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5 de julho de 2014

TERRAS COSTEIRAS DO LITORAL BRASILEIRO SOFREM ALTERAÇÕES COM AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Especiais
Barreira de proteção para proteger a praia da força das ondas. Estudo realizado por pesquisadores de São Paulo e de Pernambuco detalhou a vulnerabilidade da costa nos dois estados (foto: Eduardo Siegle)

Mudança do clima e ação humana alteram litoral no Brasil

04/07/2014
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – As zonas costeiras costumam sofrer alterações provocadas por elementos naturais, como elevação do nível do mar e o regime de ondas a que são submetidas. Com as mudanças climáticas, os elementos naturais que influenciam nas alterações das praias, chamados de condições forçantes, devem se intensificar e modificar o desenho das terras costeiras.
Pesquisa conduzida em São Paulo e Pernambuco, que investigou os impactos sofridos por quatro praias nos dois estados, concluiu, no entanto, que os efeitos da ação humana podem ser ainda mais fortes do que os da natureza.
Executado com apoio da FAPESP e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), o trabalho é resultado de uma chamada de propostas lançada no âmbito de um acordo de cooperação entre as instituições.
A pesquisa “Vulnerabilidade da zona costeira dos estados de São Paulo e Pernambuco: situação atual e projeções para cenários de mudanças climáticas” durou três anos, período em que foram estudadas as praias paulistas de Ilha Comprida, no município de mesmo nome, e de Massaguaçu, em Caraguatatuba, e as pernambucanas praia da Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e praia do Paiva, em Cabo de Santo Agostinho.
“Escolhemos praias com características diferentes para fazer as comparações. Massaguaçu, no litoral norte paulista, e Jaboatão, na região metropolitana do Recife, são praias urbanas, enquanto Ilha Comprida e Paiva ficam em regiões menos habitadas”, disse o coordenador do projeto, Eduardo Siegle, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP), que dividiu a liderança dos trabalhos com a professora Tereza Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A pesquisa analisou como as mudanças climáticas globais provocam alterações na costa. Uma das condições forçantes é o clima de ondas. Segundo Siegle, as mudanças climáticas provocam alterações nos regimes de ventos, principais influenciadores na formação das ondas. Com direção e força alteradas, as ondas podem redesenhar o contorno das praias, refazendo sua morfologia.
“As ondas redefinem os depósitos de sedimentos e as praias atingem um equilíbrio dinâmico mediante as condições a que estão sujeitas; pode ocorrer erosão em alguns pontos e deposição de material em outros”, disse Siegle, acrescentando que uma praia pode encolher, mudar de formato e até aumentar de tamanho.
Outro fator decorrente das mudanças climáticas é a elevação do nível do mar, que leva as ondas a ter maior alcance e atingir novos pontos da costa. Essa condição costuma aumentar erosões e provocar inundações de áreas próximas à costa.
Um ponto confirmado pelos resultados obtidos foi o fato de que, em algumas regiões, as ações antrópicas no litoral exerceram mais influência nessas alterações que as forças da natureza. “Acompanhamos imagens de décadas. Nesse período, os impactos de uma ocupação mal feita do litoral podem ser muito maiores do que aqueles provocados por mudanças climáticas”, disse.
Processos de urbanização que impermeabilizam áreas praianas necessárias ao movimento de sedimentos, por exemplo, costumam provocar erosões de forma mais acentuada. No estudo, a ação humana figurou entre os principais influenciadores da vulnerabilidade costeira.
Observação dos processos costeiros
O trabalho também se debruçou sobre as mudanças históricas nas condições forçantes naturais. Para isso, a equipe lançou mão de modelos computacionais que simularam essas forças e seus efeitos ao longo das últimas décadas. Outro método de investigação foi a coleta de dados em campo. Os pesquisadores fizeram levantamentos morfológicos, que analisam o formato das praias e mediram parâmetros de suas ondas.
