Entre os principais financiadores de projetos do CEM (Centro de Estudos do Mar), estão o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Petrobras.

O IAP (Instituto Ambiental do Paraná) aponta que, entre outras irregularidades, a unidade do CEM em Pontal do Paraná, no litoral paranaense, lançou irregularmente esgoto em um canal e depositou substância nociva à saúde humana em uma área de preservação permanente.

O lançamento irregular do esgoto ocorreu em um canal que deságua no rio Perequê e que fica no entorno da universidade. Além disso, diz o IAP, o CEM descartou diretamente formol em um manguezal considerado área de preservação permanente. O órgão ambiental elenca também entre as irregularidades "a construção de uma marina sem orientação ou anuência do IAP".

O instituto fez uma série de recomendações à direção do CEM visando sanar os riscos ambientais naquela região.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, Lindsley da Silva Rasca Rodrigues, criticou o CEM. "A forma como está sendo feita a gestão daquele espaço colocava riscos severos ao ambiente local; ao mangue, ao rio, ao mar."

Outro lado - O pró-reitor de Administração da UFPR, Paulo Krüger, diz que o centro de pesquisas já deu início às medidas recomendadas pelo IAP, mas que irá recorrer das multas. "As obras de regularização já estão todas sendo verificadas. Faremos nossa defesa. O CEM é um órgão que está ali para manter e preservar. Seria o último a fazer propositadamente um mal ao meio ambiente." (Fonte: Fonte: José Eduardo Rondon/ Folha Online/Ambiente Brasil)


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28 de janeiro de 2009

FORTALEZA (CE) VAI MONITORAR SEUS RIOS

Cagece e Uece vão monitorar rios de Fortaleza

Combate à poluição sete pontos do Rio Cocó vão ser avaliados por pesquisadores da Uece (Foto: José Leomar)

O estudo servirá para avaliar e quantificar as melhorias trazidas pela execução do projeto Sanear II.
Com o objetivo avaliar a redução da poluição a partir da implementação do Projeto Sanear II, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) firmaram um convênio de monitoramento da qualidade da água de rios e mar.

Ontem, foi a primeira reunião após a assinatura do acordo, que ocorreu em 10 de dezembro do ano passado. O encontro com os professores da Uece ocorreu na sede da Cagece. Ao todo, 15 professores e estudantes da Uece estão participando da pesquisa.

De acordo com a supervisora socioambiental do Programa Sanear II, Rosana Fernandes, até 2.013 a Uece fará coletas trimestrais em pontos estratégicos na bacia dos rios Maranguapinho e Rio Cocó. Além disso, os dados da Semace sobre as praias de Fortaleza serão transformados em certificado. Dez galerias pluviais também serão incluídas na pesquisa.

“Um grande problema da poluição de rios em Fortaleza é a ocupação desordenada da cidade, que tem como conseqüência os esgotos clandestinos. Com o estudo, teremos ajuda para identificar onde fontes de poluição mais acontecem”, afirma Rosana.

Segundo ela, este é o primeiro estudo científico realizado sobre a melhoria da qualidade da água e da vida das pessoas após um programa como o Sanear II. A supervisora explica que os pesquisadores da Uece vão observar três indicadores, como a qualidade da água, o índice de estado trófico e a qualidade ambiental das praias.

A coordenadora técnica do convênio e professora colaboradora da Uece, Lidriana Pinheiro, que é geógrafa e tem doutorado em Oceanografia, explicou que este acordo nasceu de um primeiro diagnóstico feito pela Universidade em 2008. “Nós acreditamos que a pesquisa ajudará a indicar os caminhos para atingir um dos objetivo do Sanear II, que é reduzir a poluição”, diz.

A coordenadora afirma que serão verificadas as condições das bacias do ponto de vista da poluição e eutrofização. Ela adianta que os principais problemas dos rios Maranguapinho e Cocó ocorrem por esgoto clandestino, mas destaca que há problemas gerados também por criações de animais (currais de porcos e gado) nas margens dos riachos, além dos dejetos de indústrias.

