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31 de julho de 2009

CHARGES HÍDRICAS DE IVAN CABRAL

Fazer charges é um exercício diário que exige soluções novas para questões antigas. Chuvas, violência, eleições, Natal, Ano Novo, Carnal, São João, tudo isso é cíclico e tem que ser retratado em uma charge, de preferência engraçada. E não é tão fácil fazer uma charge diária sobre um tema repetido como no caso do período de chuvas. Entretanto, isso tudo é muito bom (apesar da tensãozinha que dá) pois nos obriga a sermos criativos e evitarmos a repetição. Há sempre pairando sobre nossas mentes aquela pergunta: será que alguém já teve esta idéia? Será que eu mesmo já fiz esse desenho? Essa charge provocou isso em mim?

Será que vocês já viram esta idéia em algum lugar?

Charges de Ivan Cabral



A idéia é simples: canaliza-se o esgoto e joga-se no fundo do mar. Como 3/4 do planeta é composto de água, tudo fica diluído e ninguém sente nem o gosto nem o cheiro. Agora, vai explicar isso pros peixes...


Publicações autorizadas pelo autor Ivan Cabral - Natal - RN

Veja mais charges (ótimas, por sinal) do IVAN CABRAL, sobre política e outros assuntos, além dos problemas das águas no seu Blog :

http://ivancabral.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

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LANÇADA A CARTILHA: "SANEAMENTO BÁSICO - PLANOS MUNICIPAIS OU REGIONAIS - EXIGÊNCIA LEGAL"

ESPECIAL PARA PREFEITURAS, CÂMARAS MUNICIPAIS E CBHs

TRATA BRASIL LANÇA CARTILHA DE SANEAMENTO PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS MUNICIPAIS E REGIONAIS

Publicado por http://www.meiofiltrante.com.br
Site Tratamento de Água 31/07/2009

Publicação ensina passo a passo as etapas da elaboração de planos municipais de saneamento básico (PMSB) e traça recomendações que reforçam a importância dos serviços
O Instituto Trata Brasil, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), lança a cartilha "Saneamento Básico - Planos Municipais ou Regionais - Exigência Legal" a respeito da correta elaboração dos planos municipais de saneamento básico, para o atendimento à Lei 11.445, que regulamenta desde janeiro de 2007, o setor de saneamento no País.

A Lei estabelece que os titulares dos serviços de saneamento básico, prefeitos e administradores públicos, devem formular as políticas publicas de saneamento a partir da elaboração de um Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) que define a gestão do saneamento em âmbito local. A cartilha "Saneamento Básico - Planos Municipais ou Regionais - Exigência Legal" está disponível em formato eletrônico para download no endereço http://www.tratabrasil.org.br/

A publicação revela passo a passo as etapas do processo de elaboração do PMSB e destaca seus benefícios, entre os quais a obtenção de recursos federais para investimentos no setor. "O plano municipal de saneamento é um instrumento exigido pela Lei 11.445/07, de regulação do setor. Pela Resolução Recomendada No 33 do Conselho das Cidades, todos os municípios brasileiros deverão ter concluído sua elaboração até 2010, a fim de conseguir recursos federais para o setor", explica Raul Pinho, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

Segundo ele, pelo PMSB são fornecidas as diretrizes e estudos para a viabilização de recursos, além de definir programas de investimentos e estabelecer cronogramas e metas de forma organizada, promovendo a redução das incertezas e riscos na condição de política municipal.

O PMSB deverá interagir e ser compatível com os demais instrumentos e planos setoriais e governamentais existentes, tais como: Política Estadual de Recursos Hídricos, Plano de Bacia Hidrográfica e Plano Diretor do Município

Sobre o Instituto Trata Brasil

O Instituto Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), iniciativa de responsabilidade socioambiental que visa a mobilização dos diversos segmentos da sociedade para garantir a universalização do saneamento no País.

Tem como proposta informar e sensibilizar a população sobre a importância e o direito de acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e mobilizá-la a participar das decisões de planejamento em seu bairro e sua cidade; cobrar do poder público recursos para a universalização do saneamento; apoiar ações de melhoria da gestão em saneamento nos âmbitos municipal, estadual e federal; estimular a elaboração de projetos de saneamento e oferecer aos municípios consultoria para o desenvolvimento desses projetos, e incentivar o acompanhamento da liberação e da aplicação de recursos para obras.

Hoje, o Instituto conta com o apoio das empresas e entidades Amanco, Braskem, Solvay Indupa, Tigre, CAB Ambiental, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pastoral da Criança, Agencia Nacional de Águas (ANA), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Associação Brasileira de Municípios (ABM), Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Medley e Instituto Coca-Cola. Visite o site http://www.tratabrasil.org.br/

Fonte: Maxpress
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A SUA CIDADE JÁ POSSUI O "plano municipal de saneamento básico, que é um instrumento exigido pela Lei 11.445/07, de regulação do setor" ?
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Se não sabe, pergunte ao Prefeito, aos Secretários de Meio Ambiente ou de Obras Públicas ou ainda aos seus Vereadores. O pessoal do Comitê de Bacias Hidrográficas também sabe, se foi feito o Plano Municipal de Saneamento de seu município. O "PMSB" de sua cidade está sendo cumprido?
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PORQUE ELABORAR UM PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO?
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O saneamento pode ser definido como “o conjunto de medidas e ações que têm como objetivo principal controlar as doenças transmissíveis ou não, além de propiciar o bem-estar dos cidadãos”, de forma que suas ações têm influência direta com a qualidade do ambiente como um todo e conseqüentemente com a qualidade de vida das pessoas.
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Os Municípios devem elaborar um Plano Municipal de Saneamento com diretrizes apropriadas à realidade de seu território, para tratar do esgoto, da água, e vetores de doenças transmissíveis, do saneamento das habitações, além de realizar uma efetiva campanha de educação sanitária e ambiental para minimizar os problemas sanitários, criando-se também os Municipais para auxiliar na atuação.
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Isto envolve a comunidade como um todo e a Câmara dos Vereadores onde será votada lei neste sentido. Para a realização do saneamento básico é necessário, por exemplo: conscientização do Poder Público e dos munícipes bem como vontade política; projetos técnicos adequados à realidade local; recursos internos e externos; estudos e racionalização dos custos etc.
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Por outro lado podemos identificar as seguintes dificuldades na sua implantação e execução: crescimento demográfico descontrolado; degradação ambiental; indefinição política; descontinuidade política; baixo índice cultural das comunidades carentes o que dificulta a assimilação da educação sanitária e ambiental etc.
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Não podemos esquecer que no Brasil milhões de pessoas sofrem de malária, leischimaniose, esquistossomose etc, pelo fato da insuficiência de saneamento na grande maioria das habitações, de forma que os Municípios devem dar atenção especial ao saneamento de seus territórios, mas observando sempre a preservação do meio ambiente. Fonte: A Última Arca de Noé

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PRÊMIO DE R$ 5 MIL PARA VENCEDOR DO CONCURSO DA LOGOMARCA DO CBH-PARANAÍBA


Participe do concurso para a escolha da marca do CBH-Paranaíba e concorra a R$ 5 mil

Denise Caputo - ANA - (22/06/2009).

Interessados têm até o dia 31 de agosto próximo para participarem do Concurso Logomarca do CBH-Paranaíba. Uma comissão integrada por cinco especialistas em comunicação visual, design gráfico e publicidade irá selecionar até 15 de novembro os três trabalhos que melhor refletirem a finalidade e as competências do comitê. As três marcas finalistas serão submetidas à plenária do colegiado, em dezembro, para a escolha da logomarca oficial. O prêmio é de R$ 5 mil para o vencedor.

Para a escolha da logomarca, a comissão julgadora levará em conta os seguintes critérios: criatividade (inovação conceitual e técnica); originalidade (desvinculação de outras marcas existentes): comunicação (concisão e universalidade); aplicabilidade (em cores e em preto e branco, em variadas dimensões e sobre diferentes fundos), e relação com a conservação e a proteção de recursos hídricos.