A medição de variáveis físicas na região costeira exigiu a aplicação de métodos inovadores para colocar instrumentos nas zonas de arrebentação, relatou Siegle. A equipe acoplou um perfilador acústico de correntes marinhas Doppler (ADCP) em uma moto aquática com um trenó.
O equipamento fornece parâmetros como velocidade das correntes na coluna d’água, altura, direção e período das ondas. A moto aquática foi usada para levantamentos batimétricos e hidrodinâmicos em áreas rasas sujeitas à arrebentação de ondas, nas quais embarcações convencionais não conseguem navegar.
Uma série de imagens aéreas registradas ao longo de aproximadamente 40 anos foi outra importante fonte de dados para a pesquisa. Foram acessados arquivos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do próprio Instituto Oceanográfico da USP. Por meio de pontos georreferenciados marcados sobre as imagens, foi possível acompanhar as alterações na faixa costeira ao longo do tempo.
Com os dados coletados pelos diferentes métodos, o grupo estabeleceu nove indicadores de vulnerabilidade: posição da linha de costa, largura da praia, elevação do terreno, obras de engenharia costeira, permeabilidade do solo, vegetação, presença de rios ou desembocaduras, taxa de ocupação e configurações ao largo. Este último diz respeito à área de mar aberto adjacente à região costeira em estudo.
Sistemas praiais mais largos tendem a ser mais estáveis que faixas estreitas, portanto menos vulneráveis. A presença de vegetação bem desenvolvida na zona pós-praia sugere um cenário de baixa erosão e rara intrusão de água salina.
A vulnerabilidade à inundação pode ser estimada, entre outros fatores, pela permeabilidade do solo. Quanto menos permeável for o solo, mais sujeita à inundação será a área. E por alterar simultaneamente vários desses fatores, a taxa de ocupação da costa é um dos mais preponderantes indicadores de vulnerabilidade de uma área costeira.
Os indicadores foram depois tabulados e classificados de acordo com três graus de vulnerabilidade: alta, média ou baixa, para cada ano analisado. Registrou-se a evolução da vulnerabilidade de cada praia estudada e os pesquisadores chegaram a várias conclusões.
“Entre elas eu destacaria a importância da ocupação humana no litoral na elevação da vulnerabilidade da praia”, disse Siegle. As praias urbanas nos dois estados apresentaram situação de vulnerabilidade maior que aquelas com taxa de ocupação menor.
A aplicação desse método foi detalhada na tese de doutorado de Paulo Henrique Gomes de Oliveira Sousa, intitulada “Vulnerabilidade à erosão costeira no litoral de São Paulo: interação entre processos costeiros e atividades antrópicas”, defendida em 2013 no Programa de Pós-Graduação em Oceanografia do IOUSP.
O projeto de pesquisa resultou em cinco trabalhos de iniciação científica, quatro dissertações de mestrado e duas teses de doutorado, uma com bolsa FAPESP – Cássia Pianca Barroso desenvolveu o trabalho “Uso de imagens de vídeo para a extração de variáveis costeiras: processos de curto a médio termo”.
De acordo com Siegle, vários artigos estão em fase de redação e quatro já foram publicados, entre eles Evolução da vulnerabilidade à erosão costeira na Praia de Massaguaçú (SP), Brasil no Journal of Integrated Coastal Management e Vulnerability assessment of Massaguaçú Beach (SE Brazil) na Ocean & Coastal Management.
Parceria São Paulo-Pernambuco
Além dos resultados científicos, o projeto apresentou como fruto a aproximação entre instituições de pesquisa paulistas e pernambucanas. “A interação foi muito grande e pesquisadores pernambucanos participaram das pesquisas em campo em São Paulo e vice-versa”, contou Siegle.
A aproximação dos grupos levou a outro trabalho conjunto FAPESP-FACEPE, o projeto “Suscetibilidade e resistência de sistemas estuarinos urbanos a mudanças globais: balanço hidro-sedimentar, elevação do nível do mar, resposta a eventos extremos”, coordenado pelos professores Carlos Schettini (UFPE) e Rubens Cesar Lopes Ferreira (IO/USP).
A execução do projeto coordenado por Siegle e Tereza Araújo ainda levou à formação do Grupo de Trabalho “Respostas da Linha de Costa” que incorpora o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Ambientes Tropicais Marinhos (AmbTropic) , sediado no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia e apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). http://agencia.fapesp.br/19371 


