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29 de setembro de 2008

4 DE OUTUBRO - DIA INTERAMERICANO DA ÁGUA 2008 - DIAA

Foto Internet - www.agua.bio.br
XV Semana Interamericana da Água

VIII Semana Estadual da Água 27 de setembro a 4 de outubro de 2008

15 Anos de Mobilização em Defesa da Água
De 27 de setembro a 4 de outubro, o Rio Grande do Sul celebra a XV Semana Interamericana da Água e a VIII Semana Estadual da Água. Essas ações têm o propósito de informar a população sobre a importância de conservar a água, demonstrar a estreita relação entre água e saúde e induzir as pessoas a fazer bom uso da água para que não se converta em fonte de doenças e de morte.

O lema do Dia Interamericano da Água (DIAA) - 4 de outubro - proposto pela Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é:

A Água pura é... pura saúde!

Ao promover a celebração no Estado, envolvendo a maioria dos municípios e suas populações, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-Seção Rio Grande do Sul (ABES-RS) - em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema-RS) e com o apoio de instituições governamentais, não-governamentais e privadas - quer aprofundar as questões relativas à água em todos os níveis.

E também ajudar a alcançar as metas estabelecidas pela comunidade internacional contidas na Agenda 21 e na Declaração do Milênio: até 2015, reduzir em 50% o número de pessoas que não têm acesso à água potável e ao saneamento básico.

A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2008 como o Ano Internacional do Saneamento. Nesses 15 anos, o número de atividades de mobilização vem crescendo expressivamente e hoje está em, aproximadamente, 1.200, envolvendo a população de quase todos os municípios, principalmente crianças em idade escolar.
Há oito anos, a Semana Interamericana passou a ser celebrada em conjunto com a Semana Estadual da Água.

Este ano, o tema das Semanas é "A água lava... a água leva... Você limpa a água?", visto como um alerta sobre a necessidade de cuidar da água, assegurar sua qualidade e promover sua gestão integral. E o caminho é promover o aprofundamento das questões relativas à água em todos os níveis, a execução de programas e projetos, e a cooperação entre as pessoas, incentivando cada um a fazer sua parte para garantir um mundo sustentável.
Veja o mini-site da Semana completo

*
O DIA INTERAMERICANO DA ÁGUA - 4 DE OUTUBRO
No próximo dia 4 de outubro, como todo primeiro sábado de outubro, se comemorará o Dia Interamericano da Água (DIAA), uma iniciativa empreendida pela AIDIS e a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) conjuntamente com outras instituições, desde 1992. Em 2008, o lema será “Água pura é…!Pura saúde!”. SAIBA MAIS

CONHEÇA O AQUÍFERO GUARANI


O Aqüífero Guarani é a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e um dos maiores sistemas do mundo. Para conhecer e administrar melhor esse manancial, os países de sua área de abrangência desenvolvem projeto conjunto.
Veja o vídeo da Agência Brasil sobre o Aquífero Guarani

ÁGUA POTÁVEL, BANHEIRO E COZINHA PARA TODAS AS ESCOLAS BRASILEIRAS

Foto: Marjean Monte - Zip.net A Caixa D'água da comunidade, abandonada - Crianças bobeiam água para a escola no poço totalmente desprotegido contra contaminação. A comunidade Boa Água fica há cerca de 53 km da cidade, às margens da PA 254, logo depois da “Curva do Vento”, passando a entrada do ramal do Igarapé Preto, que leva às cachoeiras. A exemplo da quase totalidade das comunidades do planalto, aqui sobram problemas em virtude do abandono do Poder Público Municipal.


ANA e Unicef apresentam projeto “Toda escola brasileira com água potável, banheiro e cozinha”

Por Denise Caputo, da ANA - 29/09/2008

O semi-árido legal abriga 1.135 municípios.
Destes, 121 possuem escolas de Ensino Fundamental sem água, totalizando 315 instituições públicas de Ensino Fundamental que não oferecem água para beber, para preparar a merenda, para lavar as mãos.

Números como esses foram apresentados na quinta-feira (25) por Gisela Forattini, assessora da Agência Nacional de Águas (ANA), e Maria de Salete, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, durante o I Encontro dos Comitês Estaduais do Pacto Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semi-árido, em Vitória (ES).

Na ocasião, elas falaram do projeto “Toda escola pública brasileira com água potável, banheiro e cozinha”, cujo alcance vai extrapolar a limitação legal da Região Semi-árida, abrangendo toda a área do Pacto Nacional Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semi-árido.
Dessa forma, 45 municípios do Maranhão e 29 do Espírito Santo também serão beneficiados.

Técnicos da ANA e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já concluíram o levantamento das escolas sem água e sem energia elétrica na região. Agora, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) trabalha para validar as informações in loco. Fonte: (Envolverde/ANA)

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AMIGOS DO RIO DOS BOIS - Uma galera muito inspirada e responsável

Gente jovem, inteligente, bonita, responsável e que ama os seus recursos naturais da região de Palmeiras de Goias, Vicentinópolis, Campestre, Aloândia, Edalina, Edeia, (todas em Goiás), especialmente na Bacia do Rio dos Bois.

Eles dizem: "Esta e uma tentativa, de concientizar o nosso povo, da necessidade de proteger os recursos naturais, especialmente a bacia do Rio dos Bois.Conclamamos aos jovens de nossa região para enganjar nessa luta pela preservação de nosso rio, bem como suas matas ciliares e sua fauna." conclama o jovem professor Ondumar.

Alguns dos amigos do Rio dos Bois:



Ceres e Lessy











Elias e Layanne













Orisdania e Ruitler









Professor OndumarVisite o Blog dos Amigos do Rio dos Bois (Goiás) e conheça a fauna, a flora, as belezas naturais, as cidades, o rio e a gente boa, jovem e bonita que está participando desse esforço de proteger a Bacia daquele rio goiano. Click Aqui

RECUPERAÇÃO DE ÁGUA DISPERDIÇADA NAS ESCOLAS PODERÁ SER DE R$ 102 MILHÕES EM SP


Programas de gestão "poupam" R$ 4 bi
Marta Watanabe
Valor Econômico - 29/9/2008
No fim de 2007 a escola estadual Professor José Ribeiro de Souza, em Osasco, na grande São Paulo, começou a passar por uma reforma que, embora restrita a mudanças pontuais, não se via há muito tempo. O primeiro passo foi alterar o sistema de canalização de água. Além de uma nova caixa, os velhos canos de metal, enferrujados e repletos de vazamentos, foram trocados pelos de PVC, mais modernos.

"Quando abrimos para ver como estava, parecia um monte de chuveirinho", descreve a diretora da escola, Heroína Rodrigues. Ela conta que foram instaladas torneiras de fechamento automático nos banheiros e além disso, implantou-se uma série de mudanças que permitem o conserto rápido de vazamentos.

Sem o pinga-pinga nos lavabos e a água escorrendo à toa nos vasos, foi possível também criar um programa de conscientização do uso da água entre os alunos do ensino Fundamental e Médio. Com a medida, a escola, que chegou a consumir R$ 60 mil em água ao mês, reduziu a conta para os atuais R$ 4 mil mensais.

A unidade da qual Heroína é diretora é apenas uma das 5,3 mil escolas envolvidas em um projeto de gestão de recursos e despesas implantado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. A idéia do projeto, iniciado em outubro do ano passado e implementado desde agosto, é reduzir, em um ano, despesas em R$ 102 milhões.

A escola de Osasco é, na verdade, apenas uma das pontas de um tipo de programa que tem ganhado grande adesão dos Estados. Segundo dados do Movimento Brasil Competitivo (MBC), atualmente possuem projetos nesse sentido pelo menos oito Estados - Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe, Bahia e Mato Grosso -, além do Distrito Federal. Nos seis primeiros Estados, diz Cláudio Gastal, diretor do MBC, somente de janeiro a julho deste ano, os programas de gestão resultaram em um ganho total de R$ 4 bilhões, entre elevação de receitas e redução de despesas. Outros cinco Estados - Pará, Piauí, Roraima, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte - negociam esse tipo de programa.

Segundo Gastal, as primeiras fontes de inspiração foram Minas Gerais e Espírito Santo. No início, explica, a idéia de implantar procedimentos para melhorar a gestão era levada aos governadores. Hoje, a demanda parte dos próprios Estados.
Formado por grandes empresas, o MBC tem financiado a contratação de consultorias para o setor público interessado em aplicar programas de gestão. O movimento investiu nesse projeto, desde o ano passado, R$ 40 milhões. Os recursos para custeio das contratações vêm de doações de empresas ao MBC. No Distrito Federal, diz Gastal, a contratação da empresa de consultoria para modelar o programa de gestão foi financiada por grandes companhias que atuam nacionalmente e por outros 20 doadores de empresas locais. A contrapartida das administrações públicas não é financeira, mas ligada ao cumprimento das metas estabelecidas.