Quem pode participar?

O concurso é aberto a todos os interessados, maiores de 18 anos, tais como: profissionais de publicidade e propaganda, designers, artistas gráficos e estudantes de áreas afins. Não podem participar do certame membros titulares e suplentes do CBH-Paranaíba, da organização e promoção do evento, da comissão julgadora, da Câmara Técnica e de Planejamento Institucional (CTPI) e parentes dos mesmos, até o 3º grau, em linha reta e colateral.

Sobre a inscrição

A ficha de inscrição está disponível ao final do regulamento (ver Edital nº 08/2009) e deverá ser preenchida, impressa e encaminhada junto com CD-R e seis exemplares impressos da logomarca.
Os trabalhos deverão, obrigatoriamente, ser enviados pelos Correios (carta registrada com
AR ou via Sedex) no período de 25 de maio a 31 de agosto de 2009, devendo constar no envelope: Concurso Logomarca do CBH-Paranaíba.

O endereço para o envio do material é: Sede CBH-Paranaíba, Avenida Itumbiara, n° 3 – Vila de Furnas – CEP 75.524-360, Itumbiara (GO). O telefone é: (64) 3433-0462.

Saiba Mais:
CBH-Paranaíba - A BACIA


Veja o vídeo sobre o Rio Paranaíba





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ENCERRA-SE HOJE, 31 DE JULHO O PRAZO PARA REGISTRO DE USO DE ÁGUA EM MG


Prazo para registro de uso da água encerra na próxima sexta-feira (31) em Minas Gerais

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

30/07/2009

Os mineiros que ainda não efetuaram o registro de uso da água têm até a amanhã (31), para regularizar sua situação. A exigência do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) faz parte da "Campanha de Regularização do Uso da Água em Minas Gerais - Água: Faça o uso legal".

Todos os usuários de água, exceto aqueles que já foram regularizados formalmente, com outorga ou certificado de uso insignificante, devem se registrar.

Segundo a diretora de Monitoramento e Fiscalização Ambiental (Dmfa) do Igam, Marília Melo, a mobilização e a atuação dos parceiros do projeto permitiram um resultado expressivo. Mais de 320 mil usuários já foram registrados.

Até maio deste ano foram realizados cerca de 400 eventos em 240 municípios, de acordo com informações do Igam. Nestes eventos a população recebe orientações sobre a regularização e os procedimentos que devem ser adotados.

O formulário pode ser preenchido online pelo site http://www.igam.mg.gov.br/. Quem preferir pode preencher e protocolar nas Superintendências Regionais de Meio Ambiente (Suprams), com a Polícia Militar de Meio Ambiente, em unidades do Instituto Estadual de Florestas (IEF), e em algumas entidades parceiras, como prefeituras e sindicatos.
*Com informações do Igam

Saiba Mais:

CAMPANHA DE REGULARIZAÇÃO DA ÁGUA - IGAM MG

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30 de julho de 2009

ROMARIA "PELA TERRA E PELAS ÁGUAS" REÚNE 7 MIL EM BOM JESUS DA LAPA (BA)

Pelas Terras e pelas Águas: Romaria reúne mais de 7 mil pessoas e alerta para o agravamento das questões ambientais

Ecodebate - 30/07/2009
Eliovandro Gaspar trabalha em sua cidade, Lapão (BA), no Instituto de Permacultura em Terras Secas. Sua principal função é combater a desertificação que assola a sua cidade e que, recentemente, fez com que o INGÁ (Instituto das Águas e Clima) proibisse a utilização das águas captadas em mananciais subterrâneos na sub-bacia do riacho do Jaú, que abrange os municípios de Lapão, América Rodrigues, João Dourado e Irecê.

“Rebaixamento do lençol freático, rachaduras na terra…, tudo isso é resultado do uso inconseqüente da água e dos recursos naturais”, alerta Eliovandro. Os graves problemas ambientais que constata na sua cidade, ele teve a oportunidade de discutir na 32ª edição da Romaria da Terra e das Águas.


A Romaria da Terra e das Águas reuniu uma multidão em Bom Jesus da Lapa.Com o tema “Do ventre da mãe Terra um clamor pela vida”, o evento reuniu mais de 7 mil pessoas durante os dias 3, 4 e 5 de julho, na cidade de Bom Jesus da Lapa (BA). O agravamento das questões ecológicas no estado, principalmente a destruição dos biomas da caatinga e do cerrado pela expansão do agronegócio e dos grandes projetos industriais, foi uma das principais discussões do evento.

Participando da Romaria pela segunda vez, Eliovandro vê nesse encontro a oportunidade de discutir, formar idéias, mas também de mudar a realidade em que vive. “É como Leonardo Boff fala em seu livro: ‘vamos cuidar do meio ambiente, se não for pelo amor, será pelo sofrimento’”.

Luciano Bernardi, membro da Coordenação Geral da Romaria, concorda: “Quem participa dessa Romaria vai para rezar, mas também para discernir sobre a realidade. É um encontro com Deus e com as problemáticas da terra, das águas e do atual modelo de desenvolvimento econômico”, explica. A romaria é conhecida por ser um espaço para debates políticos relacionados, principalmente, à temática do campo brasileiro. Nos sete “plenarinhos” realizados esse ano (CEBs, Terra, Juventude, São Francisco, Política, Territórios tradicionais, Cerrado e caatinga), houve espaço para refletir o atual modelo de reforma agrária e as perspectivas dos movimentos sociais para as políticas implementadas no campo.


Carregando cruzes.

Um público jovem e diversificado, formado, em sua maioria, por trabalhadores e trabalhadoras do campo, além de integrantes de comunidades tradicionais (quilombolas, índios e comunidades de Fundo de Pasto), teve a oportunidade de refletir sobre os assuntos a partir da sua realidade. “Cada comunidade traz informações e a gente discute e encontra soluções”, explica Maricélia de Jesus. Natural de Vitória da Conquista, ela relata que já perdeu as contas de em quantas romarias esteve.

Outra participante de longa data é Gabriela Nogueira. Coordenadora do grupo Juventude Missionária Obra Pontifícia, do município de Bom Jesus da Lapa, ela explica sem rodeios as razões de sua presença constante. “Essa é a romaria da consciência política, social e comunitária”, define. O plenarinho do qual participou foi o que teve maior público e animação no evento: o da Juventude.

O patrono dessa 32ª Romaria foi D. Helder Câmara, Arcebispo Emérito de Olinda, que se estivesse vivo completaria 100 anos. “Assim como D. Helder, acreditamos que o povo pobre e crente deve ser o protagonista da transformação”, afirma Bernardi.

Luta por Terra e Territórios

A visibilidade que as comunidades tradicionais vêm conquistando, na resistência e afirmação em seus territórios de identidade, como os quilombolas, os indígenas e os Fundos de Pasto, também foi tema de análises, tanto no plenarinho do São Francisco, quanto no dos Territórios tradicionais.


Seu Fulgêncio com sua viola.Seu Fugêncio Soares, de 72 anos, estava participando pela primeira vez da Romaria. Ele faz parte do grupo de reisado da comunidade de Velame, no município de Vitória da Conquista e com a sua viola cantou reisados e se impressionou com o evento. “O pessoal é unido, acho que vai contribuir para fazer um movimento de família”, explicou de maneira simples. Já Reinilda Magalhães do Quilombo Pau Darco Parateca, no município de Malhada, notou que as várias comunidades quilombolas compartilham do mesmo problema. “Os conflitos são sempre os mesmos, as agressões são parecidas”.

Um dos problemas mais recorrentes, principalmente para as comunidades quilombolas localizadas ao longo da Bacia do Rio São Francisco, é a dificuldade para a regularização das terras. Segundo estudo realizado pelo geógrafo da USP, Ariovaldo Umbelino, cerca de 60% das terras ao longo da Bacia do Velho Chico são públicas. “As pessoas criticam tanto o racismo, mas você vê que a justiça não prioriza os quilombolas”, reflete Eliovandro, que participou do plenarinho do São Francisco.