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NO RS A ENCHENTE DO RIO URUGUAI EXPULSA DE CASA MAIS DE 15 MIL PESSOAS

Clique e veja o vídeo do JN da Globo
03/07/2014 

Enchente do Rio Uruguai expulsa mais de 15 mil pessoas de casa no RS

Cinquenta e oito municípios estão em situação de emergência e dois decretaram estado de calamidade pública. Duas pessoas morreram.

No Rio Grande do Sul, mais de 15 mil pessoas foram expulsas de casa pela enchente do Rio Uruguai.
Subiu para 58 o número de municípios em situação de emergência. Dois decretaram estado de calamidade pública. A região mais atingida fica na fronteira com a Argentina. Há bloqueios em 13 rodovias. Duas pessoas morreram e uma está desaparecida. JORNAL NACIONAL
04 JULHO 2014
ENCHENTE RIO URUGUAI NO RS
A sede da Receita Federal brasileira está completamente inundada em Itaqui (RS)

Volta a chover no RS onde 78 cidades estão em situação de emergência

Em Ibarama, chuva e granizo danificaram 80% das casas. Pior cheia do Rio Uruguai em 30 anos já expulsou 10 mil pessoas de casa em Itaqui.


Voltou a chover forte no Rio Grande do Sul, onde 78 cidades estão em situação de emergência.
A ventania atingiu em cheio o posto de combustível e a cobertura caiu sobre os carros. Até um caminhão o vento derrubou. Em Ibarama, na região central do estado, chuva e granizo danificaram 80% das casas.
“Uma coisa dessas... Não tem, não tem... Deus que me perdoe!”, lamenta um aposentado.
É a pior cheia em 30 anos do Rio Uruguai, que subiu 17 metros em São Borja, na fronteira com a Argentina. Em Itaqui, a água chegou aos telhados e expulsou cerca de 10 mil pessoas das suas casas.
O Jornal Nacional foi até o Rio Uruguai, que está 13 metros acima do normal. Na margem brasileira em Itaqui, a água está na altura do poste de luz. A sede da Receita Federal brasileira está completamente inundada. Do outro lado da margem do Rio Uruguai está a Argentina, a cidade de Alvear também está debaixo d’água.
O Exército e a Defesa Civil ajudam a retirar os moradores de barco.
JORNAL NACIONAL - TV GLOBO - GLOBO.COM

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LANÇADO O PLANO DE BACIA DO RIO DOS SINOS, NO RIO GRANDE DO SUL

[projeto prioriza a preocupação com meio ambiente

Comitesinos lança Plano de Bacia do Rio dos Sinos

Preocupação com o meio ambiente marca o projeto

MICHELLI MACHADO
03 de Julho de 2014 


Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos – Comitesinos – sob orientação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, lançou na quinta-feira, 03 de julho, o 1º Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. A inciativa busca o desenvolvimento sustentável da região pelas próximas décadas e se divide em dez grandes temas: Redução de cargas poluidoras, Monitoramento Quali-quantitativo, Proteção e Controle de Cheias, Aumento da Disponibilidade Hídrica, Otimização de Demandas de Água, Gestão de Áreas Protegidas, Vazão Ecológica, Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos, Educação, Mobilização e Comunicação, além de Acompanhamento e Implementação.
As diretrizes do projeto levam em conta atividades que façam uso das águas no Plano de Bacia. Para tanto definem valores mínimos de vazão, critérios de eficiência e economia, e outros parâmetros que justifiquem a concessão de licença para empreendimentos da indústria, setor primário ou empresas de saneamento. O evento buscou dar visibilidade às orientações técnicas contidas no Plano de Bacia. O objetivo foi informar à comunidade que vive e trabalha na região para que seja parceira no esforço de melhorar a qualidade das águas locais e assegurar seu uso por todos.



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Lançamento Oficial

Durante a cerimônia, o presidente do Comitesinos, Arno Kaiser, relembrou de quando tudo começou. “Hoje acontece a finalização de um longo processo que iniciou em 2007, após a morte de milhares de peixes na maior tragédia ambiental do Rio dos Sinos”. Para o presidente o projeto será importante para recuperação e manutenção da qualidade da água. “Obras de saneamento e educação ambiental são exemplos de como o plano já está fazendo a diferença, antes mesmo de seu lançamento”, enfatizou.
O promotor de justiça, Alexandre Saltz, que esteve presente na solenidade afirmou: “Agora é necessário tirar este plano do papel. Este é o primeiro passo, o resto depende de nós. A vida deste rio é a vida da região”.
O secretário do meio ambiente do Rio Grande do Sul, Neio Lúcio Pereira, lembrou que apesar do sistema de gestão de recursos hídricos já ter vinte anos, ainda é um programa novo, em muitos aspectos. “A Bacia dos Sinos é a segunda bacia estadual a receber um plano de política ambiental”, destacou.
“Esta é uma festa cívica que mostra como é possível a construção da democracia em nosso país, com um ato que une sociedade civil e poderes políticos”
Padre Marcelo Fernandes de Aquino, reitor da Unisinos
O evento foi finalizado com a fala do reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino. “Esta é uma festa cívica que mostra como é possível a construção da democracia em nosso país, com um ato que une sociedade civil e poderes políticos. Este é um encontro de várias forças culturais, educacionais e políticas numa convergência de interesses. Viva a Bacia Hidrográfica dos Sinos”, encerrou. 
http://www.unisinos.br/noticias/eventos/preocupacao-com-o-meio-ambiente-marca-projeto