O programa de gestão adotado pela Secretaria da Educação em São Paulo é um dos que teve o financiamento do MBC, que contratou o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). "Na verdade a idéia não é exatamente cortar despesas, mas administrar melhor os recursos", explica Germano Guimarães, coordenador do programa pela Secretaria de Educação. Ele lembra que há exigência de gastos obrigatórios mínimos com educação. "Por isso o objetivo não é reduzir o valor aplicado na área, mas sim gastar melhor." Portanto, os R$ 102 milhões em economia deverão ser realocados para outras despesas dentro da própria pasta.

Para isso, foram levantados os gastos de cada uma das mais de 5,3 mil escolas do Estado. Os dispêndios, explica Guimarães, foram detalhados um a um e, a partir desse banco de dados, elaborou-se um plano para redução de custos e realocação de recursos.
Cada escola recebeu uma meta de redução de despesas. O objetivo variou de escola para escola, conforme os gastos. A meta e o cumprimento dela é acompanha em um sistema online pela secretaria de Educação. A exemplo do que aconteceu na escola de Osasco, a contenção de despesas com água e luz foi organizada com a negociação de serviços e contratos com as concessionárias fornecedoras.

Também foi organizada uma cadeia de suprimentos que deverá centralizar a compra dos materiais de consumo nas escolas em vez de deixar a aquisição para as diversas regionais de ensino. "Ganhamos em escala", diz Guimarães. A unificação de fornecedor, explica, permite a padronização da qualidade e tipo do material e a negociação de preços. A cadeia de suprimentos deve fazer compras totais de R$ 62 milhões anuais. A expectativa é que ao fim do próximo ano a economia seja de 5% a 15%.

A área de educação costuma ser uma das grandes prioridades dos Estados em programas de gestão, ao lado de saúde e da preocupação geral de elevar receitas e reduzir despesas, explica Gastal. No Mato Grosso, o Estado acaba de assinar um contrato com modelo que prevê R$ 400 milhões em elevação real de arrecadação até 2010 e redução real de despesas de R$ 120 milhões até 2011. O Estado também estendeu o programa à área de meio ambiente, para tornar mais eficiente a fiscalização no setor. Em Pernambuco, além das áreas consideradas mais "clássicas", o programa focou também em metas de redução da violência.

Segundo o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Geraldo Júlio, o programa foi implantado em junho do ano passado e já deu resultados. "Depois de aumentar por vários períodos consecutivos, a taxa de CVLI no Estado foi reduzida em 7%", diz ele, referindo se aos crimes violentos letais intencionais, que incluem os homicídios. Essas mortes caíram de 4,82 vítimas por 100 mil habitantes em 2007 para 4,45 vítimas em 2008.

Para atingir a meta, o Estado aumentou a frota de veículos da polícia militar de 154 para 330 carros. "Em vez da compra de veículos, usamos atualmente a locação", explica. "Os carros da política eram muito velhos. A locação garante frota nova e reposição imediata nos casos de conserto", diz. Segundo ele, a despesa de locação é a mesma que o Estado tinha antes com a manutenção dos veículos antigos. Além do aumento da presença policial, o Estado também investiu em segurança com programas específicos nas áreas mais violentas da região metropolitana. "Identificamos esses lugares e construímos quadras, áreas de lazer, levamos programas de assistência social, saúde e educação."

Mas o secretário lembra que o novo modelo demandou também contratações, com 850 homens na Polícia Militar e 1,3 mil novas vagas na Polícia Civil. O programa de gestão, diz o secretário possibilitará ao Estado reduzir R$ 159 milhões em despesas e aumentar em R$ 300 milhões sua receita. "Isso levando em conta elevação real, já descontada inflação e do crescimento do PIB." O orçamento total do Estado é de R$ 12 bilhões. Fonte: Valor Econômico

FORÇA ESPECIAL DE COMBATE AO CRIME AMBIENTAL TERÁ 3000 AGENTES


Governo contratará 3 mil agentes ambientais
Ministro anuncia concurso; operação prende 13 pessoas por tráfico de animais silvestres em Pernambuco

Catarina Alencastro*
O Globo - 27/9/2008

CARUARU (PE). O governo vai criar uma Força Especial de Combate ao Crime Ambiental com 3.000 novos agentes do Ibama e do Instituto Chico Mendes, órgão responsável pela manutenção das unidades de conservação do país.

Os novos funcionários serão selecionados por concurso público para os cargos de oficial ambiental federal de nível superior e agente ambiental de nível médio. A criação da nova Força está prevista para acontecer ainda este ano, e será anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na próxima segunda-feira.

Ontem, Minc participou de uma megaoperação em Caruaru, em Pernambuco, que apreendeu 1.232 animais silvestres que seriam vendidos dentro e fora do país. Em uma ação conjunta de Ministério do Meio Ambiente, Ibama, da Polícia Federal e da Polícia Militar de Pernambuco, 13 suspeitos foram presos, entre eles André Pereira da Silva, de 29 anos. Em sua casa, no bairro Centenário, em Caruaru, foram encontradas dezenas de gaiolas com cerca de 250 aves, algumas delas já mortas. No flagrante, Minc passou um sermão em André, dizendo que o crime não compensa.

- Você sabia que está cometendo um crime? - perguntou o ministro.
- Tem idéia de quanto custa um Cancão (uma das espécies de aves encontradas no barraco) na Europa? - insistiu.
- Eu não sei nem quanto custa uma passagem para lá - respondeu o acusado, que havia comprado os passarinhos por menos de R$5 cada.
- Veja como funciona a cadeia do tráfico: você comprou uma ave por R$3, vendeu por R$5, em Recife vão comprar por R$250, e, na Europa, por US$3 mil - completou o ministro, que entrou no bairro acompanhado por agentes da PM fortemente armados.

Minc compara tráfico de animais ao de drogas
Entre os animais apreendidos, 300 pássaros nativos do agreste pernambucano foram soltos na serra Nova Jerusalém, a 130 quilômetros de Recife. Depois de libertar os animais de volta na natureza, o ministro disse que pediu ao presidente Lula que haja uma mudança na legislação de crimes ambientais.

Minc comparou o tráfico de animais silvestres ao de drogas. Estima-se que o mercado movimenta entre US$3 bilhões e US$6 bilhões por ano. O crime é punido com prisão de seis meses a um ano e multa de R$500 por animal. No caso de animais em extinção, a multa pode chegar a R$5.000 por animal.

- Hoje quem pega um pássaro para cantar em casa paga (criminalmente) o mesmo que quem pega 500 pássaros para traficar para a Europa. É o mesmo que achar que um usuário de drogas e o maior traficante, o Fernandinho Beira-Mar, têm que pagar a mesma coisa.

De cada dez animais capturados, nove morrem na captura, no transporte ou no cativeiro. Dos animais apreendidos na operação, batizada de Vôo Livre, havia 35 espécies diferentes de aves, entre elas galos de campina, tico-ticos, canários da terra, corujas buraqueiras, papagaios e um casal de pintassilgos, que estão ameaçados de extinção.
Além dos pássaros, os agentes pegaram ainda 15 jabutis, um tatu e um veado catingueiro.
Fonte: O Globo

QUANTO VALE O PANTANAL BRASILEIRO?




Pantanal vale US$ 112 bilhões, diz estudo

Quanto vale um bioma?
A pergunta pode parecer maluca, mas, se o bioma em questão for o Pantanal, ela já pode ser respondida: US$ 112 bilhões por ano, no mínimo.
Várias ordens de grandeza mais que o máximo de US$ 414 milhões anuais que a devastação do local gera.

O cálculo foi feito por um pesquisador da Embrapa Pantanal e põe pela primeira vez em perspectiva o valor dos serviços ambientais prestados pela maior planície alagável fluvial do mundo, comparados com aquilo que é gerado pela pecuária, a mais rentável atividade econômica praticada na região.

A conta é detalhada na tese de doutorado de André Steffens Moraes, recém-defendida na Universidade Federal de Pernambuco e disponível para download - FSP, 29/9, Ciência, p.A16/Manchetes Socioambientais ISA

RIO EMBU-MIRIM E OUTROS QUE DESAGUAM NA GUARAPIRANGA (SP) ESTÃO COMPLETAMENTE POLUÍDOS

Represa Guarapiranga - Foto Márcio Fernandes da Internet Braço do Guarapiranga é esgoto puro

Em 5 anos, peixes do Rio Embu-Mirim deram lugar a um mar de lixo; Sabesp deve investir R$ 43 milhões até 2012 - Represa Guarapiranga abastece 3,8 milhões de pessoas em S. Paulo.

Marici Capitelli - O Estadão - 28/09/08
Moradores do M’Boi Mirim, bairro da zona sul de São Paulo, estão pedindo socorro para salvar várias vidas: a do Rio Embu-Mirim, de seus peixes e de todos os bichos e aves que vivem nas suas margens.

Embora seja um dos principais rios que deságuam na Represa do Guarapiranga - que abastece 3,8 milhões de pessoas -, está completamente poluído e abandonado.
Há cinco anos, ainda era fonte de pesca, contam os pescadores da região que, nessa época, chegavam a retirar 100 quilos de pescado em uma única noite. Hoje, é só sujeira e mau cheiro.