Além das comunidades quilombolas, representantes de outras comunidades tradicionais da bacia do “Velho Chico” também estiveram presentes, como os índios Xakriabás do município de São João das Missões (MG). Lá os índios compartilham dos mesmos problemas: a grilagem e a demora para a regularização das suas terras.

Eliovandro Gaspar, da cidade de Lapão.Os Xakriabás estão entre os 33 povos indígenas que vivem ao longo da bacia do São Francisco e que juntos, através da Campanha Opará (saiba mais aqui), têm reivindicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento de ações pendentes relacionadas às infrações que o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco tem cometido. A obra passa por terras indígenas e segundo a Constituição brasileira, empreendimentos dessa natureza devem ser precedidos de uma consulta ao Congresso Brasileiro, o que não aconteceu. Na ocasião, panfletos foram distribuídos aos romeiros para participarem da Campanha, através do envio de Petições ao STF, pela internet ou pelo correio.

Informe Terra Vida On-line nº 03, CPT Bahia | Comissão Pastoral da Terra – Regional Bahia, publicado pelo EcoDebate, 30/07/2009

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NOVO HAMBURGO (RS) TEM 80 NOVOS "AMIGOS DA ÁGUA"


Cidade de Novo Hamburgo (RS), a
cosmopolita Capital Nacional do Calçado.


Um belo exemplo a ser seguido:


Defensores da água


zerohora.clicrbs.com.br - 30/07/2009

Cerca de 80 crianças de Novo Hamburgo agora estão mais conscientes sobre a importância do tratamento e do uso racional da água. Alunos de 3 ª a 5ª séries do Ensino Fundamental de escolas públicas da cidade receberam o título de Amigos da Água.

O projeto busca ensinar aos pequenos o importante papel dos arroios para o município e os perigos da água poluída para a saúde, além de dar dicas de consumo consciente.

– A intenção foi formar multiplicadores ambientais mirins, que dividem essas informações com a família e com os amigos, sensibilizando-os sobre a importância da conservação e da preservação da água – afirma o coordenador do Laboratório de Educação Ambiental do Serviço Municipal de Água e Esgoto de Novo Hamburgo (Comusa), Alexandre Carboni Belló.

Caroline Raupp, 10 anos, foi uma das crianças que participaram do projeto. Ela vai orientar a família a tomar mais cuidado com o ambiente a partir de agora.

– Se alguém fizer alguma coisa errada, eu vou dizer: “Olha, isso está errado” – garante a menina.

O curso já surtiu efeito na rotina da família. Depois de aprender sobre o tratamento da água, os peixes e os rios, Caroline já está fazendo a parte dela:

– Estou separando o lixo e não gasto mais muita água. Eu tomava um banho bem demorado, agora tomo mais rápido.

Se na primeira etapa do projeto os alunos criaram uma cidade fictícia e projetaram sua rede de esgoto, na segunda etapa eles conhecerão de perto os reais problemas do município. Outras 200 crianças vão vivenciar o que aprenderão nos cursos em um passeio pelos arroios de Novo Hamburgo, entendendo como funciona o tratamento de água e esgoto.

– Os alunos vão visitar as nascentes e ver o que acontece com as águas quando elas passam por dentro da cidade e toda a problemática do lixo nos rios – conta Belló.

Os multiplicadores mirins vão passar seu conhecimento adiante e ajudar a formar novos Amigos da Água. Muitos dos cursos dessa segunda etapa do projeto contarão com a presença de alunos da primeira turma.

– As crianças têm uma facilidade muito grande de assimilar e incorporar às suas vidas as lições aprendidas desde pequenas – justifica o diretor-geral da Comusa, Arnaldo Luiz Dutra. Fonte: Site Tratamento de Água

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DESPERDÍCIO DE ÁGUA TRATADA PASSA DE R$ 4 MILHÕES/ANO NO BRASIL


Brasil joga no ralo R$ 4 bilhões/ano com perdas de água tratada

Agenda Regula Brasil - 30/07/2009

Desperdício de água e controle de perdas será tema de painel durante a Agenda Regula Brasil

As perdas de água no Brasil baixaram timidamente entre 2006 e 2007 e continuam sendo um desafio para o setor, segundo dados da última versão do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2007), divulgado recentemente pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) do Ministério das Cidades.

De acordo com o estudo, o índice médio de perdas de faturamento do conjunto de prestadores de serviços participantes do SNIS foi de 39,1%, valor 0,7 ponto percentual menor que o índice médio de 2006. Conforme as regiões geográficas, o valor médio foi de 56,7% no Norte, 44,0% no Nordeste, 38,8% no Sudeste, 28,1% no Sul e 35,5% no Centro-Oeste.

Os dados do SNIS vão embasar um painel que será realizado no segundo dia de debate da Agenda Regula Brasil, que será realizada durante dois dias, em Guaratinguetá, São Paulo, no Hotel Golfe Clube dos 500. Incentivado e apoiado pela prefeitura de Guaratinguetá e pela Agência Reguladora local (ARSaeg), o evento conta com o apoio da FIESP, ABAR, CEIVAP, ABCON, ASFAMAS, SINTERCON, INSTITUTO TRATA BRASIL, ABTC, Consórcio Piracicaba/Capivari/Jundiaí e outras entidades e deverá marcar o início de um programa nacional de debates que se estenderá por todo o Brasil, com apoio da ABAR.

O objetivo é sensibilizar e conscientizar a sociedade civil e os poderes executivos e legislativos sobre a importância das agências reguladoras para o equilíbrio nas relações entre o usuário, o poder concedente e o prestador de serviços de saneamento; incentivar os municípios a criarem formas de regulação, fortalecendo a ação reguladora dos serviços concedidos e a segurança do setor privado para investir no setor, além de debater as melhores práticas e modelos de gestão, regulação, fiscalização e conteúdo técnico no setor de saneamento e meio ambiente. As inscrições para o evento são gratuitas.

A análise dos índices de perdas no Brasil, nos últimos sete anos, revela uma pequena redução do indicador, que variou de 40,5% em 2001 para 39,1% em 2007 (com maior valor tendo ocorrido em 2002, 40,6% e menor em 2005, 39,0%).

Os resultados demonstram o aspecto positivo da queda no índice médio nacional, embora suave e com pontos intermediários de inflexão para cima, refletindo instabilidade na tendência. Admitindo que 60% das perdas reais e aparentes são recuperáveis, o ganho monetário poderia chegar, segundo o estudo, ao montante de R$ 4,4 bilhões no ano.

O painel sobre perdas programado para a tarde do dia 21 de agosto durante a Agenda Regula Brasil pretende discutir experiências em controle de perdas, como a do Consórcio Piracicaba/Capivari/Jundiaí, fabricantes de equipamentos e técnicos do setor para e apontar soluções para o problema. A regulação pode ajudar muito a resolver a questão, que é fundamental para que o País consiga universalizar os serviços.

De acordo com os dados da última versão do SNIS 2007, com base na média de investimentos dos últimos sete anos e na inclusão de usuários ao sistema, as possibilidades de o Brasil cumprir as Metas do Milênio estabelecidas pela ONU são de 29,81% para o esgoto e de 71,39% para os serviços de abastecimento de água.

Exposição de equipamentos

A Agenda Regula Brasil reservou também uma oportunidade única para fabricantes de materiais, equipamentos e prestadores de serviços de saneamento mostrarem seus produtos e tecnologias às empresas públicas e privadas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, resíduos sólidos e drenagem.

Uma área destinada a contatos e negócios vai ser montada em um espaço contíguo à sala de debates, reunindo cerca de 20 empresas fabricantes de materiais, prestadores de serviço e operadores da área de saneamento ambiental, além de indústrias da região, que deverão mostrar seus projetos de sustentabilidade, especialmente de preservação dos recursos hídricos da Bacia do rio Paraíba do Sul, de fundamental importância para a economia da região.