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SANTA ISABEL (SP) RECEBERÁ R$ 125 Mi DE INVESTIMENTOS DA SABESP

Sabesp investirá R$ 125 milhões em água e tratamento de esgoto

Convênio foi assinado ontem e prevê que os serviços do setor sejam prestados pela estatal aos isabelenses

Publicada em 04/07/14
Divulgação

Geraldo Alckmin, André do Prado, Gabriel Bina e outras autoridades acompanharam a formalização
Um convênio entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Prefeitura de Santa Isabel foi firmado ontem e, a partir de agora, a concessão dos serviços de saneamento de abastecimento de água e tratamento do esgoto será realizada pela estatal. A expectativa de investimentos é de R$ 125 milhões e vai garantir água de qualidade para todos os isabelenses.

A formalização do contrato foi acompanhada pelo deputado estadual André do Prado, que, segundo sua Assessoria de Imprensa, foi o principal intermediador entre o governo do Estado e a Companhia de Abastecimento, para que o pacote de investimentos de saneamento básico se tornasse realidade em benefício de Santa Isabel. Ao seu lado, estava o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Gabriel Bina, os vereadores Cleber Kerchner, o Clebão do Posto (PR), Evaldo Barbosa (PR) e Luiz Carlos Alves Dias, o Luizão Arquiteto (PR), além de Silvio Adriano, que acompanharam diariamente a luta do parlamentar nos quase quatro anos de mandato.

"Foram mais de três anos de trabalho e diversas reuniões para apresentar às principais necessidades de Santa Isabel, com relação aos serviços de água e esgoto. O problema da falta de água foi uma queixa constante da população nos últimos anos. O sistema de tratamento de esgoto também sempre foi uma enorme preocupação da cidade. A assinatura, hoje, propõe um novo modelo de trabalho, cuja gestão, feita pela Sabesp, reduzirá circunstancialmente os problemas da falta de água aos isabelenses", disse André do Prado.

A Sabesp, portanto, assumirá os serviços de água e esgoto do município de Santa Isabel, cujas captações provêm de 30% dos reservatórios da represa do Jaguari e 70% dos reservatórios do Ribeirão do Araraquara. A estatal espera dar continuidade ao esse modelo, mas com a implementação de novas tecnologias e investimentos.

"Entre os principais benefícios de ter água tratada, coleta e tratamento de esgoto está a redução dos gastos de saúde e da mortalidade infantil. Por isso, estamos investindo na saúde do isabelense. Sempre acreditei nesse benefício que a empresa pode oferecer a cidade e batalhei muito para que a medida se efetivasse. Hoje, comemoro muito essa conquista. Santa Isabel merece esse pacote de investimentos em água e esgoto tratado, é qualidade de vida para a população", disse Prado.

Com a Estação de Tratamento de Esgoto, inclusa no pacote de investimentos previstos, será possível garantir melhorias consideráveis, já que, atualmente, 100% do esgoto são descartados na represa do Jaguari e Ribeirão Araraquara, sem qualquer tratamento.

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BARRAGEM PEDRO MOURA JR SERÁ AMPLIADA E AUMENTARÁ EM 20% A ÁGUA DO AGRESTE PE


Barragem Pedro Moura em Belo Jardim, vertendo água em seus bons momentos…

Ampliação de barragem vai aumentar em 20% abastecimento de água no Agreste


Publicação: 03/07/2014 


A ampliação de uma barragem deverá aumentar a oferta de água em 20% para população de quatro municípios do Agreste de Pernambuco. Este será o resultado da ampliação da Barragem Pedro Moura Júnior, construída sobre o Rio Ipojuca, em Belo Jardim. A ordem de serviço foi assinada nesta quinta-feira (03), no Palácio do Campo das Princesas. A obra está orçada em R$ 5,3 milhões, com recursos federais e estaduais.
Com a reforma, a capacidade de acumulação da Barragem Pedro Moura Júnior vai passar de 29 para 35 milhões de metros cúbicos de água, o que deverá reforçar a disponibilidade de água do sistema de abastecimento do açude Bitury, que atende as cidades de Belo Jardim, Tacaimbó, Sanharó e São Bento do Una. No total, cerca de 170 mil pessoas serão beneficiadas com a intervenção. O prazo para conclusão da obra é de oito meses. 