Lidriana explica que a Cagece precisa ter um cuidado grande com o esgoto porque os rios de Fortaleza não têm boa capacidade de diluição. “Os rios praticamente só correm durante três meses. Por isso, a Cagece tem que tirar o excesso do esgoto”, comenta.

A doutora conta que a coleta será feita a cada três meses com sondas específicas. “Vão ser nove pontos no Rio Maranguapinho, pegando áreas de adensamento urbano, próximas a estações e as mais conservadas. No Cocó, serão sete pontos e alguns deles já foram monitorados no passado”, diz. Pelo levantamento já feito pela equipe, a área mais crítica da Capital é o trecho do Rio Maranguapinho que passa pela Granja Portugal e Henrique Jorge.

De acordo com a Cagece, o Sanear tem como objetivo realizar mais 120 mil ligações de esgoto, ampliando a cobertura para cerca de 70% a 75% das moradias de Fortaleza. Fonte: MIDIAMAX NEWS - 28/01/2009

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MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA POLUIÇÃO NO RIO NEGRO (AM)

Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers sob suspeita do MPF por poluir o rio Negro

Hotel na Amazônia é suspeito de jogar lixo no rio Negro

BRENO COSTA
da Agência Folha - 28/01/2009

Um hotel de luxo na selva amazônica, às margens do rio Negro, é investigado pelo Ministério Público Federal do Amazonas por crime ambiental. De acordo com a denúncia investigada pela Procuradoria da República em Manaus, o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers, localizado a aproximadamente 60 km a oeste de Manaus, está despejando lixo e queimando resíduos na beira do rio Negro, em área de preservação permanente.

Além do inquérito civil público instaurado em dezembro passado, o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) diz que o licenciamento ambiental do empreendimento, inaugurado em 1986, está vencido desde 2006, e que, até o momento, não houve pedido de renovação da licença.

O dono do hotel, Francisco Rita Bernardino, nega prática ilegal (leia abaixo).

Ao inquérito foram anexadas fotos que mostram garrafas de vidro, caixas de papelão e de madeira e lâmpadas fluorescentes, entre outros resíduos, jogados na beira do rio Negro, em área próxima ao hotel.

O empreendimento foi construído com uma proposta ecológica. Hoje, ele conta com 360 apartamentos construídos sobre palafitas, na altura da copa das árvores. Um pacote de três dias chega a custar R$ 2.500. Entre os hóspedes que já estiveram no hotel, segundo Bernardino, estão o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, o rei espanhol Juan Carlos e o fundador da Microsoft, Bill Gates.

A procuradora responsável pelo caso, Carolina Martins Miranda de Oliveira, não quis comentar detalhes do andamento do inquérito --para não atrapalhar a investigação, diz ela.

Ofícios com pedidos de informações foram encaminhados pelo Ministério Público Federal para o Ipaam, responsável pelo licenciamento do hotel, e para o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que gere o Parque Nacional de Anavilhanas -o segundo maior arquipélago de água fluvial do mundo e localizado a 10 km do hotel.

Os dois institutos dizem que já determinaram que equipes de fiscalização fossem aos arredores do hotel atrás de indícios de irregularidades ambientais.

Se for comprovado que o hotel é responsável pelo despejo do lixo na área, ele será denunciado à Justiça por crime ambiental. A pena para quem causa tal dano pode chegar a cinco anos de reclusão.

A chefe do Parque de Anavilhanas, Giovanna Palazzi, diz que até março deve concluir um levantamento sobre o número de hotéis de selva no entorno do parque. A Folha conseguiu identificar oito hotéis do tipo. Palazzi conta com apenas sete funcionários para fiscalizar uma área equivalente a duas cidades de São Paulo.

Outro lado

O dono do Ariaú, Francisco Rita Bernardino, nega que o hotel despeje lixo no rio Negro. Diz ainda que não foi comunicado da investigação no Ministério Público Federal.

"Aqui o que mais conservamos é a selva. Ele [o hotel] foi todo construído sem cortar uma árvore", diz. Segundo Bernardino, "[o Ministério Público Federal] não foi lá ainda". "Quando for, ele vai verificar que não existe lixo lá."