O lançamento de esgoto sem tratamento e a falta de conscientização ambiental causaram a tragédia do rio. Em seus 5.048 metros de extensão, de Itapecerica da Serra até a represa, recebe dejetos de 200 mil habitantes, segundo a Sabesp.

Nos pouco mais de 2 quilômetros na zona sul da capital ainda é possível ver marrecos, quero-queros, galinhas d’água, capivaras, lontras, ratão do banhado e outros animais que resistem em meio ao esgoto formado por garrafas pet, sacos de lixo, pneus e todo tipo de sujeira. “É duro ver esse rio morrer todos os dias”, diz Antonio Ceccato, de 48 anos, o “guardião” do Rio Embu-Mirim. Com sua canoa de fibra e madeira, que a comunidade chama de “barco do Tonho”, ele percorre o rio de uma ponta a outra desde que era criança.

RESPONSABILIDADE

Desde que o esgoto começou a cair na represa com mais intensidade, os moradores dizem que procuraram Sabesp e Prefeitura, sem resultado. “Um joga a responsabilidade para o outro, mas nenhum deles se une a nós para acabar com a poluição e fazer um trabalho de conscientização”, diz Ceccato.

O superintendente da Unidade de Negócios Sul da Sabesp, Roberval Tavares Souza, diz que as ocupações desordenadas em volta das Represas do Guarapiranga e Billings são a grande causa da poluição do rio.

Combater essas invasões é uma das estratégias para a recuperação do Embu-Mirim e da Bacia do Guarapiranga, onde mora 1 milhão de pessoas.Yara Toledo, presidente da SOS Manancial, confirma que o Embu-Mirim, apesar da importância para a Represa do Guarapiranga, foi negligenciado nos últimos anos. “O rio foi bastante discutido na época das audiências públicas do Rodoanel, mas a preocupação foi maior com outros tipos de impactos ambientais, como o da vegetação.”

O Embu-Mirim passa por um trecho do Rodoanel Sul, perto da Rodovia Régis Bittencourt.A comunidade quer o fim do lançamento do esgoto, a reurbanização das favelas nas imediações e a criação do parque Embu-Mirim na várzea do rio. Os moradores se propõem a preservar o parque, numa parceria com os órgãos públicos.

QUATRO ANOS
A Sabesp garante que, daqui a quatro anos, o Rio Embu-Mirim estará livre de poluição. Segundo Roberval Tavares Souza, da Unidade de Negócios Sul da companhia, até 2012 serão investidos R$ 43 milhões em obras para tratamento e coleta de esgoto.

De acordo com ele, nas cercanias do rio moram 400 mil pessoas; metade tem esgoto coletado e levado para a estação de tratamento em Barueri. Uma das obras em andamento é o coletor-tronco Embu-Mirim, que vai captar o esgoto de Itapecerica da Serra - cidade de 65 mil habitantes, onde o rio nasce e onde não há coleta de esgoto - e de parte de Embu. “Não dá para afirmar que todo o esgoto vai para o rio mas, como não há tratamento, é possível que isso ocorra”, diz o diretor de Meio Ambiente de Itapecerica, Marco Antonio Galan.
A despoluição total da Bacia do Guarapiranga é uma meta para 2014. Fonte: O Estado de S.Paulo

OS MAIORES FÍSICOS BRASILEIROS FALAM SOBRE O PLANO NACIONAL DE MUDANÇA CLIMÁTICA


Plano do clima é recuo, afirma José Goldemberg

O Plano Nacional de Mudança Climática, apresentado pelo governo, é um retrocesso em relação às posições que o próprio governo tem defendido nas negociações internacionais de clima.
A opinião é de José Goldemberg, ex-secretário nacional do Meio Ambiente e um dos principais especialistas em política climática do país. "Eu não vejo como melhorar o plano", disse Goldemberg.
Para ele, o documento oficial, que será posto em consulta pública na segunda-feira, é tão ruim que "nem vale a pena fazer sugestões" a ele. Segundo Goldemberg, ao se abster de compromissos reais, o plano nacional recua de algo que o próprio governo lutou para conseguir: o acordo do clima de Bali, fechado em 2007 - FSP, 27/9, Ciência, p.A29.


Plano para Clima é melhor que nada, avalia Pinguelli

Apresentado quinta-feira pelo governo federal, o Plano Nacional sobre Mudança Climática "pode ser aprimorado", na avaliação do físico Luiz Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.
Pinguelli afirmou, porém, considerar o plano "um avanço". "Antes, não tínhamos nada", declarou. O professor citou especificamente dois pontos - desmatamento e energia - que deveriam ser aprimorados - OESP, 27/9, Vida, p.A30.

28 de setembro de 2008

SABESP (SP) RECEBE PRÊMIO ANEFAC COMO MELHOR EMPRESA DE SANEAMENTO

Sabesp entre as finalistas do Prêmio Anefac

Na noite de entrega do troféu ANEFAC de transparência, nesta quinta-feira (25/9), no Buffet Rosa Rosarum em São Paulo, a Sabesp foi lembrada como a melhor empresa de saneamento do país e tanto o seu presidente, Gesner Oliveira, como a superintendente de contabilidade, Nara França, subiram ao palco para receber o troféu, ao lado de empresas como a Brasil Telecom, Cemig, CSN, Cesp, Embraer, Gerdau, Petrobras, Usiminas e Vale.
Além do presidente e de vários superintendentes da Diretoria Econômico-Financeira e de Relações com Investidores, o diretor Rui Affonso também esteve acompanhando a equipe da Sabesp.
O prêmio, promovido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças - Anefac, Auditoria e Contabilidade, pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - Fipecafi e Serasa (a maior empresa de avaliação de risco financeiro no Brasil) foi criado há 12 anos por sugestão do contabilista Álvaro Augusto Ricardino Filho para reconhecer o trabalho de empresas voltadas para a transparência em seus demonstrativos financeiros.

Concorreram ao prêmio empresas sediadas em todo território nacional, selecionadas nas áreas de comércio, indústria e serviço, exceto serviços financeiros. Para se tornarem aptas, elas teriam que, obrigatoriamente divulgar balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício, demonstrações das mutações dos patrimônio líquido, demonstração das origens e aplicações de recursos, notas explicativas, demonstrações comparativas, relatório da administração e parecer dos auditores independentes.
Este ano levou o primeiríssimo lugar a Gerdau S/A , com sede no Rio Grande do Sul, uma das maiores siderúrgicas brasileiras, hoje com subsidiárias em vários países da América do Sul, como Peru e Venezuela, no Caribe e várias plantas em território norte-americano. A mestre de cerimônias da noite foi a jornalista Fátima Turci, conhecida apresentadora da Rede Mulher de TV que, além de apresentar a grande vencedora entre as empresas de capital aberto, também anunciou a Energisa como a ganhadora na categoria capital fechado.

Segundo o presidente Gesner Oliveira “estar entre as dez finalistas, num processo rigoroso, onde fomos selecionados entre mais de 700 empresas por profissionais do mais alto gabarito, já representa uma enorme vitória. Isso apenas mostra que estamos no caminho certo. Vamos continuar priorizando a transparência, a boa governança, com total respeito aos nossos acionistas, ao público em geral, sempre na busca de soluções para o meio ambiente e para garantir a qualidade dos nossos serviços.” Fonte: Sabesp

BACIA DO RIO DOS SINOS (RS) TERÁ VERBA DE R$ 1.3 MILHÃO PARA SEU PLANO DE BACIAS

Bacia do Sinos: Má qualidade de vários trechos torna urgente a conclusão do Plano.
Recursos para o Plano de Bacia do Rio dos Sinos:
28/09/08 - Água Online
Esgoto e lixo são os vilões da má qualidade da Bacia. Será no dia 29 de setembro a assinatura do convênio que garante o repasse de R$ 350 mil para o início dos trabalhos de elaboração do Plano de Bacia do Rio dos Sinos.
O convênio será entre o Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), com a interveniência do Fundo de Investimentos em Recursos Hídricos, e o Consórcio Público de Saneamento Pró-Sinos.
Os recursos representam a contrapartida para uma verba de R$ 1,3 milhão do Ministério do Meio Ambiente. A execução dos trabalhos ficará a cargo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com apoio do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos).
O Plano de Bacia do Rio dos Sinos é o conjunto de ações a médio e longo prazos para se atingir a quantidade e qualidade das águas da região, de acordo com os usos que se pretende para o rio em cada trecho de seu leito. É um planejamento que estipula, por exemplo, se a comunidade pretende manter ou recuperar a qualidade em determinado trecho, para explorar turisticamente os balneários, ou ainda casos onde haja a preferência por garantir quantidade para agricultura, em detrimento da instalação de uma indústria.
Pode incluir também o levantamento das coordenadas geográficas de todos os banhados da região, repassando esses dados a todos os órgãos do Estado e municipais, para coibir qualquer empreendimento ou ação destrutiva dentro desses espaços.
O estudo leva em conta o Enquadramento das Águas, no caso do Sinos, concluído em 2001.
Trata-se de um mapeamento onde a qualidade em cada trecho de seus 190 quilômetros recebeu uma classificação de 1 a 4, indicativas desde um rio de águas límpidas até pontos altamente poluídos.
A primeira tarefa está sendo sistematizar informações coletadas a partir de projetos como o Monalisa (que mapeou impactos ambientais em mais de 2,3 mil quilômetros de córregos, arroios e rios da região) e o Peixe Dourado (que avaliou as condições do Rio dos Sinos a partir da cadeia alimentar do peixe que deu nome à iniciativa).
Também deverão ser consideradas as informações geradas por outras entidades, como os levantamentos de qualidade de água feitos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Paralelamente, deverão ocorrer estudos de campo para complementar informações.
Todas as etapas de preparação do Plano precisam ser divulgadas às categorias de usuários que compõem o Comitesinos (Abastecimento Público, Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos, Drenagem, Geração de Energia, Mineração, Lazer e Turismo, Produção Rural, Indústria, Legislativo Estadual Municipal, Associações Comunitárias e Instituições de Ensino, Pesquisa).
As informações irão para os representantes de cada uma delas e estes precisam repassá-las a seus representados. A estimativa é de que pelo menos 10 mil pessoas sejam envolvidas diretamente do processo e cada categoria precisará se manifestar pelo menos três vezes até se chegar ao Plano de Bacia. Fonte: Cecy Oliveira - Aguaonline