Mais informações:

Planeja & Informa Comunicação e Marketing
Assessoria de Imprensa – (21) 2215-2245 / (21) 2262-9401
Inscrições grátis: www.agendaregulabrasil.com.br ou pelos telefones (21) 2215-2245 / (21) 2262-9401

Comitê Técnico

Carlos Emmiliano Eleutério – (Planeja / 21-9807-8975): carlos.emmiliano@planejabrasil.com.br

Marcio Rocha - (Arsaeg) – marciolopesrocha@gmail.com

Nelson Marques (FIESP/CIESP) - nelsonconsultor@gmail.com

Organização Geral
Carolina Martins – (Planeja) – carolina.martins@planejabrasil.com.br

Fonte: Site Tratamento de Água

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ENCONTRO "VIGILANTES DA ÁGUA GLOBAL" ACONTECEU EM FORTALEZA (CE)


Encontro propõe ampliação de projeto de monitoramento comunitário da água no Ceará

Teresa Ferreira Barroso, da Embrapa
28/07/2009

Apresentar o modelo de ampliação do projeto de monitoramento participativo de qualidade da água para o estado do Ceará. Esse é o objetivo do Encontro Vigilantes da Água, que acontece nesta quarta-feira (29), das 8h30 às 11h30, na sede da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O Programa Vigilantes da Água Global (GWW - Global Water Watch, em inglês) surgiu no Alabama/EUA, na Universidade de Auburn, e espalhou-se por diversos países como Filipinas, Equador e Indonésia. No Brasil, o Programa teve sua experiência pioneira no Vale do Jequitinhonha, região semi-árida de Minas Gerais, coordenado pelo Fundo Cristão para Crianças.

Em 2005, a Embrapa Agroindústria Tropical iniciou um projeto de gestão de fontes hídricas em microbacias hidrográficas, voltado para a melhoria da qualidade de vida de comunidades rurais no Estado do Ceará. A

tualmente, o trabalho está sendo desenvolvido no Assentamento Santa Bárbara (Jaguaretama), na Comunidade de Neblina (Morada Nova) e nas Comunidades de Muquém e Jardim (Ibicuitinga). Uma parceria com o Projeto Mata Branca vai permitir a ampliação para outros municípios. “ A ideia é ter pelo menos um projeto piloto em cada uma das 11 bacias hidrográficas do Ceará”, adianta o analista da Embrapa Agroindústria Tropical, Ênio Girão.

A base do trabalho é a formação e a capacitação de grupos comunitários de voluntários para o monitoramento participativo da qualidade da água. São empregados princípios elementares de educação ambiental, como também técnicas simples e didáticas de análise da qualidade da água, que permitem a obtenção de informações sobre possíveis problemas de poluição e degradação das fontes de água que abastecem as comunidades.

“Os voluntários recebem kits de monitoramento certificados pelo GWW, que avaliam a presença de coliformes totais e fecais na água. São eles os responsáveis por fazer a coleta de amostras de água em açudes e cisternas e medir o nível de contaminação. Além disso, a comunidade se mobiliza para achar as soluções para minimizar os impactos”, explica.

Na comunidade cearense de Muquém, por exemplo, os voluntários estão fazendo um trabalho de conscientização, retirando o lixo do entorno do açude e não permitindo que animais frequentem o local. Além disso, são feitas campanhas periódicas, alertando para as consequências danosas à saúde e ao meio ambiente. “Com o monitoramento participativo do nosso reservatório, está sendo possível preservar o espaço como fator de melhoria da condição de vida na nossa região”, avalia o morador de Muquém e voluntário do projeto Vigilantes da Água, Moésio Lopes. (Envolverde/Embrapa)

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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SOS ENCHENTE E PLANO VAZANTE SÃO AVALIADOS EM MANAUS (AM)


Governo realiza seminário para avaliar "SOS Enchente" e apresentar "Plano Vazante"

Envolverde 28/07/2009

O Governo do Estado realizou na quarta-feira, dia 29 de julho, ás 8 horas, no auditório do Corpo de Bombeiros, o "Seminário de Avaliação do SOS Enchente - 1ª. Fase - Ações do Governo do Amazonas".

No encontro os secretários estaduais apresentaram o plano executado por cada pasta, durante o período de cheia. A apresentação mostrou as atividades de 12 secretarias de estado, contempladas em quarto temas principais: Saúde, Educação, Produção Rural e Defesa Civil, coordenadas pela Secretaria de Governo.

Cada secretaria entregou um relatório institucional, que após o evento será unificado e entregue ao Governador Eduardo Braga, afim de que sirva de base para ações futuras, em situações de desastre naturais. Os secretários vão apresentar também o plano de ações para o período de vazante.

Na ocasião, foi lançado ainda o Grupo de Ações Coordenadas (GRAC). Os integrantes deste grupo serão compostos por secretários estaduais e na ausência deles, por seus suplentes, que serão convocados nas ocorrências de desastres e até mesmo durante a normalidade, visando criar medidas preventivas, para diversas situações de risco que o estado do Amazonas venha a enfrentar, como no caso de cheias, secas, epidemias e etc...

(Envolverde/Governo do Estado do Amazonas)

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SMA-SP REÚNE PRESIDENTES DOS COMITÊS DE BACIAS PARA FORTALECER O "PACTO DAS ÁGUAS"


SP: SMA incentiva a participação municipal no Pacto das Águas

Secretaria do Meio Ambiente SP - 30/07/2009

Encontro com os Presidentes dos Comitês de Bacias objetiva maior envolvimento dos prefeitos.

Envolver todos os 21 Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado de São Paulo, tornando-os propulsores entre os municípios que os compõem, visando o maior número possível de adesões ao Pacto das Águas ,foi o objetivo do encontro promovido, em (28/07), na sede da Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA, na capital.

O “Pacto das Águas – São Paulo” foi lançado, no último dia 02.06, pela SMA e Governo do Estado para obter o engajamento dos municípios paulistas ao “Consenso de Istambul sobre a Água”, tratado internacional criado durante o V Fórum Mundial da Água, realizado na importante cidade turca, em março de 2009.

O acordo internacional, na realidade um documento de compromissos pelo qual se estimula a participação efetiva dos municípios e órgãos regionais na gestão dos recursos hídricos frente às atuais crises de escassez de água, falta de saneamento e aquecimento global, teve por ocasião do evento em Istambul a adesão de 250 representantes de governos locais e regionais. No Estado de São Paulo, até o momento, 272 Prefeituras e um Consórcio Intermunicipal - o das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí - assinaram o documento.

O encontro, organizado pela Coordenadoria de Recursos Hídricos – CRHi e Gabinete da SMA, foi o primeiro após o lançamento do Pacto das Águas e contou com a presença de vários prefeitos, presidentes dos comitês – os comitês são colegiados regionais em que órgãos estaduais, municípios, entidades da sociedade civil e usuários debatem e deliberam sobre questões estratégicas para a melhor gestão das águas, em cada UGRHI - Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Os chefes dos Executivos Municipais também estiveram acompanhados de seus interlocutores nas prefeituras.

A responsável pela CRHi, Rosa Mancini, que fez um breve histórico e apresentação do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos – SIGRHI e do Pacto das Águas, lembrou que a SMA está direcionando funcionários, especialistas em recursos hídricos e educação ambiental, recentemente concursados, para apoiar os comitês de bacias e ajudá-los com os compromissos a serem assumidos no âmbito do Pacto das Águas. Ela explicou que o papel dos presidentes dos comitês, entre outros, é o de apoiar os municípios na definição de suas metas.

Oscar Gozzi, do Gabinete da SMA, fez uma apresentação didática, esclarecendo as questões operacionais e procedendo à entrega de CDs, contendo informações como o Roteiro para a adesão ao Consenso e a própria Ficha de Adesão. Ele enfatizou que as validações contarão pontos para o Programa Município Verde Azul, projeto ambiental estratégico do Governo do Estado.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, que participou do encerramento da reunião, afirmou que o Pacto das Águas é motivador, “mas tem que ter resultados”. Elogiando a presença maciça dos prefeitos, pediu enfaticamente seu engajamento: “Vamos contar com o apoio de todos vocês, para comprovar aos organismos internacionais que o Estado de São Paulo está fazendo a sua parte, contribuindo efetivamente com a melhoria das condições existentes hoje”.