Bernardino diz que não há como ter garrafas descartadas pelo hotel porque um barco passa por toda a região comprando as já usadas. Sobre a falta de licenciamento ambiental informada pelo Ipaam, ele diz que a não renovação foi provocada por se recusar a pagar uma taxa, considerada alta.

Segundo ele, já houve um acordo em relação à taxa a ser paga ao Ipaam e a renovação deverá ser feita até a próxima semana.

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PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA 75 DA ANVISA E AJUDE A COMBATER A DENGUE

Cartaz da campanha contra a dengue em Belo Horizonte - MG


Água sanitária poderá trazer indicação relacionada à dengue

Aquidauana news - 28/01/2009

Os fabricantes de água sanitária poderão relacionar o uso do produto à eliminação de larvas do mosquito da dengue, oaedes aegypti.

Porém, a embalagem deverá trazer o modo de uso: o rótulo deverá explicar que para alcançar este resultado, é preciso diluir 2 ml de água sanitária para cada litro de água tratada.

Esta é uma das medidas discutidas pela Consulta Pública 75, que instituiu novas regras para águas sanitárias e alvejantes. Contribuições ao tema podem ser enviadas até 21 de fevereiro.

Para reforçar a segurança de uso dos produtos, as embalagens deverão ter mecanismos de fechamento que previnam vazamentos e acidentes.

Compostas de plástico rígido, elas também deverão garantir que não ocorra transferência de odores ou reações químicas entre o produto e a embalagem. O prazo de validade máximo será de seis meses.

Água sanitária
O texto traz regras específicas para as águas sanitárias, amplamente usadas em cuidados com a saúde e nos lares.

Regulamenta, por exemplo, os dizeres do modo de uso em cada situação: os produtos destinados à desinfecção de água para consumo humano deverão trazer a frase “ Para a desinfecção de água para consumo humano, adicione 2 gotas (0,1 ml) de água sanitária por litro de água, misture bem e aguarde 30 minutos antes de utilizar.”

Há recomendações de uso específicas para os rótulos de águas sanitárias destinadas à desinfecção de caixas d’água e de hortifrutícolas.

Quanto ao registro, os produtos usados para desinfecção de água para consumo humano deverão apresentar testes que comprovem a eficácia frente às bactérias Escherichia coli e Enterococcus faecium ouStreptococcus faecalis, relacionadas a intoxicações alimentares e infecções.

Alvejantes
Pela proposta, cria-se uma nova categoria de produtos: a de alvejantes concentrados, com teor mínimo de 3,9%. Ao contrário das águas sanitárias, os alvejantes podem conter corantes, fragrâncias e detergentes em sua composição .

Frases de advertência
As frases de advertência e precaução foram aprimoradas, levando em conta a atualização do conhecimento científico. A Portaria 89 de 1994, que será substituída pelo texto em consulta pública, recomendava que o usuário bebesse água em abundância em caso de ingestão acidental dos produtos.

As novas embalagens deverão trazer os dizeres “Em caso de ingestão, não provoque vômito, e consulte imediatamente o Centro de Intoxicação ou o médico levando a embalagem ou o rótulo do produto.”

“Estas atualizações trarão maior segurança à população, tanto na garantia da eficácia, quanto no gerenciamento do risco de produtos à base de cloro”, ressalta a gerente geral de saneantes da Anvisa, Tânia Pich.

Participação
Contribuições à consulta pública 75 podem ser enviadas até 21 de fevereiro, pelo e-mail saneantes@anvisa.gov.br ou por carta, endereçada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Bloco B, Térreo, GGSAN. Caixa Postal 11617, Brasília - DF, CEP 71205 -050. Fonte: Site Tratamento de Água

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NOTÍCIAS DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA


Instituições trabalham para aplicar o Produtor de Água na bacia do Pipiripau

Raylton Alves - 28/01/2009

Desde novembro de 2008 a Agência Nacional de Águas (ANA) e outras instituições* têm se articulado em busca da implementação do Programa Produtor de Água na bacia do ribeirão Pipiripau, que abrange o Distrito Federal e Goiás. Por isso, em 29/01, na sede da ONG The Nature Conservancy (TNC), em Brasília, representantes da ANA participarão do workshop em que as instituições envolvidas apresentarão seus acervos de informações para a elaboração do diagnóstico da bacia.