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3 de julho de 2014

A TEMPORADA DAS PRAIAS FLUVIAIS DO RIO TOCANTINS (TO)

Mais de um milhão de preservativos serão distribuídos nas praias do estado. No ano passado, foram registrados 508 novos casos de Aids no estado.  Fonte: G1

Marabá/ Banhistas invadem praia do 

Tucunaré, no Rio Tocantins












Com muito sol, as férias começaram com intenso tráfego de barcos transportando banhistas para se divertirem às margens do rio Tocantins, na praia do Tucunaré.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Marabá atuaram juntos realizando ações educativas para garantir a segurança dos banhistas e principalmente, das crianças, que receberam pulseiras para identificação e seus pais foram instruídos a mantê-los sempre por perto, para evitar acidentes.  



“O bombeiro não é responsável por cuidar dos filhos dos banhistas. A responsabilidade primária é da família, é dos pais”, adverte o coronel Marcos Norat, comandante do Corpo de Bombeiros em Marabá. 

Neste veraneio, o Corpo de Bombeiros conta com duas lanchas próprias e também duas embarcações do Exército Brasileiro e mais duas da Polícia Militar. 

A programação de verão em Marabá começou com show do grupo de pagode Sempre Assim, na Praça Duque de Caxias, no domingo .

(Diário do Pará)

Praia em Porto Nacionalfica a 52 Km de Palmas, na região central do Estado. Partido da Capital, o acesso é pela TO-050. Há transporte rodoviário diário para o município, sendo feito de ônibus e de vans.

Palmas: turistas encontram praias de água doce

Quem quer aproveitar o calor em praias de água doce não pode deixar de conhecer Palmas, a capital de Tocantins. A cidade, que foi totalmente planejada, atrai diversos turistas para as margens do lago da usina - em seu entorno há restaurantes e praias.
 
O lago, que tem 8 km de largura e 54 km 
de comprimento só dentro do município, 
foi formado pela construção da Usina 
Luís Eduardo Magalhães. O local "é um 
ótimo lugar para tomar sol, comer um 
peixe e nadar em águas doces. 
Além de se aproveitar a paisagem, que 
é muito bonita", conta Roberto Moreira, 
morador de São Paulo, que passou dois 
dias na cidade.

http://www.achetudoeregiao.com.br/noticias/turismo320.htm


Congestionamento na praia da Tartaruga

A Ecopraia da Tartaruga localizada no município de Peixe, que fica a 320 km de Palmas e 72 km de Gurupi recebeu no último final de semana um público recorde. A área do estacionamento não suportou e uma fila de carros estendeu cerca de 3km. Diante ao grande fluxo de carros a polícia Militar teve que intervir para controlar a entrada e saída de veículos e chegou momento em que os turistas tiveram que esperar por volta de 2h 30min para atravessar o rio Tocantins. (fotos da redes sociais). http://www.atitudetocantins.com.br/

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Doenças sexualmente transmissíveis preocupam autoridades do Tocantins - Clique



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MANUAL DE ETIQUETA "13 COISAS QUE VOCÊ NÃO SABIA SOBRE A ÁGUA"


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NOVAS ARMAS NO COMBATE DA TEMIDA DENGUE QUE INFESTA O BRASIL

Dengue no alvo

Entre novas armas de combate à doença está um biossensor que faz diagnóstico da infecção por vírus em 20 minutos
DINORAH ERENO | Edição 220 - Junho de 2014