Os diversos prefeitos, presidentes e representantes dos Comitês de Bacias presentes ao encontro se mostraram entusiasmados com a iniciativa do Pacto das Águas e aceitaram os desafios propostos pela SMA, se comprometendo a envidar todos os esforços, em suas regiões, para estimular os municípios a participarem dos esforços gerais em prol dos recursos hídricos, coordenados pela Secretaria do Meio Ambiente.

(Envolverde/Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SP)

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SAIBA MAIS SOBRE PACTO DAS ÁGUAS (SP)

Veja nossa matéria
- 03/06/2009


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CONHEÇA A QUALIDADE DO AR, DOS RIOS E DAS PRAIAS PAULISTAS, NO SITE DA CETESB


CETESB disponibiliza relatórios da qualidade do ar, dos rios, das praias e dos acidentes ambientais

Por Renato Alonso, da Cetesb - 30/07/2009

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB apresenta os dados de qualidade do ar, dos rios e das praias durante o ano de 2008, além de um balanço dos atendimentos a acidentes ambientais no Estado de São Paulo. A boa notícia diz respeito à qualidade do ar. Comparando-se especificamente 2007 com 2008, houve na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP uma ligeira diminuição das concentrações de monóxido de carbono e partículas inaláveis, apesar do inverno do ano passado ter sido bastante desfavorável para a dispersão dos poluentes, com pouca chuva e baixa ventilação. Esses poluentes são emitidos, principalmente, pela frota de aproximadamente 9,2 milhões de veículos.

A qualidade dos rios e represas tem se mantido estável desde 2001, registrando um IQA - Índice de Qualidade das Águas - médio igual a 56 - com variação de 0 a 100 -, apresentando uma qualidade BOA na maioria das bacias hidrográficas do Estado. O IQA é calculado com base em 9 parâmetros: temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes, nitrogênio, fósforo, resíduo e turbidez.

O dado negativo diz respeito à qualidade das praias. Em 2008, houve uma piora nas condições de balneabilidade em 44% das praias em relação ao ano anterior. Essa piora ocorreu principalmente na Baixada Santista, que passou de 24% de praias próprias o ano todo para 0%. De acordo com o relatório anual da CETESB, 24% do total de 155 pontos monitorados em 136 praias do litoral paulista, foram classificados como próprios para o banho de mar ao longo de todo ano.

Quanto aos acidentes ambientais envolvendo produtos químicos tóxicos e perigosos, em 2008, foram atendidas 451 emergências, apenas três a menos que o número registrado em 2007. A maior incidência de acidentes continua sendo no setor de transporte rodoviário.
Informações sobre a Qualidade do Ar

No ano de 2008, o Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 7 milhões na modernização da rede de monitoramento da qualidade do ar e instalou 11 novas estações de medição no Estado, que conta atualmente com 42 estações automáticas em 27 municípios. Com a expansão da rede de monitoramento, a agência passou a ter um maior controle dos poluentes emitidos pelos veículos e indústrias, e mais informações meteorológicas para avaliar as condições de dispersão dos mesmos.

Os dados gerais mostram que na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP, as concentrações de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e partículas inaláveis são menores do que os observados no final de década de 90, em função dos diversos programas de controle adotados. No caso dos dois últimos parâmetros, houve interrupção da tendência de queda que vinha sendo verificada e as concentrações têm se mantido relativamente estáveis nos últimos anos, embora ainda se observe algumas ultrapassagens do padrão de qualidade do ar para esses poluentes.
O ozônio continua sendo o poluente que mais ultrapassa o padrão de qualidade do ar, principalmente na Grande São Paulo, embora esse número tenha sido menor em 2008. Foram 49 dias acima do padrão de qualidade contra 72 registrado em 2007.

No entanto, os técnicos da CETESB não observam uma tendência definida ao longo do tempo para este poluente. Nos meses de janeiro a março e de setembro a dezembro, quando frequentemente se observam concentrações mais elevadas de ozônio, houve em 2008 muitos dias de precipitação pluviométrica, o que tornou as condições atmosféricas menos propícias à formação desse poluente. A RMSP apresenta um alto potencial de formação de ozônio, devido à grande emissão dos compostos precursores, principalmente de origem veicular, que sob a ação da luz solar geram o poluente na atmosfera. As concentrações dos poluentes atmosféricos refletem as variações na matriz de suas emissões, tais como modificações na frota de veículos, alteração no tráfego, mudanças de combustível, alterações no parque industrial e implantação de tecnologias mais limpas, além das condições meteorológicas observadas ano a ano.

Qualidade das praias

As praias da Baixada Santista foram as que mais apresentaram condições impróprias para o banho de mar, durante o ano de 2008. Das 54 praias existentes na região, 55% apresentaram uma piora em relação a 2007 e 45% permaneceram iguais. O principal motivo para esta queda nos índices de balneabilidade se deve à grande urbanização da região e a alta densidade demográfica. No Litoral Norte, 40% das 77 praias localizadas na região permaneceram próprias em 2008. No entanto, comparando-se com o ano anterior, apenas 16% das praias apresentaram melhora na qualidade, enquanto 37% apresentaram piora. No Litoral Sul a situação foi melhor. Cerca de 80% das cinco praias da região permaneceram próprias o ano todo. Em comparação a 2007, a classificação das praias manteve-se igual.
Atualmente, são monitorados 155 pontos de amostragem em 136 das cerca de 290 praias existentes ao longo do litoral paulista. O monitoramento cobre 15 municípios litorâneos, sendo realizadas em torno de 900 análises durante os meses de verão.

Qualidade dos Rios

O programa de monitoramento da qualidade das águas dos rios e reservatórios do Estado de São Paulo contemplou 408 pontos de amostragemem 2008, distribuídos em aproximadamente 160 corpos hídricos. Os dadosgerados pelo monitoramento permitem avaliar as condições de qualidade daságuas para os principais usos do recurso hídrico.

Índices

IQA – Índice de Qualidade das Águas – Segundo este indicador, em 2008, os corpos d’água do Estado de São Paulo apresentaram-se, predominantemente, na categoria BOA - 57 % - . Por outro lado, 14 % dos pontos monitorados enquadraram-se nas classes RUIM e PÉSSIMA. A avaliação do IQA, entre 2003 e 2008, indicou que as condições de qualidade PÉSSIMA e RUIM dos corpos d’água monitorados pela CETESB tiveram uma retração de 5 % ao mesmo tempo em que se observou um incremento da população no Estado de aproximadamente 2,3 milhões de habitantes. Portanto, o investimento em saneamento, associado às ações de controle da CETESB, tiveram um reflexo positivo na qualidade das águas superficiais nos últimos cinco anos.

IVA – Índice de qualidade de água para a proteção da vida aquática – O IVA aponta que, em 2008, 59 % dos corpos d’água monitorados no Estado de São Paulo enquadraram-se nas categorias ÓTIMA, BOA e REGULAR e 41%, nas categorias RUIM e PÉSSIMA. Em comparação com o IQA, o IVA mostrou uma porcentagem muito maior de corpos d’água nas condições RUIM e PÉSSIMA.

IAP – Índice de qualidade de água para fins de abastecimento público –De acordo com este indicador, em 2008, 79 % dos pontos de captação apresentaram qualidade REGULAR, BOA ou ÓTIMA. Não foi verificada nenhuma tendência definida ao longo dos últimos cinco anos. Houve uma melhora em três pontos, localizados nas bacias do Litoral Norte, Alto Tietê e do Peixe, relacionada a menores índices de precipitação e ações de controle.

O relatório aponta, ainda, que a qualidade da água do Rio Tietê, no trecho da Região Metropolitana de São Paulo, continua comprometida devido ao lançamento de efluentes domésticos tratados e não tratados, excedendo a sua capacidade de suporte. O documento revela que, em 2008, a porcentagem de tratamento de esgotos sanitários era de cerca de 44 % do total gerado.