O trabalho permitirá quantificar os passivos ambientais da região. Assim, será possível saber o valor dos investimentos necessários para a recuperação da bacia do Pipiripau, o que inclui obras e pagamentos por serviços ambientais. Este é um dos primeiros passos para a implementação do Programa na região.

O ribeirão Pipiripau foi escolhido por reunir características ideais para a ação do Produtor de Água, como: tamanho considerável, vocação agrícola, disputa pelo uso da água por diferentes tipos de usuários (irrigação e saneamento, por exemplo) e em função da degradação ambiental. Além disso, em 2008 a bacia registrou as menores vazões desde 1971, quando as medições começaram a ser feitas na região.

Produtor de Água

O Programa Produtor de Água, da ANA, incentiva produtores rurais a adotarem boas práticas de conservação de água e solo, como, por exemplo, o plantio de matas ciliares ou a conservação de matas nativas.
Em contrapartida, os produtores rurais são remunerados pelos trabalhos realizados de conservação de água e solo, procedimento que se insere na tendência mundial de pagamento de serviços ambientais. O Programa já é aplicado na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, entre Minas Gerais e São Paulo, e foi reconhecido entre os melhores do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2007.

* TNC, Agência Reguladora de Águas e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Fundação Banco do Brasil, Banco do Brasil.

Selo do rio Paranaíba entra em circulação


Reprodução do selo

Raylton Alves

Nesta terça-feira, 27/01, os Correios colocam em circulação 150 mil unidades do selo sobre o rio Paranaíba. Concebida pelos artistas Lu Coelho e Enrique Scheideger, a peça ilustra a usina hidrelétrica São Simão, na cidade goiana de mesmo nome, por causa do potencial de geração de energia da bacia hidrográfica. A Agência Nacional de Águas (ANA) participou da elaboração do material, fornecendo informações para que os artistas pudessem produzir o selo.

Devido ao Fórum Social Mundial, que ocorre em Belém entre 27/01 e 01/02, os Correios decidiram lançar selos sobre o rio Paranaíba e sobre o rio São Benedito, localizado no Pará. Como o Paranaíba é um rio de domínio da União (pois corta mais de uma unidade da Federação), os Correios procuraram a ANA para dar embasamento ao processo de criação do selo sobre o Paranaíba. Por isso, a Agência elaborou o edital do selo.

A partir de 27/01, o selo e o edital estarão disponíveis no sítio dos Correios.

A bacia do Paranaíba

Quatro unidades da Federação compõem a bacia hidrográfica do rio Paranaíba: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. A cada segundo, 57,5 mil litros de água são retirados da bacia, dos quais 47,9% vão para a irrigação. Em termos econômicos, a região é caracterizada por monoculturas, pecuária, suinocultura e avicultura. Além disso, a atividade industrial e o turismo se desenvolvem na bacia.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 8,5 milhões de habitantes vivem na região com uma disponibilidade de água anual média de 12,5 milhões de litros – a Unesco recomenda a partir de 1,7 milhão de litros anuais por pessoa. Desde 2008 entrou em funcionamento o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba), que contou com o apoio da ANA em sua articulação e mobilização social.


2008 encerra-se com mais de 1.200 outorgas emitidas


Denise Caputo - 27/01/2009

De janeiro a dezembro de 2008, foram emitidas 1.282 outorgas de direito de uso de recursos hídricos em corpos d’água de domínio da União. Esse número é formado por outorgas ordinárias concedidas pela própria ANA (1.139); autorizações preventivas (78); declarações de reserva de disponibilidade hídrica (8), e delegadas (57).

As finalidades outorgadas foram variadas. Como nos anos anteriores, em 2008 as outorgas concedidas para irrigação ocuparam o topo do ranking - foram 619, cerca de 50% do total do ano. Na seqüência, aparecem os seguintes usos: indústria (137), mineração (108), aqüicultura (85), abastecimento público (64), entre outros.