27 de setembro de 2008

V SOS GRITO DAS ÁGUAS DO RIO SARAPÓ - Riachão das Neves - (BA)

APRONATAS ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO DA NATUREZA TAPUIA SARAPÓ

A APRONATAS – Associação de Proteção da Natureza Tapuia –Sarapó é uma sociedade civil sem fins lucrativos com personalidade jurídica, constituída por prazo indeterminado, com sede e foro no município de Riachão das Neves, Estado da Bahia, tendo como área de abrangência o Oeste Baiano, regendo-se pela legislação em vigor e pelas normas de seu Estatuto.

OBJETIVOS
A APRONATAS – Associação de Proteção da Natureza Tapuia-Sarapó é uma ONG que tem por objetivo:
- A defesa do meio ambiente, lutando pela melhoria da qualidade de vida da pessoa humana através do uso auto-sustentável dos recursos naturais, de modo a obter o máximo benefício para as futuras gerações;
- Promover projetos e ações que visem a preservação e sobretudo a recuperação das áreas degradadas das matas ciliares, dos rios e seus afluentes, suas respectivas cachoeiras e nascentes, bem como a fauna e a flora do município de Riachão das Neves e de toda Região Oeste da Bahia;
- Promover projetos e ações que visem a preservação e proteção de identidade física e cultural dos agrupamentos humanos existentes na Região;
- Promover a preservação do patrimônio histórico-cultural na área de sua atuação;
- Acompanhar a realização de estudos de impacto ambiental decorrente das atividades industriais, uso de agrotóxicos e hidroenergéticos nas margens dos rios e seus afluentes;
- Conscientizar a opinião pública sobre a a importância dos cursos d'água, flora e fauna através da educação ambiental e demais instrumentos.

Lindas gatinhas contribuíram com uma espetacular dança para alegria de todas as pessoas que tiveram a oportunidade de verem. Foi espetacular.


- Promover o intercâmbio com entidades ambientalistas e científicas, nacionais e internacionais, bem como o desenvolvimento de iniciativas congêneres;
- Celebrar convênios com entidades públicas ou privadas de nível nacional e internacional;


Para a realização dos seus objetivo, a Associação poderá filiar-se a outras entidades congêneres sem perder sua individualidade e poder de decisão;
APRONATAS não se envolve nas questões religiosas, partidárias ou em quaisquer outras que não se coadunem com seus objetivos institucionais.

VESTÍGIOS PRÉ-HISTÓRICOS EM RIACHÃO DAS NEVES
Existem lugares onde se conservam as marcas do homem que viveu há mais de 10 ou 12 mil anos atrás e onde se pode ver muito da sua vida e evolução. Todo o Oeste baiano possui esses sítios arqueológicos, mas o município de Riachão das Neves apresenta lugares em que a pré-história, está documentada com absoluta nitidez, podendo tornar-se um centro para o estudo da pré-história, evidenciando como o homem evoluiu.

Pintura pré-histórica feita pelo o homem há mais de 12 mil anos. Veja mais

Veja fotos de atividades da ONG Apronata - Click Aqui

UMA PUBLICIDADE INTELIGENTE SOBRE ÁGUA MINERAL

Muito bem bolada e inteligente a publicidade da "PROPEL FITNESS WATER" para divulgar sua "água mineral"...

video




"ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!"
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL

SEMANA DA ÁRVORE 2008 - Encerrando com poesia

Boa tarde, Professor Jarmuth !
vi no Blog http://sosriosdobrasil.blogspot.com/
sobre a comemoração do Dia da Árvore,
então envio estes dois poemas, que poderiam contribuir, caso seja oportuno.
abraços de vida plena,

Clarice Villac (Campinas).


Ipê-Roxo, meu amigo

José Mattos - Santa Rita do Pardo, MS



Apeei do meu cavalo
Sob o ipê-roxo copado
Enquanto o Zaino pastava,
Eu fiquei acocorado
Imaginando o que sente
Um ipê abandonado
À sua volta é ermo
Desprovido de vizinhos
Somente terra e areia
Que açoitados pelo vento
Sufocam o ipê de poeira

Suas raízes grandes e retorcidas
Que brotam aqui e acolá
Esfoladas pelos cascos
Renitentes da vacada
Reina só o ipê-roxo
Distante de amigos e parentes
Que em seu tronco ferido
Chora resinas de dor
Levantei-me pra me ir
Quando ouvi um suspirar
De tristeza e comoção,

Sem jeito, escabreado
Enlacei o pobre moço
Dei-lhe um abraço apertado

O pobre se agitou
Por certo emocionado
Deu-me um banho de flor roxa
Que me deixou abobado
Bem, já lá vinha a noitinha
Assoviei pro meu Zaino
De um sarto sentei na sela
Dei tchau pro meu novo amigo
Que me retribuiu num muxoxo

– Tchau meu amigo, Ipê-Roxo!


Sucupira branca (Pterodon emarginatus)
Réquiem Por Uma Jovem Amiga

Rômulo Pinto Andrade – Brasília, DF

"o brasileiro é antes de tudo um forte fazedor de deserto"
Bernardo Élis

Tantas vezes ao passar
pude sentir a graça
de tua insinuante beleza
coberta de flores rosadas.

Quando nas ásperas tardes
de um prolongado estio
eras sombra acolhedora
para alivio dos viventes

E lágrimas misteriosas
choravas serenamente
no silêncio deste vale,
tuas sementes curativas
espalhavas generosa
pelo vento.

Hoje lanço meu lamento
por estares assim inerte
à beira de uma estrada
desolada e poeirenta
do assentamento urbano.

O golpe do machado
do homem sem raiz
estúpido
inconseqüente
atingiu o fluxo
o cerne de teu tronco
e a alegria, a vida plena
que semeavas estancou-se,
minha linda sucupira.

Quando é que nossa gente
que depende tanto das árvores
terá olhos pra esta nobreza
e defenderá a vida e o encanto
que esses seres milenares propagam?

Uma observação:
não é figura de linguagem de poeta enternecido...
a sucupira tem essa característica rara de que caem gotas d'água de suas flores em plena seca... eu não acreditei até que um dia fui pintar em sua sombra e pude confirmar que ela chora, deveras.

ROMARIA DAS ÁGUAS NO RIO DOS SINOS (RS)

Corpo de Bombeiros marcou a chegada da Romaria das Águas a Sapucaia do Sul, nesta quinta-feira. A recepção ocorreu à tarde, no Pesqueiro, bairro Colonial, depois da turma do remo ter feito em 1 hora e 40 minutos o trajeto desde São Leopoldo. A solenidade teve a presença de estudantes, professores, autoridades, imprensa e contou ainda com a participação do irmão marista Antônio Cechin, idealizador da Romaria.
Cechin fez a bênção aos participantes utilizando água das nascentes do Sinos e doou à região uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. A santa agora acompanhará as águas nas próximas etapas da Romaria, em Esteio e Canoas, e na chegada a Porto Alegre, no dia 12 de Outubro.


Peregrinação com água das nascentes chega a Sapucaia

Por Comite Rio dos Sinos
26 de Setembro de 2008

Apoiadores desta atividade: REFAP S/A, Ministério do Meio Ambiente e prefeituras

Romaria cumpre a etapa
sapucaiense das águas

“Não deixem morrer meu rio, me ajudem por favor...” A intérprete Daniela Correa, de 8 anos, deu voz de menina à música Súplica do Rio, do compositor porto-alegrense Paulinho Pires, nesta quinta-feira (25 de setembro).
E foi um dos destaques da solenidade que marcou a chegada da Romaria das Águas a Sapucaia do Sul, no Pesqueiro (Rua Cordão s/nº, Bairro Colonial).
A movimentação começou pouco depois das 15 horas, com a chegada da procissão fluvial de remadores, que trouxe de São Leopoldo a garrafa com as águas das nascentes do Rio dos Sinos. Caiaques, canoas e uma lancha do Corpo de Bombeiros percorreram em 1 hora e 40 minutos o trajeto desde a Ponte 25 de Julho, em São Leopoldo.