Outro dado apontado é de que, em 2008, houve um aumento no número de estações de tratamento de esgotos - ETE implantadas, particularmente nas bacias do Paraíba do Sul, Pardo, Piracicaba/Capivari/Jundiaí, Alto Tietê, Mogi-guaçu, Sorocaba/Médio Tietê e Médio Paranapanema.

Destaca-se que nas,bacias do Paraíba do Sul, Piracicaba/Capivari/Jundiaí e Alto Tietê, o incremento no tratamento foi de apenas 1%, porém, a remoção de Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO foi elevada, pois são regiões extremamente populosas. Portanto, a somatória das cargas conduzidas às ETE das bacias citadas indicou um incremento no tratamento de aproximadamente 31 toneladas de DBO/dia. O nível de tratamento dos esgotos domésticos gerados nas áreas urbanas do Estado de São Paulo atingiu 44% em 2008.
Emergências Ambientais

Um maior detalhamento na compilação dos dados do Relatório de EmergênciasQuímicas 2008 é apresentado para as três principais atividades geradorasde acidentes no Estado de São Paulo: transporte rodoviário de produtosperigosos, com 233 casos (51,7%); descarte clandestino de produtos químicos, com 36 casos (8,0%); e postos e sistemas retalhistas de combustíveis, com 32 casos (7,1%). A atividade de transporte rodoviário de produtos perigosos representou mais da metade das emergências químicas atendidas pela CETESB em 2008. Este mesmo resultado foi observado em 2007, com 244 casos.

Com relação às regiões do Estado, observou-se, em 2008, que o maior número de emergências químicas ocorreu na RMSP, com 46,6%, equivalente a 210 casos - contra 180 registrados em 2007 - ; no Interior, com 44,3% ou 200 atendimentos - contra 224 em 2007 -; e no Litoral, com 9,1%, equivalente a 41 emergências.

Os Relatórios Ambientais 2008 estão disponíveis, na íntegra, no site da CETESB, no seguinte endereço eletrônico:
http://www.cetesb.sp.gov.br/publicacoes/publicacoes.asp

Crédito da imagem: José Jorge (Envolverde/CETESB)


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Mapa da galáxia esfria tese alternativa sobre o aquecimento global


RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo

Uma das principais teorias alternativas de explicação do aquecimento global --daquelas que isentam de culpa a queima de combustíveis fósseis-- acaba de receber um duro golpe. A hipótese de que a crise do clima se deve a uma mudança na incidência de raios cósmicos na Terra está errada, afirma agora um trio de astrônomos liderado por Adrian Melott, da Universidade do Kansas (EUA).

O estudo que pode vir a dar um fim à hipótese alternativa do aquecimento de origem espacial, sugerida pelo físico dinamarquês Henrik Svensmark, ainda não foi publicado em nenhuma revista científica. Portanto, não foi avaliado por nenhum grupo independente.
A versão inicial do trabalho, porém, já está sendo comentada em publicações de entidades como o IOP (Instituto de Física, do Reino Unido) e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). O estudo está, por enquanto, apenas no site arxiv.org, um banco de dados de trabalhos pré-publicação.

Apesar de controversa entre climatólogos, a teoria de Svensmark ganhou algum espaço nos últimos anos, adotada por grupos contrários ao corte de gases do efeito estufa. Se aquilo que causa o atual aquecimento da Terra for uma queda na incidência de raios cósmicos, não haverá motivo para parar de queimar derivados de petróleo.

Raios refrescantes

O que Svensmark defende, basicamente, é que raios cósmicos ajudam a formar as nuvens de altitude baixa, que têm efeito resfriador sobre a Terra. O que está acontecendo agora, segundo o físico dinamarquês, é que o movimento natural do Sol na galáxia está levando a Terra para fora de uma região de alta concentração de estrelas. Com menos estrelas para explodir e produzir raios cósmicos no entorno do Sistema Solar, menos nuvens se formam na Terra, e o planeta esquenta.
Segundo o autor da teoria, isso serve para explicar por que a Terra aquece e resfria a temperaturas extremas ao longo de sua história, a cada 140 milhões de anos, em média. Isso seria resultado de o Sol entrar e sair periodicamente dos braços da galáxia, regiões com maior concentração de estrelas.

O problema com a teoria de Svensmark, diz o trio de físicos americanos, é que os braços da Via Láctea não estão dispostos de forma regular. O ciclo de temperatura de 140 milhões de anos, portanto, não pode ser explicado pela teoria de Svensmark. A descoberta foi possível com o uso de dados novos do telescópio espacial Spitzer, que fez um mapeamento da galáxia com precisão sem precedentes.

Assimetria escancarada

"A gritante assimetria dos braços espirais na imagem atual da galáxia é difícil de refutar", disse à Folha Andrew Overholt, físico que assina o estudo com Mellot. Segundo ele, sua análise considera quase todos os braços da Via Láctea, inclusive os do lado oposto ao que está o Sol. "O modelo anterior usado para desenvolver o ciclo de 140 milhões de anos considera apenas dois braços."
Svensmark, em resposta, diz que o trabalho dos americanos está errado, e tenta enquadrar o jornalista. "É importante notar que o estudo do grupo de Mellot não está publicado, e o ideal seria que ele não fosse debatido na imprensa", diz o cientista dinamarquês.

Em mensagem enviada à Folha, ele afirma que os americanos cometeram erros de estimativa ao analisar a velocidade de rotação da galáxia e de seus braços. Uma correção, segundo o dinamarquês, compensaria a assimetria da Via Láctea de forma que seus dados poderiam ser encaixados novamente.
"A análise de Mellot não é consistente com os dados do Spitzer", afirma Svensmark, que aponta ainda outros problemas técnicos no trabalho.
O debate, pelo visto, só vai ser resolvido após o estudo do trio americano ser analisado por revisores independentes em uma revista científica. "O trabalho foi submetido recentemente para publicação e já está sendo avaliado", diz Overholt.
Por enquanto, a teoria de consenso para o aquecimento global continua sendo a do agravamento do efeito estufa, e os ciclos de temperatura de 140 milhões de anos são mais bem explicados por anomalias na movimentação do planeta.

Fonte: Folha Online

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Décima edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade


A Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, através de seus departamentos de Meio Ambiente e Sustentabilidade e de Comunicação Social, com o patrocínio da Gráfica Bandeirantes, Henkel e Tetra Pak e o apoio do Ministério do Meio Ambiente, PNUMA, WWF-Brasil, CSR, CarbonFix, Sustentax e CEBDS, abriu as inscrições para a Edição 2009 do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, que visa reconhecer o mérito deiniciativas de empresas, do poder público, de indivíduos e da sociedade civil que promovam o desenvolvimento em padrões socioambientais sustentáveis.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade, que se realiza anualmente, foi instituído para transmitir uma mensagem de responsabilidade socioambiental para o mundo, através da valorização de três importantes aspectos: humanidade, tecnologia e natureza.

As inscrições para a 10° edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, foram abertas dia 15 de Junho e se estenderão até dia 25 de Setembro de 2009.Inscrições, informações e regulamento, visite o site: http://www.premiovonmartius.com.br/


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Atingidos pela barragem de Estreito acampam em frente à obra, entre o Tocantins e Maranhão

Usina vai atingir cerca de 5 mil famílias, em12 municípios.

Na pauta estão definição coletiva dos critérios gerais para realização das indenizações; reassentamentos para todos os ocupantes, meeiros, arrendatários e participação direta dos atingidos organizados nas negociações.

Cerca de 200 atingidos pela barragem de Estreito, organizados no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), estão acampados em frente ao canteiro de obras da usina, que fica na BR 010, entre os estados de Tocantins e Maranhão. Os manifestantes pretendem ficar lá até que suas reivindicações sejam atendidas.