© MAURICIO PIERRO
Vacinas, insetos geneticamente modificados e armadilhas que funcionam como coletores de dados, além de um teste rápido de diagnóstico, são as estratégias que já estão sendo utilizadas ou estudadas para combater a dengue no Brasil e no mundo. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), hoje cerca de 2,5 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, vivem em áreas onde há risco de transmissão de dengue. As estimativas apontam que a doença atinge entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas todos os anos, incluindo 500 mil casos de dengue hemorrágica e 22 mil mortes, principalmente entre crianças.
O Brasil é apontado como um dos 30 países mais endêmicos, entre os mais de 100 que registram a doença. Até abril deste ano, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 215 mil casos de dengue, uma redução de 70% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. “Como todas as doenças transmitidas por vetores, a incidência de dengue é espacialmente localizada, assim há aumento em algumas localidades e em outras há queda. Tudo depende do local onde se olha”, diz o infectologista Marcelo Burattini, professor de informática médica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e de infectologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os vetores são os mosquitos do gênero Aedes. Nas Américas, a espécie Aedes aegypti é a responsável pela transmissão da dengue. A circulação dos quatro sorotipos do vírus (1, 2, 3 e 4) transmitidos pelos mosquitos sofre constantes mudanças pelo mundo.
Como os sintomas da infecção pelo vírus são muito semelhantes aos de outras doenças, a detecção precoce faz toda a diferença para o paciente. Pensando nisso, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, desenvolveram um teste diagnóstico que demora apenas 20 minutos para dar o resultado e pode ser acessado em tempo real pelo celular ou notebook. Para tentar reduzir o preço do produto final e concorrer com o teste importado, utilizado apenas em casos que demandam confirmação, como dengue grave ou complicada e para fins de vigilância epidemiológica, eles recorreram à interação antígeno-anticorpo para detectar o vírus da dengue. Esse vírus secreta na corrente sanguínea uma proteína estrutural, chamada de NS1, logo nos primeiros dias de infecção. Já o corpo humano produz anticorpos específicos que combatem a NS1 após o quinto dia de infecção. “A grande novidade do projeto foi a produção dos anticorpos em grande concentração em ovos de galinha”, diz Guimarães. Esses anticorpos são posteriormente imobilizados sobre uma membrana metálica (biossensor) que, em contato com o sangue infectado, reage com a proteína NS1, produzindo um sinal elétrico. “Apesar de o corpo ter milhões de proteínas, só aquela gerada pelo vírus da dengue se liga ao anticorpo.”
Atualmente, o exame mais utilizado em postos de saúde para detectar a doença só pode ser feito a partir do sexto dia, o que faz ela ser confundida com outras infecções e nem sempre ser tratada da forma adequada. “O teste convencional não pode ser feito nos primeiros dias porque ele mede a concentração de anticorpos, presentes a partir do sexto dia”, ressalta. Já o biossensor em testes avalia uma pequena concentração da proteína NS1, que é produzida pelo vírus assim que ele entra na corrente sanguínea da pessoa infectada. Em setembro do ano passado, a USP fez um depósito de patente da inovação.
O projeto foi desenvolvido no âmbito do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) com sede no Instituto de Física de São Carlos da USP, financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Nós já trabalhávamos com biossensores quando, há três anos, tivemos a ideia de desenvolver um aparelho portátil e de baixo custo para detecção da dengue”, diz Guimarães. A ideia é que todo posto de saúde, mesmo em lugares remotos, possa fazer o teste sem que o sangue tenha de ser levado para grandes centros. O projeto está em fase final de execução.
Uma outra linha de pesquisa trabalha com uma tática inovadora, cujo objetivo é bloquear o vírus da dengue em Aedes aegypti utilizando a bactéria Wolbachia. Essa bactéria simbiótica encontra-se presente nas células de cerca de 70% de todas as espécies de insetos, como moscas-das-frutas, pernilongos e borboletas. O projeto, iniciado em 2006 e coordenado pelo professor Scott O’Neill, da Universidade Monash em Melbourne, na Austrália, envolve ainda pesquisadores de outros seis países, entre os quais o Brasil. Aqui os estudos são conduzidos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, sob a coordenação de Luciano Moreira e a participação de 15 pesquisadores.

A bactéria é retirada de moscas-das-frutas e introduzida em ovos do Aedes. Após a criação de colônias de mosquitos em laboratório, elas são liberadas na natureza. Além de bloquear a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito, a bactéria atua na sua reprodução. Estudo publicado em 25 de agosto de 2011 na revistaNature divulgou os resultados de um teste experimental em campo feito em duas localidades da cidade de Cairns, em Queensland, durante 10 semanas. Foram liberados 300 mil Aedes adultos com aWolbachia e, após cinco semanas, em uma das localidades 100% dos mosquitos selvagens carregavam a bactéria e na outra 90%, portanto eles eram incapazes de transmitir o vírus. Testes de campo estão sendo feitos no Vietnã e na Indonésia e a previsão é que ainda este ano eles comecem também no Brasil, após a aprovação das instâncias regulatórias.