A cerimônia contou com a presença de estudantes e professores das escolas Hugo Gerdau, Primo Vacchi, Otaviano e Olaria Daudt, além de ambientalistas e autoridades municipais de Sapucaia e São Leopoldo. A programação teve ainda a presença do irmão marista Antônio Cechin, idealizador da Romaria, que abençoou os participantes aspergindo parte da água das nascentes. “O primeiro dilúvio da história foi de água. O segundo, será de plástico”, comentou Cechin, fazendo um paralelo entre a história bíblica de Noé e a arca com a poluição jogada nas águas hoje em dia.

O irmão marista também doou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida à Bacia do Sinos. Imagem que, a partir de agora, deverá acompanhar a água das nascentes na Romaria, que termina dia 12 de outubro, em Porto Alegre. As próximas etapas da peregrinação, antes de chegar à capital gaúcha, ocorrerão em Esteio (29 de setembro) e Canoas (2 de outubro).

Na Bacia do Rio dos Sinos, a Romaria tem como tema A Mata Ciliar e a Biodiversidade. Depois da solenidade de acolhida no Pesqueiro, a água das nascentes e a imagem doada pelo irmão Cechin foram levadas em procissão por terra até a Escola Estadual de Ensino Fundamental Olaria Daudt.

A programação da Romaria das águas no município prevê atividades na escola até o início da tarde de sexta-feira, quando a água abençoada das nascentes segue para a associação rural de Sapucaia do Sul. Já no sábado pela manhã, a movimentação será no calçadão da cidade, com exposição de trabalhos escolares e apresentações artísticas sobre a importância das águas. Às 11 horas, a água e a imagem da santa seguem para a Igreja Nossa Senhora da Conceição, onde será tema da missa das 18h30. Às 20 horas, a peregrinação segue para o bairro Piratini, para a abertura da missa na Igreja São Miguel (próxima ao Corpo de Bombeiros).

No domingo, a água e a imagem de Nossa Senhora estarão na missa da Igreja Sagrado Coração de Jesus, no bairro Cohab. Na segunda-feira, a Romaria terá atividades pela manhã na Escola Estadual Vila Prado. Às 13h30, os estudantes levam a água das nascentes de volta ao Pesqueiro, onde a romaria das águas parte para a etapa de Esteio.

Na Bacia do Sinos, a coordenação está a cargo do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá) e do Comitesinos. São parceiros da iniciativa a Associação Trescoroense de Canoagem (Asteca), Movimento Roessler para Defesa Ambiental, UPAN, Projeto Mira Serra e as escolas-pólo de municípios parceiros do Projeto Dourado. Fonte: Comitesinos



Acompanhe a Romaria das Águas no Rio dos Sinos - click aqui

26 de setembro de 2008

JUSTIÇA FEDERAL E A PESCA DO TUCUNARÉ NO RIO UNINI

Pesca Esportiva do Tucanaré no Rio Unini (tucunaré paca de 7 Kg) - foto Hans
Agências são acusadas de subornar famílias para pescar tucunarés

A temporada de pesca esportiva e comercial foi suspensa pela Justiça Federal em três UCs nas cidades de Barcelos e Novo Airão (AM).

Investigação do Ministério Público Federal apontou que ribeirinhos da região do rio Unini recebiam dinheiro de empresários norte-americanos e brasileiros para que não pescassem tucunarés.

Em troca, os tucunarés deveriam ser pescados apenas por pescadores esportivos, sobretudo estrangeiros.

Segundo a Procuradoria, os empresários pagavam "taxas de manutenção" aos ribeirinhos para impedir a entrada de outros operadores do setor da pesca esportiva no rio Unini.

Cada uma das 186 famílias das reservas extrativistas do rio Unini e sustentável do Amanã e Parque Nacional do Jaú recebia de R$ 145 a R$ 295 por ano -

Fonte: FSP, 26/9, Cotidiano, p.C9.

PLANO NACIONAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS DESAGRADA ONGs


Fórum de ONGs critica plano de mudanças climáticas que governo divulga nesta quinta-feira
ISA - Inst. Socioambiental - 25/09/08

Grupo de Trabalho (GT) de Clima do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimento Sociais (Fboms) publica nota sobre o conteúdo e o atraso na divulgação do plano de mudanças climáticas do governo brasileiro, a ser apresentado hoje (25/9). O GT considera o documento genérico e debatido de forma "caótica".

Para Rubens Born, do Instituto Vitae Civilis, que integra o Grupo de Trabalho de Clima do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (Fboms), o plano a ser divulgado nesta quinta-feira (25/9) pelo governo federal deveria representar a responsabilidade do país nas emissões mundiais de carbono e traçar métodos objetivos para acabar com o desmatamento. "O Brasil emite duas vezes mais que a Inglaterra e eu temo que o plano final não inclua metas de estabilização e redução de emissões de gases de efeito estufa.

As consultas setoriais com a sociedade ocorreram rapidamente, com pouco aviso prévio e de forma caótica como assumiu o próprio secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, na reunião com ONGs e movimentos sociais em 7 de agosto", explica. "Agora querem lançar o plano nessa correria para a reunião da COP-14 na Polônia. Isso pode prejudicar muito a qualidade do conteúdo do plano".
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas é vinculado à Casa Civil da Presidência da República.

Leia abaixo a carta do Fboms.

Nota do Grupo de Trabalho de Mudança do Clima (FBOMS) sobre o conteúdo e o atraso da divulgação do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas

CIM ou Não para o Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas?
O governo federal, mais uma vez, demonstra que não está preparado para lidar seriamente com os desafios brasileiros de um problema global: o aquecimento planetário e as mudanças climáticas. O próprio governo, por intermédio do ministro de Meio Ambiente Carlos Minc e do Comitê Interministerial de Mudança de Clima (CIM), chefiado pela Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff havia anunciado e reiterado que no dia 23 de setembro tornaria pública a primeira versão do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas.

Essa versão, segundo o governo, ficaria aberta para comentários através de consulta pública por 30 dias para, depois, ser lançado pelo presidente Lula em evento anterior à 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), em Poznan, Polônia.

Apesar de, nas negociações internacionais, o Brasil desempenhar um papel importante; no campo interno, o governo federal tem políticas setoriais e programas que aprofundam a crise ambiental e social, uma vez que dão prioridade ao crescimento econômico irresponsável; desconsiderando os impactos ecológicos e a necessidade da integridade de nossos ecossistemas para permitir um desenvolvimento sustentável e digno para todos e todas. Isso se traduz em agressiva dedicação a obras e iniciativas altamente questionáveis como as usinas hidrelétricas no Rio Madeira e outras, as usinas nucleares, a expansão da fronteira agrícola e pecuária, transposição de águas do rio São Francisco e outras iniciativas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Nos últimos anos, o governo federal ignorou a responsabilidade brasileira, diferenciada dos países industrializados e de outros países em desenvolvimento mais pobres, no tocante a compromissos apropriados referente a suas emissões de gases de efeito estufa.

É sabido que a maior parte das emissões brasileiras provém do desmatamento e de mudança do uso do solo, mas as tendências da evolução do setor energético apontam para aumento de emissões pelo uso de combustíveis fósseis (seja para termoelétricas ou transportes). A mera expansão do uso de etanol e de biocombustíveis não é resposta adequada e de longo prazo para uma política séria de transporte e mobilidade sustentável. Além disso, não é suficiente para responder aos desafios globais de mitigação de gases de efeito estufa e, portanto, não é a única contribuição que o Brasil, como quarto emissor global, pode oferecer.

Um plano sério em qualquer tema ou área deve ter objetivos e ações que possam ser mensuráveis, verificáveis e relatáveis. Isso se traduz em metas e compromissos para os diferentes setores da economia e da sociedade, bem como responsabilidades e atribuições para os diferentes níveis de governo.

O Brasil não pode, em função de sua responsabilidade comum e diferenciada, fugir do debate sobre a adoção de compromissos nacionais que sinalizem na direção da desaceleração do crescimento das emissões, estabilização e posterior redução, em prazos compatíveis com a necessidade mundial de conter o aquecimento global nos níveis indicados pelo IPCC. Isso significa que o país deve urgentemente ter um plano com ações e objetivos que permitam de hoje, e ao longo da próxima década, ampliar a sustentabilidade socioambiental do nosso desenvolvimento, por um lado, e contribuir efetivamente para os esforços mundiais de mitigação do aquecimento global, por outro.

O atraso na divulgação de um rascunho do Plano é sinal também da incapacidade do governo de conduzir um processo participativo e bastante abrangente para a pactuação de ações em mudança de clima. O CIM, criado pelo Decreto no. 6.263 de novembro de 2007, tinha inicialmente até 30 de abril de 2008 para apresentar uma versão preliminar do Plano, prevendo consultas públicas. Nem o prazo, nem o processo de consultas, foram levados a cabo pelo governo federal. Algumas consultas só foram realizadas por iniciativa do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), com apoio financeiro estrangeiro, e em parceria voluntária com entidades de diversos setores da sociedade, entre eles o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS).