CONFIRA A DATA E OS HORÁRIOS DE REALIZAÇÃO DAS PROVAS DO CONCURSO DA ANA

O Diário Oficial da União de hoje (26) traz mais uma informação sobre o concurso público para provimento de cargos vagos da ANA. Trata-se do edital que define a data e os horários de aplicação das provas objetivas e discursivas para os cargos de Especialistas em Recursos Hídricos, Especialistas em Geoprocessamento e Analistas Administrativos. As provas ocorrerão no dia 1º de março, nos turnos matutino e vespertino.


Vale lembrar que todas as provas possuem caráter eliminatório e classificatório e, no caso da prova discursiva, a nota contará também como seletiva. Atenção também para o recebimento do Cartão de Confirmação de Inscrição que será enviado aos candidatos via Correios e disponibilizado na internet no endereço www.esaf.fazenda.gov.br durante os três dias que antecederem à realização das provas. Veja aqui os horários de provas.

As informações sobre o concurso também podem ser acompanhadas pelo site da ANA: www.ana.gov.br.

FONTE: Assessoria de Comunicação – ANA
Fones: 61.2109.5129/5103 Fax: 61 2109.5129 - Email: imprensa@ana.gov.br

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WWF TRAZ PARA O BRASIL O EVENTO "EARTH HOUR" CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL


Hora do Planeta

WWF-Brasil traz ao País evento mundial de alerta contra o aquecimento global

Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a aderir ao movimento

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2009. O WWF-Brasil e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciaram hoje o lançamento da Hora do Planeta e a participação da cidade no evento, marcando a entrada do Brasil no movimento mundial para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global.

Conhecido mundialmente como Earth Hour, o movimento é promovido no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro, a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa.
Durante o lançamento, Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, anunciou que irá apagar as luzes de ícones cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. A comunidade do Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram sua participação.

"A mobilização da comunidade Dona Marta, por exemplo, é um sinal claro que todos podem participar no combate ao aquecimento global. A participação do Rio de Janeiro na Hora do Planeta será show de bola!", garante o prefeito Eduardo Paes, citando que o evento será o primeiro ato de uma série de movimentos que a cidade irá realizar para reassumir o protagonismo em questões ambientais.

Além da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério do Meio Ambiente, a Hora do Planeta recebeu a adesão de autoridades e representantes de diversos segmentos sociais, que estiveram presentes ao lançamento. Entre eles os atores Camila Pitanga, Victor Fasano e Cynthia Howlett.

"O governo brasileiro começou a fazer a sua parte com a nova agenda sobre mudanças climáticas, mas não podemos discutir esse assunto sem pensar na mudança de comportamento da nossa sociedade, e para isso o movimento Hora do Planeta é muito importante", afirma Izabella Teixeira, Secretária Executiva do Ministério do Meio Ambiente, que representou o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc no lançamento da Hora do Planeta, que também apóia o movimento.

Um ato simbólico pelo futuro do planeta

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Hoje, além do Rio de Janeiro foi anunciada a participação de outras grandes cidades mundiais, como Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

"A Hora do Planeta não é um ato de economia de energia, mas um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela união, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida", afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.

Para mobilizar a população pela Hora do Planeta, o WWF-Brasil lançará a campanha publicitária criada pela DM9DDB e espera contar com a adesão de empresas, entidades, ONGs, associações de bairro e demais movimentos da sociedade civil. Os cidadãos serão convidados a se cadastrar no site www.horadoplaneta.org.br.

Cenário Ambiental

O ano de 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para que se mantenha o aquecimento global abaixo dos 2º C. Será um ano de mobilização para que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, na Dinamarca, um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa

No Brasil, o desmatamento das nossas florestas - principalmente Amazônia e Cerrado -, é responsável por 75% das emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global. No entanto, as emissões de outras fontes, como agricultura, energia elétrica, entre outras, não devem ser menosprezadas dentro de um caminho de desenvolvimento limpo.