Na mesma linha, mas com outra abordagem, estão os mosquitos geneticamente modificados criados em 2002 pela empresa britânica Oxford Insect Tecnologies (Oxitec), que foram liberados em abril deste ano pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para uso comercial. No entanto, sua produção depende ainda de registro comercial no Ministério da Saúde com base na análise técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os mosquitos carregam um gene letal para a prole, que morre antes de chegar à fase adulta. O método consiste em liberar um grande número de machos geneticamente modificados em áreas onde há infestação – os machos não picam e, portanto, não transmitem a dengue. Ao copularem com as fêmeas selvagens, são gerados descendentes que morrem ainda nos primeiros estágios de desenvolvimento (ver mais sobre o assunto na edição nº 180 de Pesquisa FAPESP). No Brasil, os parceiros da Oxitec têm sido o Instituto de Ciências Biomédicas da USP, responsável pelos testes em laboratório com a linhagem transgênica, e a organização social Moscamed, que cuida dos testes em campo e tem uma biofábrica para a produção dos mosquitos em Juazeiro, na Bahia. “Desde 2002 estamos fazendo testes e ensaios com essas linhagens, inclusive no Brasil”, diz Glen Slade, diretor global de desenvolvimento de negócios da Oxitec.
As prefeituras serão os principais clientes para a compra dos mosquitos transgênicos. “Ainda não temos informação fechada sobre custos, mas temos estudos para uma área com 50 mil pessoas”, relata Slade. O primeiro ano, que é considerado de soltura intensiva para que haja uma redução na quantidade de Aedes adultos selvagens, custará entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões. O segundo ano, chamado de manutenção, ficará em até R$ 1 milhão. “Existe ainda a opção de fazer parcerias com os municípios para treinar pessoas para o programa de manutenção, o que irá reduzir o valor da solução”, diz. Durante quatro a seis meses da fase intensiva é preciso soltar entre 100 e 200 mosquitos por semana por pessoa. A Oxitec está começando a produzir os primeiros mosquitos em gaiolas em uma fábrica própria instalada em Campinas, com capacidade para produção de 2 milhões de mosquitos transgênicos por semana. É uma produção pequena, que dá para tratar uma área com 10 mil pessoas. A intenção é criar outras fábricas mais próximas dos projetos futuros.
As vacinas são outra frente bastante promissora de combate à doença, mas ainda não há nenhuma delas no mercado. A mais adiantada entre todas as que estão em desenvolvimento é a do laboratório Sanofi Pasteur, que está na fase 3 de desenvolvimento clínico, com testes em larga escala para avaliar a sua eficácia. Resultados preliminares divulgados em abril deste ano pelo laboratório demonstraram 56% de redução de casos de dengue em um estudo feito entre 2011 e 2013 com mais de 10 mil voluntários na Ásia. Participaram crianças com idades entre dois e 14 anos em áreas endêmicas para dengue da Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e Vietnã. Os participantes receberam três injeções da vacina ou um placebo com intervalos de seis meses entre cada dose. “As crianças foram escolhidas porque são elas que apresentam os casos mais graves da doença”, relata a médica Sheila Homsani, gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur.
Ainda não foram fechados os estudos que irão mostrar se a imunização é eficaz contra os quatro sorotipos do vírus. “Os resultados preliminares da Ásia serão complementados no segundo semestre deste ano com os dados de um segundo estudo que está sendo realizado na América Latina e conta com mais de 20 mil voluntários, de nove a 16 anos, do Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico”, diz a médica. A análise da eficácia será feita por sorotipo. Em relação às críticas feitas por infectologistas e imunologistas ao estudo feito na Tailândia em 2012, em que foi relatado que a vacina não protegia contra o sorotipo 2, Sheila diz que ainda era um estágio precoce de desenvolvimento. “Foram avaliadas apenas 4 mil pessoas e numa única região”, diz. “O estudo divulgado recentemente foi feito em diferentes ambientes epidemiológicos da Ásia, assim como na América Latina.”
A divulgação dos 56% de eficácia da vacina também foi questionada por alguns especialistas. A hipótese aventada pelos críticos é que, se não houver proteção total contra todos os sorotipos e se a pessoa vacinada for infectada novamente, aumentaria o risco de contrair a dengue hemorrágica. “Esse risco é teórico e não foi observado nos ensaios feitos até agora”, diz Sheila. “Temos pacientes vacinados desde o início do estudo e o bom perfil de segurança da vacina se manteve conforme estudos prévios.”
A vacina é feita com o vírus atenuado e recombinante. “Parte do envelope dos quatro sorotipos do vírus da dengue é atenuado e por dentro é recheado com o vírus vacinal da febre amarela, que é estável em termos de eficácia e segurança”, explica a médica. As pesquisas que resultaram na vacina tiveram início há 20 anos. A previsão é que até o final de 2015 ela esteja disponível no Brasil.
Além da Sanofi, outros grupos de pesquisa brasileiros, como o Instituto Butantan, em São Paulo, e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), do Rio de Janeiro, estão trabalhando no desenvolvimento de vacinas tetravalentes para a dengue. A do Butantan, cujas pesquisas começaram em 2005, tem como parceiro os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. A tecnologia é a de vírus vivo atenuado através de modificação genética de vírus selvagens. O agente infeccioso permanece capaz de estimular a produção de resposta de defesa do organismo, mas não de causar a doença. Diversos estudos de fase 1 com seres humanos foram realizados nos Estados Unidos para selecionar os quatro vírus atenuados que compõem a vacina e provar a segurança e a resposta imune gerada pela combinação dos quatro vírus. A fase 2 do estudo, primeira dos testes clínicos em humanos no Brasil que têm como finalidade avaliar a segurança e a imunogenicidade (capacidade de induzir resposta imunológica) da vacina tetravalente, começou em outubro do ano passado. Até o início de junho haviam sido vacinados 50 voluntários, com idade entre 18 e 59 anos, que nunca tiveram dengue. A vacina demonstrou ser segura nesse grupo. Em uma segunda etapa serão recrutados mais 250 voluntários com ou sem infecção prévia pelo vírus. Os resultados desse estudo devem ser conhecidos em meados de 2015 e, se forem favoráveis, um estudo de fase 2 com milhares de participantes deverá avaliar a eficácia da vacina.
A de Bio-Manguinhos é feita em colaboração com o laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) desde 2009, quando firmaram um acordo de pesquisa e desenvolvimento para a obtenção de uma vacina inativada tetravalente para a dengue. Após testes em camundongos, em 2013 foram feitos testes em macacos, como parte dos estudos pré-clínicos. A próxima etapa será o início dos testes clínicos em humanos, prevista para ocorrer no ano que vem. Estudos epidemiológicos para a definição de locais para a avaliação da vacina já foram feitos em Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador e Manaus. Paralelamente, outra parceria da Fiocruz com a GSK – esta envolvendo também o Walter Reed Army Institute of Research, do exército dos Estados Unidos – já está testando uma vacina de dengue em adultos no Caribe e Estados Unidos.