Em 11 de setembro, na apresentação da síntese das consultas setoriais feitas pelo FBMC, percebeu-se que alguns setores privados e do governo se mostram resistentes à adoção de compromissos nacionais para limitação ou estabilização das emissões brasileiras, apesar desses setores muitas vezes declararem publicamente que são favoráveis a metas. Nas consultas, representantes governamentais afirmavam que o plano conteria somente ações de curto prazo já em curso e, portanto, não é surpresa, conforme noticiado pela mídia, que o resultado desse processo seja um simplório apanhado de várias ações esparsas e desconexas que o Governo pretende chamar de "Plano" ou talvez, queira fazer a sociedade acreditar que há "estratégia": Não há!
Temos um governo deslumbrado com o petróleo do pré-sal, com o crescimento econômico e insensível, imaturo, em face ao cataclisma climático que se anuncia. Quem se preocupa com o futuro do país deve organizar sua agenda para preparar-se, evitar, mitigar e - inclusive - aproveitar as oportunidades da nova realidade crítica que se agiganta. Fomos abençoados, "gigantes pela própria natureza", mas não podemos viver "deitados em berço esplêndido".

Nosso governo - deslumbrado com a expansão agrícola no Cerrado, com a produção de carne na Amazônia, com o crescimento das colunas de fumaça das fábricas, dos escapamentos dos automóveis e das motocicletas - ainda não consegue envidar esforços para gerar uma estratégia nacional para as mudanças climáticas. A competência para elaborar este Plano é do CIM, presidido pela Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff que, como divulgado pela mídia, pressiona o quanto pode (e não pode) por novas usinas hidrelétricas, novas usinas nucleares, por novos projetos concentradores de capital; porém não quer se empenhar com questões sócio-ambientais.

O ministro do Meio Ambiente, que coordena o Grupo Executivo do CIM, não consegue articular a elaboração do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas. E assim, nós do GT Clima/FBOMS nos manifestamos com veemência em repúdio à inépcia do CIM. Aqui estamos, e pressionamos, pois como sabemos todos: "O clima vai esquentar e é bom se planejar para o que virá!"

Grupo de Trabalho de Mudança do Clima - GT Clima/FBOMS
Contatos
Rubens Born - rborn@vitaecivilis.org.br - 11 8244.7918
Francisco Iglesias - xisblu@yahoo.com.br - 84 8865.8868
Coordenação GT Clima/FBOMS

Fonte: ISA, Instituto Socioambiental.

MINISTRO MINC ANUNCIA A CRIAÇÃO DO FUNDO CERRADO


Depois da Amazônia, Cerrado também terá fundo para práticas sustentáveis
Segundo maior bioma brasileiro, o Cerrado ocupa 2 milhões de km2, ou cerca de 24% do território nacional, onde estão presentes aproximadamente 5% da biodiversidade do planeta.

Por Aida Feitosa, do MMA- 26/09/2008

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou, nesta quinta-feira (25), em Goiânia, a criação do Fundo Cerrado para promoção de práticas sustentáveis no bioma. "A exemplo do que ocorre da Amazônia, com monitoramento constante teremos dados para fiscalização e pesquisa, o que vai permitir que as pessoas vivam com dignidade sem destruir a vegetação nativa.

"O anúncio foi feito na Universidade Federal de Goiás, durante lançamento de ações para estimular a conservação e o uso sustentável do bioma. Dentre as ações estão a assinatura de protocolo de intenções para fortalecimento do sistema de monitoramento do desmatamento do Cerrado desenvolvido pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás LAPIG/UFG, com o apoio das organizações não-governamentais Conservação Internacional (CI-Brasil) e The Nature Conservancy (TNC-Brasil).

O sistema detectou o desmatamento de cerca de 18.900 km2 de mata nativa, no período de 2003 a 2007, o que equivale a 1.900.000 campos de futebol. O ministro também lembrou que das 416 espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, 131 são do Cerrado. Para reverter esse quadro, Carlos Minc anunciou, além do Fundo Cerrado, a destinação de R$ 4,6 milhões para a gestão do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e a determinação de preços mínimos para o pequi e o babaçu que são produtos do extrativismo do Cerrado.

Seguindo agenda em Goiânia, o ministro Carlos Minc assinou com o prefeito da cidade Íris Rezende três termos de cooperação técnica para favorecer o programa da coleta seletiva, as ações de licenciamento ambiental e a implementação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) municipal. Goiânia é o primeiro município brasileiro a elaborar este instrumento de ordenamento e regularização territorial. O prefeito Íris Rezende lembrou ainda que Goiânia é a cidade brasileira com maior área verde por habitante do País e a segunda do mundo.

O ministro do Meio Ambiente destacou os esforços ambientais de Goiânia na preservação do Cerrado e ressaltou que o Brasil tem um compromisso internacional de preservar 10% de cada bioma em unidades de conservação municipais, estaduais ou federais. "Hoje, o Cerrado tem 6,6% de sua área preservada, temos que unir esforços para cumprir o objetivo dos 10%."

Finalizando sua estada na capital goiana, Carlos Minc assinou acordo de cooperação técnica com o governador do estado de Goiás Alcides Rodrigues para a elaboração do Zoneamento Ecológico- Econômico (ZEE) do estado. O ministro também testemunhou a ordem de serviço do governador para que seja destinado R$ 1 milhão para pesquisas que vão subsidiar as conclusões do zoneamento.
Segundo maior bioma brasileiro, o Cerrado ocupa 2 milhões de km2, ou cerca de 24% do território nacional, onde estão presentes aproximadamente 5% da biodiversidade do planeta. Apesar disso, o Cerrado tem sido definido, de maneira equivocada, como um bioma biologicamente pobre e sofre uma agressão humana sem precedentes.

(Envolverde/MMA)

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

EXPEDIÇÃO RÁDIO ELDORADO NO RIO TIETÊ - 2008

Eclusa de Barra Bonita, onde o rio Tietê limpo convida à pesca
EXPEDIÇÃO RÁDIO ELDORADO NO RIO TIETÊ - 2008 - Cidade de Barra Bonita e também o extremo Oeste de SP

EXPEDIÇÃO SÉCULO XXI - RÁDIO ELDORADO NO RIO TIETÊ - 2008 - Cidade de Barra Bonita - SP
Com o objetivo de traçar um comparativo com 18 anos atrás e conhecer as expectativas para o rio neste século o repórter Flávio Perez, da Radio Eldorado, está percorrendo os 1.140 quilômetros do Tietê, que tem mais de 60 cidades nas suas margens
A reportagem fará todo o trajeto em sete dias, de carro e bicicleta saindo da nascente até a foz.

Nas emissoras AM e FM, a programação terá informações diretamente do Tiete. O wiki site http://www.riotiete.com.br/ e http://territorioeldorado.limao.com.br/ será atualizado com fotos de cada trecho do rio. Em foco, o Tietê, de sua nascente até sua foz, mostrando as perspectivas econômicas e culturais, o que mudou nesta virada de século e o passado resguardado...

Em Barra Bonita, onde já se pode pescar abundantemente em águas limpas, o turismo é bem explorado no Rio Tietê e um passeio em belas barcaças que sobem o rio através das eclusas é imperdível.

Ouça os diversos boletins diários transmitidos pelo repórter Flávio Perez, clicando aqui
Veja o Boletim de hoje, 26/09/2008 e outros - Click aqui

INTERNET AJUDANDO OS PESCADORES DO RIO DE JANEIRO

Fonte: Agência Brasil

MACAPÁ (AP) SOFRE COM FALTA DE ÁGUA E TRATAMENTO DE ESGOTOS

Macapá (capital do Amapá) - Parque do Verde
Às margens do Amazonas, mas sem água potável, Macapá desafia candidatos

Karina Cardoso - 26/09
Enviada Especial - Agência Brasil

Macapá (AP) - Banhada pelo Amazonas, o rio com maior volume de água do mundo, Macapá não aproveita esse potencial. Quatro de cada dez pessoas não têm acesso à água potável, segundo a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). O problema é ainda mais grave em relação ao saneamento básico. Apenas quatro de cada cem pessoas têm acesso à rede de esgoto na capital do Amapá.

Na cidade, muitos bairros surgiram por meio de ocupações. Parte deles estão localizados ao longo do Rio Amazonas. Em algumas áreas periféricas, é possível ver grande quantidade de palafitas, casas improvisadas em cima dos mananciais. O pesquisador e professor universitário em Direito Tributário e Ambiental, Paulo Mendes, lembrou que essa condição causa danos ao meio ambiente.
"É prejudicial ambientalmente, pois são áreas que foram aterradas para a ocupação humana. Não há esgoto, não há tratamento sanitário. São áreas em que o poder público não aparece, ou aparece muito pouco. E a população, sem informação e sem o apoio do Estado, acaba praticando ações que vão danificar o meio ambiente", disse o professor.