Informações Adicionais

Cadastre-se e saiba como participar na Hora do Planeta:

Site oficial: www.horadoplaneta.org.br
Atendimento: 0300 789 5652
Ana Maria Machado: 21-3535-8363 - anamaria.machado@cdn.com.br



WWF-Brasil:


João Gonçalves: 11.3073.0733 /11.7029.8211 - joao@wwf.org.br

Maristela Pessoa: 61.3364.7464 - maristela@wwf.org.br

Denise Oliveira: 61.3364.7497 / 61.8175.2695 - doliveira@wwf.org.br

www.wwf.org.br


Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.
Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.

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LAGOA DE PARNAGUÁ, A MAIOR DO PIAUÍ GANHA PARQUE AMBIENTAL E APA


Parnaguá ganha Parque ambiental e uma APA


Lagoa de Parnaguá é uma das maiores no interior do Piauí, com belezas exuberantes e bastante importante para a economia da cidade.

Tânia Martins - 28/1/2009

Mais uma área de grande interesse biológico acaba de ganhar proteção integral. Trata-se da Lagoa de Parnaguá, localizada no município de Parnaguá a 823 quilômetros ao Sul de Teresina, onde em dezembro último, um decreto municipal transformou aproximadamente 70 mil hectares em Parque Ambiental Municipal e em Área de Proteção Ambiental -APA com 9.600 hectares.

A imponente lagoa de Parnaguá é a maior do Piauí com onze quilômetros de cumprimento, seis de largura e mais de dois mil hectares de espelho d’água. A criação das unidades de conservação é um esforço da Fundação Lagoa de Parnaguá - Fulapa e da Prefeitura de Parnaguá e Câmara de Vereadores.

Segundo o presidente da Fulapa, Absolão Castro Dias, vale apenas o esforço em proteger as paisagens da região que são de belezas cênicas excepcionais e ainda desconhecidas para a maioria dos piauienses. Serras com pinturas e inscrições rupestres, morros, riachos,lagoas, rios, matas virgens compõem o cenário de rara beleza, e o melhor: a maioria em bom estado de conservação.

Quando se trata de flora e fauna o ambientalista assegura que o ambiente é um refúgio da vida silvestre inigualável, com inúmeros exemplares de animais em processo de extinção. “Temos três espécies de onças, temos antas, veados, várias espécies de macacos e pássaros”, assegura e completa: “somos orgulhosos em mostrar que ainda temos em nosso município grandes áreas conservadas”, diz Absolão com a experiência de quem sabe da importância de se proteger e usar os recursos naturais para desenvolver a região e para as gerações futuras.

“Não é sonho transformar todo esse potencial em área de lazer, pesquisa e fonte de renda para os moradores, isso é possível e vamos trabalhar para que aconteça”, comenta o presidente da Fulapa.

A unidade de conservaçãode proteção integral ganhou o nome de Parque Municipal Serras do Parnaguá e nele se encontra a Serra da Prata, repleta de pinturas rupestre, Serra das Araras, Serra do Morro Redondo, Serra da Pedra Branca, Serra da Missão, Ilha Grande da Lagoa de Parnaguá, Lagoa Vermelha, Lagoa Feia, Riacho Frio, Lagoa Vermelha, Riacho do Marimbondo, Vereda do Sítio, Rio Paraim, Riacho de Areia, Rio Fundo, Campo
de Pouso, entre outras áreas majestosas.

Já a APA Serra do Parnaguá fica localizada dentro da área do parque e foi criada para garantir a conservação das florestas ali existentes, proteger os recursos hídricos, a fauna, ordenar o turismo ecológico, fomentar a educação ambiental e preservar as culturas e tradições da região.

A partir de agora fica proibido a implantação de atividades industriais potencialmente poluidoras dentro da área de projetos de urbanização, aberturas de estradas, prática de atividades agrícolas quando essas iniciativas implicam alteração das condições ecológicas, principalmente em áreas de vida silvestre e ainda uso de fertilizantes, despejo de efluentes, resíduos ou detritos, retirada de área e material rochoso dos terrenos que compõem as encostas e cursos d’água.