Para o infectologista Burattini, as vacinas são, em uma perspectiva futura, o método mais eficaz de combate às epidemias de dengue. Ele, no entanto, ressalva que nenhuma das vacinas desenvolvidas até agora é 100% eficaz. “Como elas demandam um esquema posológico de duas a três doses, o que limita muito a eficácia real da vacina, e há um intervalo grande de tempo para a repetição das doses, é difícil saber se elas vão funcionar na prática”, diz Burattini, coordenador de uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde, prevista para terminar no final do ano, que tem como objetivo estabelecer a melhor estratégia de vacinação para a dengue.

Na sua avaliação é importante estudar e diferenciar a eficácia da vacina de sua efetividade em condições de uso na saúde pública. “A eficácia depende da sua capacidade de suscitar uma resposta imune protetora e duradoura contra os quatro sorotipos do vírus, já a efetividade real depende também de uma série de fatores relacionados às condições operacionais e às características das populações onde as vacinas forem utilizadas”, ressalta. Outro aspecto abordado é que, na sua avaliação, a vacina ideal deveria ser aplicada em uma única dose ou com o menor intervalo de tempo entre uma dose e a próxima. E o terceiro é que ela deve ser isenta de efeitos adversos duradouros. “A vacina precisa mostrar, em ensaios clínicos, que os antígenos que ela usa não estarão relacionados a efeitos adversos, como a propensão a formas graves da doença se houver reinfecção com outro sorotipo, devido a uma exacerbada resposta inflamatória.”
Uma das formas de controle de insetos adultos em uso atualmente por 10 cidades brasileiras, entre elas Santos, Vitória, Porto Alegre e Uberaba, todas com mais de 300 mil habitantes, é um sistema de informação chamado monitoramento inteligente da dengue (MI- Dengue), desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a empresa Ecovec, de Belo Horizonte. “É uma plataforma que utiliza armadilhas para a captura de Aedes adultos como coletor de dados, que tem como grande vantagem a possibilidade de se ter fotografias semanais da população do vetor por cada quarteirão da cidade”, explica Gustavo Mamão, diretor da empresa.
Criada pelo professor Álvaro Eiras, da UFMG, a armadilha Mosquitrap imita um criadouro para as fêmeas adultas do Aedes. No momento em que elas entram nos cilindros pretos de plástico para depositar seus ovos, atraídas por um composto químico, acabam presas a um cartão adesivo (ver mais na edição nº 142 de Pesquisa FAPESP). Os dados coletados são enviados pelo agente de campo da prefeitura através de um telefone celular para a plataforma central do MI-Dengue, que tem dentre as suas funcionalidades a geração de mapas do município com manchas coloridas que trazem indicativos de infestação do vetor. Santos, no litoral de São Paulo, utiliza o MI-Dengue desde 2012. “Estão espalhadas pela cidade 461 armadilhas vistoriadas por seis agentes e um supervisor”, diz Mamão. A partir de julho, o projeto será aplicado, experimentalmente, em um condado da Flórida, nos Estados Unidos, durante seis meses. Desde que o sistema foi criado, 50 cidades brasileiras já testaram a plataforma, além de países como Austrália, Cingapura e Colômbia.
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