Para o taxista Paulo Ronaldo Amorim, que nasceu em Macapá há 33 anos, o problema da cidade está na falta de infra-estrutura. "Não temos uma infra-estrutura para suportar toda essa população que está vindo de fora. As pessoas estão construindo suas casas dentro dos mananciais, nos lagos. E infelizmente as autoridades competentes nada têm feitos para melhorar significativamente essa infra-estrutura."
Como ocorre na maioria das cidades brasileiras, a população de Macapá reclama da deficiência na área da saúde. Na capital amapaense, apenas um pronto-socorro funciona 24 horas para atender a população de 344 mil pessoas. Os postos de saúde localizados em grande parte dos bairros nem sempre estão em funcionamento.

Enquanto aguarda o atendimento médico, Valdilene Albuquerque da Silva, grávida de cinco meses, reclamou da saúde pública. "É um posto pra sete ou oito bairros. Se a gente precisar de um socorro rápido a gente tem que ir para o único pronto-socorro daqui. São pucos profissionais, como é que vão dar conta? A nossa saúde é a coisa melhor que a gente tem. Quem tem saúde corre atrás do resto", disse.

Os sete candidatos à prefeitura de Macapá prometem investimentos na saúde, com a criação de hospitais e contratação de novos médicos. Melhorias na educação também fazem parte das principais propostas dos políticos.
De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os candidatros registrados são Roberto Góes (PDT), Camilo Capiberibe (PSB), Fátima Lúcia Pelaes (PMDB, Joiville Dantas Frota (PSTU), Luiz (Lucas) Cantuária Barreto (PTB), Maria Dalva (Professora Dalva) de Souza Figueiredo (PT) e Moises Reategui de Souza (PSC).
Para o primeiro secretário do Conselho das Comunidades Afrodescendentes, Adenor Souza, o futuro prefeito precisa dar mais atenção às políticas públicas voltadas para as populações quilombolas e indígenas, que vivem nas zonas rural e urbana de Macapá.

"Essas políticas públicas nunca chegam às nossas comunidades. Nós vemos aqui que não só as nossas comunidades quilombolas, mas também aos nossos irmãos índios são ignorados. A gente vê muita propaganda, mas não vê nada acontecer", disse Souza.
O clima das eleições no município é de tranqüilidade. No próximo dia 5 de outubro, mais de 219 mil pessoas vão votar em 115 diferentes locais na capital amapaense. Fonte: Agência Brasil

SEMANA DA ÁRVORE 2008 - Comemorada na Escola Classe da 304 Norte - Brasília

As fotos de Brasília mostram muitos gramados e poucas árvores...

Plantio de Baru em comemoração ao dia da Árvore

26/9/2008
Caros pais, alunos e amigos da EC304N,
na segunda-feira 22/09/08 foi plantado coletivamente por 290 alunos, 20 servidores, professores e assistentes e 108 pais, amigos e alunos do jardim uma muda de baru, uma árvore do cerrado, muito útil, que não perde as folhas e produz uma castanha muito nutritiva.
Vejam anexada a notícia publicada no site do IBRAM, Instituto Brasília Ambiental, cujo Presidente, Prof. Gustavo Souto Maior, veio participar do plantio.
Fizemos no mutirão de sábado mais duas covas onde devem ser plantadas 2 mudas, umas de ipê amarelo e outra de ipê rosa. o local escolhido com a Novacap foi a entrada da quadra, em um canteiro logo após a banca de jornal.
Abraços, Eric Fischer
Fonte:http://www.ibram.df.gov.br/

Escola Classe da 304 Norte comemora Dia da Árvore
23/09/2008
Durante todo o dia de ontem (22), a Escola Classe da 304 Norte comemorou o Dia da Árvore, celebrado no domingo passado (21), e envolveu alunos, seus pais, professores e como convidado especial, o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gustavo Souto Maior, que participou do plantio de uma espécie nativa do Cerrado, o Baru, cujo fruto, uma castanha, é muito utilizada na culinária da região.

O presidente do IBRAM conheceu os projetos de educação ambiental desenvolvidos pela direção da escola, em parceria com a Associação de Pais e Mestres e com a participação dos alunos, estudantes da 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Um desses projetos incentiva a separação do lixo doméstico e consiste nos alunos trazerem de casa materiais reaproveitáveis descartados no lixo, como garrafas de pet e outras embalagens já lavadas e prontas para serem recicladas em processos industriais. O ano passado, a escola recolheu duas toneladas de lixo e apurou R$ 250,00 para a associação.
"É pouco, mas representa um processo da educação ambiental entre os pais e alunos, ensina a responsabilidade social, gera um bom clima entre a escola e as famílias dos alunos e mostra que atitudes podem contribuir para a melhoria da sociedade", disse o pai de um aluno da escola, Eric Fisher.

Entusiasmado, Fisher explicou ainda que a escola está empenhada em colocar em prática os "quatro R" - repensar, reduzir, recuperar e reciclar - necessários para a mudança de hábitos. Recentemente, criou-se mais um "R" para evitar o consumo de coisas inúteis e desnecessárias, que é o Recusar. Ele contou que a Escola trabalha assim há alguns anos e que acredita que a união de todos em torno de boas idéias é que vai permitir a conservação do planeta.

A Escola Classe da 304 Norte tem uma horta que funciona com um mutirão de pais, alunos e professores, cuja colheita - salsa, cebolinha, cenoura, alface, etc – vai para a merenda das crianças. Além disso, também fazem a compostagem com restos de alimentos orgânicos.
O presidente do IBRAM elogiou a iniciativa da Escola que conseguiu mobilizar os pais e professores na criação de uma nova mentalidade:
"A Escola está de parabéns pela iniciativa, pois no futuro estas crianças estarão preparadas para entender e se empenhar por atitudes e projetos que possibilitem uma sociedade mais justa e sócio-ambiental correta. E é uma iniciativa que deve ser seguida por todas as escolas, públicas e privadas", disse Souto Maior.
Fonte: Eric Fischer Rempe./Portal Ambiente Brasil

25 de setembro de 2008

INPE DISPONIBILIZA IMAGENS EM ALTA RESOLUÇÃO




Brasil em alta resolução
20/8/2008
Agência FAPESP – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) disponibilizou na internet uma galeria de imagens em alta resolução do programa CBERS (Satélite Sino-brasileiro de Recursos Terrestres).
O trabalho de geração e tratamento das imagens da galeria foi realizado pela Divisão de Geração de Imagens, da Coordenação Geral de Observação da Terra do Inpe.
Os arquivos podem ser utilizados gratuitamente, com menção de crédito para o instituto.
A galeria inclui imagens de todas as capitais brasileiras e de algumas áreas de países da América do Sul.
Também estão disponíveis no site as primeiras imagens produzidas pela HRC – Câmera Pancromática de Alta Resolução, instalada em caráter experimental no CBERS-2B (lançado em setembro de 2007).
A HRC produz imagens de uma faixa de 27 quilômetros de largura com resolução espacial de 2,7 metros, em uma região espectral pancromática única.

Desde 2004 está disponível o banco de imagens dos satélites Landsat-1, Landsat-2, Landsat-3, Landsat-5, Landsat-7, CBERS-2 e CBERS-2B. Mas, para visualizar as imagens desse catálogo em resolução plena, é necessário conhecimento e ferramentas de processamento de imagem. Esses arquivos são, portanto, voltados para uso profissional ou acadêmico.

A nova galeria, no entanto, é voltada para meios de comunicação, professores e estudantes de ensino fundamental e médio e as imagens podem ser salvas e utilizadas imediatamente.
Mais informações: www3.dgi.inpe.br/pesquisa2007/galeria/linux_E_galeria/galeriaCD.html

US$ 1 MILHÃO PARA PROJETOS ECOSSOCIAS NO CERRADO

Localizado na porção leste do estado do Tocantins, com porções no oeste do Piauí e do Maranhão, a região do Jalapão compreende aproximadamente 53.340 km2 de uma área de Cerrado bastante preservada.

US$ 1 milhão para projetos sustentáveis no Cerrado
5/9/2008 - Agência FAPESP

O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-Ecos) destinará cerca de US$ 1 milhão para projetos de uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de comunidades tradicionais no Cerrado.
Os recursos serão doados a organizações civis sem fins lucrativos, escolhidas por meio do edital divulgado esta semana pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). O prazo final para o envio das propostas é o dia 13 de outubro.

Cada entidade poderá concorrer a projetos de até US$ 35 mil para iniciativas inéditas. Serão contemplados projetos no bioma Cerrado e nas áreas de transição para Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
As organizações que já possuem experiência ou projetos com resultados e impactos positivos comprovados e que possam ampliar a escala de sua atuação poderão pleitear até US$ 50 mil. A escolha dos projetos se dará por meio de um comitê gestor nacional com representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e universidades.

O PPP-Ecos existe no Brasil há 14 anos e é executado por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Tem recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial das Nações Unidas e apoio da Comissão Européia.

Em 2007, o PPP-Ecos entrou em uma nova fase de execução, na qual os recursos destinados aos projetos foram submetidos à aprovação do governo brasileiro e ao secretariado do Fundo para o Meio Ambiente Mundial.
Mais informações: www.ispn.org.br/roteiro2008-2009.doc

O SEU CANDIDATO É COMPROMISSADO COM A PRESERVAÇÃO DE NOSSAS ÁGUAS?