Impactos em andamento

Para justificar a criação das unidades de conservação, o então prefeito Miguel Omar Barreto Rissi considerou que além da ocupação desordenada da região as qualidades fisionômicas, florísticas e faunísticas indicavam processo acelerado de destruição dos ecossistemas com graves danos para as comunidades locais e para o Piauí.

Segundo Absolão Dias, para criar as unidades de conservação os gestores do município realizaram reuniões, palestras e audiência públicas. “Ficou claro que os moradores de Parnaguá aprovaram com entusiasmo a criação da APA e do parque”, afirma Absolão.

Veja Vídeo da Lagoa de Parnaguá

Fonte: REBIA Nordeste / Jornal O Dia (Nordeste).

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27 de janeiro de 2009

SALVANDO A BACIA DO RIO VERMELHO - EUCLIDES DA CUNHA (BA) GANHA TRATAMENTO DE ESGOTOS


Prefeitura Municipal de Euclides da Cunha (BA)

Euclides da Cunha ganha rede de esgotamento sanitário

26/01/2009

Salvador - Euclides da Cunha, a 324 quilômetros de Salvador, em pleno sertão baiano, conhecida pela saga de Antônio Conselheiro e a rebelião de Canudos, tem 56 mil habitantes e até hoje não dispõe de uma destinação adequada para os esgotos.

Com investimento de R$ 2,6 milhões, o governo da Bahia, por meio da Embasa, está revertendo esse quadro, implantando na cidade um moderno sistema de esgotamento sanitário que vai atender a mais de 90% das casas situadas na sede do município.

As obras, em pleno andamento, compreendem 9,2 quilômetros de rede convencional, dois de rede condominial e quatro de ramais prediais. Para tratamento dos efluentes estão sendo construídas seis lagoas, sendo duas anaeróbias, duas facultativas e duas de maturação.

Os serviços exigem algumas soluções técnicas importantes, como a travessia da pista da BR-116 pelo método não-destrutivo. É assim que está sendo feito em algumas áreas da cidade, com a construção de túneis para a passagem da tubulação.

A população de Euclides da Cunha acompanha com interesse a execução dos trabalhos para implantação do sistema de esgotamento, que deve ser concluída até o final deste ano.

“Estamos observando que há uma grande expectativa na cidade por conta dessas obras. Em boa hora o governo retomou a implantação desse sistema de esgotamento que vai trazer mais saúde e limpeza para Euclides da Cunha”, comenta o radialista José Mariano Cardoso.

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POLUIÇÃO NA LAGOA DE ARARUAMA (RJ) CAUSA MORTE DE 40 TON DE PEIXES


Iguabinha, município de Araruama,
trecho da Lagoa de Araruama bastante poluído.

Lagoa de Araruama será dragada nesta terça-feira


JB Estado - 27/01/2009

Tem início nesta terça-feira a operação da draga que vai restabelecer a renovação da água da Lagoa de Araruama, através do Canal Itajuru, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

A retirada da areia e dos detritos que assorearam o Canal é uma tentativa de amenizar o problema da falta de oxigênio na lagoa, o que provocou a morte de cerca de 40 toneladas de peixes nos últimos cinco dias.

O Consórcio Ambiental Lagos-São João encomendou análises nas algas que proliferam na lagoa. O resultado revelou que elas não são tóxicas e que não há qualquer risco no consumo dos peixes, camarões e siris pescados na lagoa.

MP instaura inquérito para investigar mortandade de peixe na Lagoa de Araruama

DB SOFT - 27/01/2009


As imagens obtidas por satélites falam por si: continuando nesse ritmo, em muito pouco tempo a Lagoa de Araruama vai se transformar em vários pequenos lagos, assoreados e poluídos. O processo, que normalmente levaria milhares de anos, está sendo feito em poucas décadas. Há vinte anos estas águas eram cristalinas. Hoje, infelizmente, a poluição tomou conta de tudo. O banho é impraticável.