Em janeiro, os atingidos realizaram uma grande assembléia para tratar dos problemas causados pela construção da hidrelétrica e construír uma pauta de reivindicações. Alguns itens da pauta são: definição coletiva dos critérios gerais para realização das indenizações; reassentamentos para todos os ocupantes, meeiros, arrendatários; participação direta dos atingidos organizados nas negociações, etc.

Segundo levantamento do MAB, a usina vai atingir cerca de 5 mil famílias, em 12 municípios. No entanto, para o consórcio Ceste são apenas 2 mil pessoas atingidas, já que o consórcio pretende indenizar apenas aqueles que são proprietários de terras, não reconhecendo os que têm profissões ligadas ao rio como, os pescadores, barraqueiros e quebradeiras de côco. Além disso, segundo o MAB, as indenizações propostas pelo Ceste são inferiores às da barragem de Peixe Angelical e São Salvador, também construídas no rio Tocantins.

O consórcio Ceste - formado pelas empresas Suez Energy International, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa Energia - já foi alvo de seis ações judiciais, uma delas movida pelo MAB em parceria com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Fórum Carajás/EcoAgência

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29 de julho de 2009

49º CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA: USO SUSTENTÁVEL DA ÁGUA NA HORTICULTURA


Uso sustentável da água na horticultura e plantas medicinais são os temas do 49º Congresso de Olericultura

Uso sustentável da água na horticultura e plantas medicinais são os temas do 49º Congresso de Olericultura 28.7.2009 Pesquisadora da Embrapa irá falar sobre a influência dos fatores abióticos na composição química dos óleos essenciais
O 49º Congresso Brasileiro de Olericultura e o Workshop de Embalagens Sustentáveis ocorrerão em Águas de Lindóia, SP, no Hotel Vacance, de 3 a 7 de agosto de 2009. O tema escolhido é água na horticultura: novas atitudes e uso sustentável.
O tema surgiu da preocupação com dois pontos relacionados à água utilizada para a irrigação pelos produtores de hortaliças e plantas medicinais - a qualidade da água utilizada e a legislação federal e estadual que determina que a partir de janeiro de 2010 os produtores do Estado de São Paulo terão mais um componente adicionado ao seu custo de produção, pois pagarão pela utilização da água de irrigação e processamento da produção.
Além do tema principal serão abordadas as áreas de hortaliças, cultivo protegido, olericultura orgânica, sementes, nutrição e adubação, fitossanidade, fitotecnia, etnobotânica, plantas medicinais, aromáticas e condimentares, dentre outros.
Lilia Aparecida Salgado de Morais, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e coordenadora do Grupo de Trabalho de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares da Associação Brasileira de Horticultura irá falar sobre a influência dos fatores abióticos, ou seja, temperatura, sazonalidade - estações do ano, pluviosidade, nutrição, horário de coleta, dentre outros, no rendimento e na composição química dos óleos essenciais, determinada por fatores genéticos. “A alteração da composição do óleo essencial pode alterar completamente a sua atividade biológica, explica Lilia, pois os compostos responsáveis por conferir a ação podem não estar presentes no óleo essencial no momento da colheita. Isto se deve ao fato de os óleos essenciais serem biossintetizados, isto é, produzidos por organismos vivos, de acordo com a necessidade dos organismos produtores.
São estratégias de sobrevivência dos vegetais, que sofrem alterações de acordo com o ambiente em que se encontram”. O que são óleos essenciaisÓleos essenciais são misturas complexas de várias substâncias voláteis (que se evaporam com facilidade), lipofílicas (que se ligam à gordura), geralmente odoríferas e líquidas, com aparência oleosa em temperatura ambiente. Apresentam cheiro forte e quase sempre agradável. São extraídos das partes vegetais por hidrodestilação, arraste à vapor d’ água, ou prensagem, no caso de cascas de frutos cítricos, porém há outros métodos de extração, como a enfleurage e a extração por CO2 supercrítico (muito utilizadas na indústria).
Sua principal característica é a volatilidade, o que os diferencia dos óleos fixos, que são misturas de substâncias lipídicas, geralmente provenientes de sementes, como o óleo de rícino, óleo de soja e óleo de linhaça. Na maioria das vezes são incolores ou levemente amarelados, com exceção do óleo essencial da camomila, que se torna azul no momento da extração. Seu sabor é ácido e picante. São pouco solúveis em água e pouco estáveis em presença de luz, calor e ar.
Popularmente, os óleos essenciais são conhecidos como essências. São produzidos por plantas, muitas vezes com atividades medicinais, mas também por plantas conhecidas como aromáticas e condimentares. São um tipo de principio ativo, responsáveis pela atividade biológica de algumas plantas.
Há inúmeras aplicações para os óleos essenciais, tanto na medicina humana quanto na veterinária, para tratamentos de diversas doenças e combate a insetos. Muitos são utilizados puros, em formas de chás, em formulações ou medicamentos fitoterápicos com acompanhamento médico, pois, mesmo sendo produtos naturais, podem ser tóxicos ou causar queimadura.
Na agricultura, são utilizados na prevenção e tratamento de doenças de plantas, assim como no controle de insetos que são vetores de alguns patógenos (transmitem doenças). Um exemplo é o uso do óleo essencial de citronela como repelente para mosquitos e do óleo essencial de louro e canela no controle de carunchos de grãos e sementes de feijão.
Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente
Tel: 19.3311.2608


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CONCURSO SOBRE ÁGUA E NUTRIÇÃO - NESTLÉ


Nestlé lança concurso sobre água e nutrição

A fim de estimular programas sociais voltados para questões como água, nutrição e desenvolvimento rural, a Nestlé S.A. lança mundialmente o Prêmio Criação de Valor Compartilhado Nestlé, que reconhecerá ações inovadoras para aperfeiçoar o acesso e o gerenciamento de água; que proporcionem melhorias às comunidades rurais ou que levem melhorias na nutrição das populações que sofrem de deficiências nutricionais.

Os projetos podem ser inscritos até o dia 31 de outubro por meio do site: http://www.nestle.com/ (em inglês). No site também estão disponíveis o regulamento completo e respostas às perguntas mais frequentes. O projeto selecionado receberá uma bolsa de até CHF 500 000 (francos suíços), concedida à medida que as ações propostas no planejamento forem sendo executadas junto à comunidade. Fonte: Revista Digital Aguaonline - Jornalista Cecy Oliveira


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REVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DA ÁGUA, PROMETEM PESQUISADORES DOS USA

Novo coagulante pode revolucionar tratamento da água

Revista Digital Aguaonline Nº 443

Este gráfico mostra a eficiência na remoção de bactérias. A barra amarela indica a remoção através do uso de sulfato de alumínio comum; a verde, do coagulante chamado alumínio alemão e a pink – a mais efetiva – com alumínio contendo um átomo de gálio.



Apenas com a substituição de um único átomo em uma molécula amplamente usado para purificar a água, pesquisadores da Sandia National Laboratories, com sede nos Estados unidos, criaram um descontaminante muito mais eficaz com efeito residual superior aos produtos atualmente no mercado.

A Sandia está em busca de uma patente sobre esse produto, que auxilia na remoção bacteriana, viral e de outros contaminantes orgânicos e inorgânicos presentes em águas fluviais submetidas a tratamento para consumo humano e também em esgotos antes de sua destinação final no ambiente.

“O desafio de suprir o consumo humano está aumentando em todo o mundo ao mesmo em que escasseiam os mananciais em boas condições,” disse a pesquisadora principal do Sandia, May Nyman. “Avanços tecnológicos como este podem ajudar a resolver problemas enfrentados pelas instalações de tratamento de água tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento”, completou.

O estudo foi publicado em junho último, na revista Ciência & Tecnologia ambiental (uma publicação da American Chemical Society) e virou manchete na edição de 22 de junho da Chemical & Engineering News.