Dia 05 de outubro vamos escolher os prefeitos e vereadores de nossas cidades
Candidatos à prefeitura de São Paulo assinam plataforma para os mananciais

24/09/2008 - ISA

Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Ivan Valente, Marta Suplicy, Renato Reichmann e Sonia Francine assinaram nos últimos dias o documento lançado pelo ISA, assumindo compromissos para garantir a preservação das fontes de água da cidade caso sejam eleitos.

A plataforma foi construída a partir de diferentes processos de consulta e proposição de ações realizadas nos últimos anos nas áreas de mananciais da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), entre eles o Seminário Billings 2002, o Seminário Guarapiranga 2006, discussões realizadas junto às instituições da sociedade civil promotoras das três edições do Abraço Guarapiranga, debates no âmbito do Fórum em Defesa da Vida e Contra Violência do Jardim Ângela e propostas realizadas no GT de Meio Ambiente do Movimento Nossa São Paulo.

Entre as propostas está a garantia de coleta e tratamento de esgoto para 100% da população que mora nos mananciais, a garantia de condições adequadas de moradia para a população e o fim do crescimento da cidade sobre as áreas de mananciais. Saiba mais sobre a plataforma.

A coleta de assinatura foi feita por meio de contato com as coordenações de campanha de cada um dos candidatos. Alguns postulantes, mais sensíveis à causa, receberam pessoalmente a equipe do Programa Mananciais do Instituto Socioambiental (ISA) e manifestaram seu apoio às propostas apresentadas para preservar e recuperar as fontes de água de São Paulo.

Para o segundo turno das eleições o ISA está preparando um documento que garanta o compromisso firmado no primeiro turno e que, a partir de 2009, ajude a sociedade civil a fiscalizar o prefeito ou prefeita eleito no cumprimento das metas assumidas.
Veja abaixo a tabela com os candidatos, partidos e coligações que assinaram a plataforma:

Ivan Valente
PSOL
05.09.2008
Alternativa de Esquerda

Geraldo Alckmin
PSDB
12.09.2008
São Paulo na Melhor Direção

Renato Reichmann
PMN
12.09.2008
Não tem coligação

Sonia Francine
PPS
12.09.2008
Não tem coligação

Gilberto Kassab
DEM
22.09.2008
São Paulo no Rumo Certo

Marta Suplicy
PT
22.09.2008
Uma Nova Atitude para São Paulo

Fonte: ISA, Instituto Socioambiental.

EXPEDIÇÃO RÁDIO ELDORADO NO RIO TIETÊ - 2008 - Cidade de Araçatuba - SP

Entardecer no Rio Tietê em Araçatuba - foto Vera Garcia EXPEDIÇÃO SÉCULO XXI - RÁDIO ELDORADO NO RIO TIETÊ - 2008 - Cidade de Araçatuba- SP

Hoje, quinta-feira, dia 25/09, em Araçatuba, a "Capital do Boi Gordo", o repórter Flavio Perez, da Eldorado, que está refazendo a expedição, e percorrerá mais de mil quilômetros da extensão do Rio Tietê, com boletins ao vivo sobre a vida às suas margens.O objetivo é traçar um comparativo com 18 anos atrás e conhecer as expectativas para o rio neste século.

A reportagem fará todo o trajeto em sete dias, de carro e bicicleta saindo da nascente até a foz. Serão percorridos os 1.140 quilômetros do Tietê, que tem mais de 60 cidades nas suas margens.
Nas emissoras AM e FM, a programação terá informações diretamente do Tiete. O wiki site http://www.riotiete.com.br/ e http://territorioeldorado.limao.com.br/ será atualizado com fotos de cada trecho do rio. Em foco, o Tietê, de sua nascente até sua foz, mostrando as perspectivas econômicas e culturais, o que mudou nesta virada de século e o passado resguardado...

Rio Tietê garante o sustento de muitas famílias em Araçatuba
Prosseguindo na Expedição, Flávio Perez fala da criação de tilápias em Araçatuba e entrevista moradores da cidade, onde muita gente vive da pesca no Rio Tietê.

Veja o Boletim de hoje, 25/09/2008 - Click aqui

SEMANA DA ÁRVORE 2008 - A importância da mata ciliar

Rio com assoreamento causado pela destruição da mata ciliar A importância da mata ciliar de nossos rios

Tribuna Popular - Jardins - MS

A mata ciliar é uma das formações vegetais mais importantes para a preservação da vida e da natureza, é também a formação vegetal que cresce as margens dos cursos d’agua.

Assim como os cílios protegem os olhos, a mata ciliar serve de proteção aos cursos d’agua. A mata ciliar forma uma grande comunidade de plantas, animais e outros organismos vivos que se interagem com outros componentes vivos. A mata ciliar é parte fundamental do perfeito e completo ecossistema natural.A formação da mata ciliar é favorecida pelas excelentes condições dos terrenos próximos dos rios.

Os rios fornecem a água e os nutrientes, que são levados através deles, se depositam em suas margens e ajudam as plantas no crescimento. Mais importante que os rios para a sobrevivência dessa vegetação. É a mata ciliar para a conservação dos rios e dos animais. A mata ciliar funciona como um obstáculo contra o assoreamento dos rios, ou seja, segura a terra e outros sedimentos das margens para que ela não caia dentro deles. Essa terra poderia matar as espécies que vivem no fundo dos cursos d’água ou torná-los barrentos, dificultando e entrada da luz solar, necessárias aos organismos que servem de alimentos aos peixes.

Quando chove, a mata ciliar também impede que uma quantidade muito grande de água caia de uma vez só no rio, e assim evita as enchentes. A água das chuvas também pode trazer diversas substâncias estranhas, como excesso de adubos, sedimentos e outros produtos químicos aplicados nas áreas de cultivo esta vegetação também retém uma parte destas substâncias, evitando a contaminação dos nossos rios.

A vegetação que se forma às margens dos rios também serve de abrigo aos animais, que podem se reproduzir ali e também se alimentar dessas plantas. Esses animais também podem utilizar a mata ciliar como um corredor entre florestas distantes entre si, sem precisar cruzar campos cultivados e, com isso, arriscar a vida por atropelamentos e caçadores inescrupulosos.

Os peixes também acabam se servindo das árvores, que fornecem alimento e cria na região do rio um clima onde são menores as variações de temperatura.Apesar de extrema importância e necessária, a mata ciliar vem desaparecendo muito rapidamente ao longo dos anos. A ocupação das várzeas por plantações e pastagens, o despejo de enormes quantidades de lixo e esgotos nos rios, a falta de planos para a utilização racional e adequada das florestas, além de agravarem o problema das enchentes, reduz a produtividade agrícola e provocam o acúmulo de material nas barragens e nos fundos dos rios.

Ao longo dos anos estamos percebendo e acompanhando a redução significativa dos espelhos d’agua dos rios Santo Antonio, dos Velhos e principalmente o Rio Miranda.Em nossa região território de Mato Grosso do Sul já se percebem uma redução no número de peixes nos rios, as dificuldades na concentração de cardumes, devido ao assoreamento. Com a diminuição da profundidade dos rios, os peixes passam a ter dificuldades de encontrar alimento, afetando também a desova completa nos períodos de Piracema, visto que é principalmente no fundo dos rios onde vivem os organismos que os peixes consomem.

O assoreamento também provoca a morte de bactérias e algas que necessitam de oxigênio e faz proliferar outros organismos que liberam substâncias tóxicas na água.O acúmulo de sedimentos no fundo também torna complicada a navegação, já que os barcos necessitam de uma profundidade mínima para não encalhar.

Tivemos a oportunidade de trabalhar neste importante rio Miranda na década de 90, navegávamos com grandes e potentes motores de popa, hoje as nossas equipes de trabalho ambiental realizam os trabalhos de fiscalização fluvial e se quer na grande maioria dos trechos pode-se utilizar motores e sim os remos e muitas vezes temos que arrastar as embarcações em função da grande escala dos assoreamentos, cuja calha não é muito profunda, a situação começa a se tornar crítica.

Durante muito tempo, aceitou-se as conseqüências da destruição das matas ciliares, porque se acreditava que esses prejuízos eram menores que os benefícios trazidos pelo progresso. Só quando se percebeu os enormes prejuízos econômicos causados por essa destruição, a sociedade passou a prestar mais atenção e até a exigir maiores cuidados com a natureza.Hoje, o Código Florestal, uma lei federal, exige a preservação da mata ciliar.

Nos locais onde ela já não existe mais, é necessário que se faça os isolamentos e a introdução de espécies vegetais daquela região ou de outra espécie adequada àquele ambiente. Ao contrário do que pensam muitos proprietários rurais circunvizinhos aos cursos d’agua, a recomposição da mata ciliar não é perda de dinheiro. Pelo contrário, é um investimento para a preservação do recurso hídrico que passa por suas terras e alimenta a sede do rebanho. (Fonte: Tribuna Popular)

Como Plantar e Preservar a Mata Ciliar - Saiba Mais -