São Pedro da Aldeia - O Ministério Público estadual instaurou inquérito para investigar as causas do dano ambiental que causou a morte de 40 toneladas de peixe nos últimos cinco dias na Lagoa de Araruama. Os municípios de São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo foram os mais prejudicados. Durante a audiência pública realizada na câmara de vereadores de São Pedro da Aldeia, o promotor Leandro Navega informou que o MP estadual já abriu inquérito em função da tragédia ambiental dos últimos dias. Segundo ele, o inquérito tem dois objetivos: apurar responsabilidades do dano ambiental e encontrar soluções para estender o período do defeso da pesca na região, garantindo o sustento dos pescadores.

- Já instauramos o inquérito 10/2009, que pode ser acompanhado pela sociedade. Também vamos tentar intermediar os anseios dos pescadores, se eles podem pescar ou não, e podemos estender o benefício que eles já recebem pelo defeso. Se tiver extensão do defeso, que os pescadores já recebem o benefício do Ministério do Trabalho, será um ganho. Caso contrário, vamos tentar o benefício do estado ou do município - disse Navega

O prefeito de Arraial do Cabo, Anderson Cardoso de Brito, o Andinho (PMDB), espera que o estado ou o Ministério Público também estendam benefícios aos pescadores de sua cidade.

- As comunidades de Monte Alto, Figueira e arredores vivem exclusivamente da pesca, isso também afeta o turismo. Fonte: G Globo/DBSoft


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TRANSPORTE DAS SAFRAS AGRÍCOLAS ATRAVÉS DOS RIOS DO BRASIL

A Hidrovia Tietê-Paraná compreende uma via de navegação que liga a região sul, sudeste e centro-oeste do país


INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA

JOSÉ MACHADO - Comunicação ANA - 27/01/2009

O uso das águas interiores para navegação comercial, em que pese sua elevada potencialidade, sempre esteve em segundo plano no Brasil, tendo prevalecido um forte viés "rodoviarista".

No entanto, se nossa matriz de transporte for mais bem equacionada, sob o ponto de vista da integração multimodal (rodovia-ferrovia-hidrovia), teremos inequivocamente benefícios ao desenvolvimento econômicosocial e ao meio ambiente.

O melhor exemplo para ilustrar essa situação é o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso. Segundo o Ministério da Agricultura (Mapa), em 2007, o MT destinou à exportação cerca de 7 milhões de toneladas de soja.
Desse total, cerca de 55% foram embarcados pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

Esse percentual eleva-se para 65% quando se inclui o porto de Vitória (ES). Parte importante, portanto, foi transportada dos locais de produção até os portos por carretas, percorrendo, no sentido norte-sul, distâncias de até 2.000km e, uma vez embarcada, fez o caminho inverso, pelo mar, rumo ao mercado externo.

Considerando-se que uma carreta transporta em média 20 toneladas, teremos cerca de 220 mil viagens de carreta por ano para transportar essa carga.

Que impacto podemos imaginar se prevalecerem as estimativas de que em 2018/19 esse mesmo estado estará produzindo 25 milhões de toneladas?
Quanto custa essa logística aos cofres públicos em termos de equalização de frete e manutenção de estradas?
A melhor solução para reverter essa lógica perversa está no escoamento de parte da produção daquela região por rios afluentes da margem direita do Rio Amazonas, valendo-se da oportunidade ensejada pelos aproveitamentos hidrelétricos projetados ou em construção, já que os barramentos favorecem a navegação.
No aspecto ambiental, a hidrovia significa vantagens inequívocas em comparação a outros modais, pois não implica desmatamento e polui menos.

A ANA, em 2008, assinou com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários um acordo para identificar os melhores instrumentos que permitam o avanço dessa vertente estratégica do setor de transporte.
Como resultado, foi desencadeado o debate sobre o tema no governo federal e já há consenso de que é possível vislumbrar um resultado favorável fazendo avançar o peso do transporte hidroviário em nossa matriz de transportes, sobretudo quando se trata de direcionar o olhar para as potencialidades que os rios afluentes da margem direita do Rio Amazonas apresentam para a geração de energia e o transporte hidroviário.

JOSÉ MACHADO é presidente da Agência Nacional de Águas (ANA).

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