A Sandia está trabalhando com uma indústria de produtos químicos de tratamento de água para explorar o potencial comercial do novo composto. Ele é feito pela colocação de um átomo de gálio no centro de um cluster de óxido de alumínio, coagulante comumente usado na purificação de água, diz Nyman. A substituição não é executada átomo por átomo usando a Pinça nanoscópica mas través de um simples processo químico de dissolver os sais de alumínio na água, colocar os sais de gálio em uma solução de hidróxido de sódio e lentamente adicionando a solução de hidróxido de sódio à de alumínio ao aquecimento.

“A substituição de um átomo de alumínio por um de gálio nesse composto faz uma grande diferença,” disse Nyman. “Melhora muito a estabilidade e a eficácia do reagente. Fizemos testes com uma variedade de produtos comercialmente disponíveis.

Em quase todos os casos, a nossa performance foi melhor sob uma ampla gama de condições”, revelou a especialista, acrescentando que elas são inevitáveis ao se lidar com uma fonte de água natural como um rio. “Você obtém flutuações sazonais e diariamente na química de pH, temperatura, turbidez e outras características da água. Um rio no Novo México tem condições muito diferentes do as de um rio em Ohio.

O coagulante da Sandia atrai e retem melhor os contaminantes porque mantém uma carga eletrostática mais confiável do que a de coagulantes convencionais sem gálio. Por outro lado essa adição tem sido caracterizada como inofensiva pelos pesquisadores.

“A substituição química (de um átomo de gálio em lugar de um átomo de alumínio] tem sido estudada por colaboradores da Sandia na Universidade da Califórnia, em Davis, mas ninguém nunca colocou este conhecimento para usar em um aplicativo, como a remoção de contaminantes da água, como microorganismos,”, disse Nyman. O projeto foi concebido e todos os estudos de tratamento de água foram executados na Sandia, disse Nyman, que trabalhou com o microbiólogo Tom Stewart.

A Sandia é um laboratório de multiprogramas operado pela Sandia Corporation, uma empresa Lockheed Martin, para administração nacional de segurança nuclear. Fonte: Revista Digital AGUAONLINE - Jornalista Cecy Oliveira

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OS PINGUINS ESTÃO CHEGANDO AO LITORAL PAULISTA - CUIDADOS NO RESGATE

Pinguins no litoral Paulista - foto Instituto Argonauta


Temporada de pinguins no litoral paulista - instituto alerta para os cuidados no resgate dos animais

Danielle Jordan / AmbienteBrasil (exclusivo)

Nesta época é comum encontrar pinguins no litoral norte do estado de São Paulo. Para atender os animais que chegam às praias brasileiras o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha e o Aquário de Ubatuba se preparam para o resgate e tratamento das aves.

O oceanógrafo Hugo Gallo, fundador das instituições e diretor do Aquário de Ubatuba, confirma que as entidades estão prontas para receber os animais. Segundo ele, a temporada de 2008 foi recorde, sendo que mais de 150 pinguins foram resgatados e soltos pelo IBAMA, INPE e outras instituições do litoral paulista.

As únicas instituições com licença do Ibama para a realização do trabalho com aves e animais marinhos na região são o Aquário de Ubatuba e o Instituto Argonauta, que busca recursos para a estruturação de um centro de reabilitação e triagem de animais aquáticos.

Cuidados

O Pingüins de Magalhães (Spheniscus magellanicus), tem cerca de 70 m de altura, pesam 5 kg e vivem em uma zona de clima temperado, nas regiões da Patagônia Argentina e Chilena, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35ºC.

Ao contrário do que se imagina, ao serem encontrados, os animais não precisam ser resfriados. Alguns cuidados, como colocá-los em uma caixa de papelão envoltos em uma toalha ou jornal, até que o resgate chegue, pode ajudar no socorro dos animais.

Em 21/04 AmbienteBrasil publicou EXCLUSIVO:

Capacitação orienta a comunidade sobre os procedimentos em casos de encalhe de animais marinhos, com informações sobre como agir no resgate.

Mais informações também podem ser obtidas no site http://www.institutoargonauta.org/.


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UM MODELO A SER SEGUIDO: BOMBEIROS INDÍGENAS PARA DEFENDER A RESERVA DO XINGU

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Reserva no Xingu forma nova turma de bombeiros indígenas


Globo Amazônia - 29/07/2009

Uma nova turma de bombeiros indígenas acaba de se formar na Terra Indígena Capoto-Jarina, em Mato Grosso. Num programa único no país, os índios caiapós recebem treinamento e equipamentos para combater incêndios florestais.

Com a nova turma de 27 homens formada em meados deste mês, já são 50 os bombeiros indígenas da reserva. Como explica o major bombeiro Alessandro Mariano, que trabalha no treinamento da brigada, os caiapós encaram o combate à devastação de sua floresta como uma forma de guerra. “Eles se pintam como se fossem para a guerra e os pais dos bombeiros sentem orgulho do que fazem”, conta.

Segundo Mariano, o grupo fica espalhado pelas diferentes aldeias da reserva e se comunica por rádio. Quando ficam sabendo de um novo foco de incêndio, todos se deslocam para combatê-lo. Eles agora se preparam para época de seca, quando a incidência de fogo florestal volta a aumentar. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia/Ambiente Brasil)


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GOVERNO VAI PAGAR SEGURO DEFESO PARA 7,5 MIL PESCADORES DA BACIA DO RIO URUGUAI (RS)

Rio Uruguai Visto de Cima do Paredão de Pedras



Pescadores do Rio Grande do Sul terão seguro defeso

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou na terça-feira (28) a concessão de seguro defeso para cerca de 7,5 mil pescadores da Bacia do Rio Uruguai, no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) proibiu a pesca na região por 60 dias e por isso os pescadores vão receber o benefício, no valor de um salário mínimo (R$ 465), enquanto durar a proibição. A despesa com o seguro para o ministério será de R$ 6,9 milhões.

Também foi aprovada na terça-feira uma linha de crédito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para renovação de frota de taxis. Lupi disse que serão disponibilizados R$ 200 milhões para essa linha de crédito e o valor máximo de financiamento é de R$ 60 mil por pessoa. “Essa será uma linha individual, que será [vinculada] ao CPF”. O financiamento será operado pela Caixa e pelo Banco do Brasil e deve estar disponível no início de agosto.

A previsão de Lupi é de que a taxa de juros fique em torno de 0,82% ao mês e o prazo de pagamento de 60 meses, com três de carência.

O ministro disse ainda que a linha de crédito com recursos do FAT para revendedoras de carros usados está com “recursos praticamente esgotados”. Essa linha tem recursos do FAT no valor de R$ 200 milhões e do Banco do Brasil no mesmo valor. O ministro disse que terá uma reunião no BB para “estudar a viabilidade de mais recursos” para essa linha. (Fonte: Roberta Lopes/ Agência Brasil)


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POLÍCIA FLORESTAL DO RJ APREENDE UMA TONELADA DE SARDINHA PESCADA FORA DA ÉPOCA


Polícia apreende uma tonelada de sardinha em São Gonçalo/RJ

Folha Online - Ambiente Brasil

29/07/2009


Agentes do Batalhão de Polícia Florestal prenderam quatro homens e apreenderam uma tonelada de sardinha, na madrugada desta terça-feira (28), em um cais improvisado em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio de Janeiro.

A pesca do peixe é proibida nesta época do ano, devido ao período de reprodução da espécie.

Os quatro detidos - que não tiveram as identidades reveladas - foram levados para a delegacia de Neves, em São Gonçalo. Segundo a Polícia Militar, eles deverão responder pelo crime de pesca proibida.

Segundo a polícia, a sardinha será doada a comunidades carentes do Rio. As localidades não foram divulgadas para evitar aglomerações, informou a PM. (Fonte: Diana Brito/ Folha Online)



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FALTA DE PLANEJAMENTO E LENTIDÃO TORNAM AS OBRAS DO PAC MAIS CARAS PARA O CONTRIBUINTE

Presidente Lula durante visita às obras do gasoduto Urucu-Coari-Manaus que dobrou o custo. A justificativa da Petrobrás para que o valor da obra mais do que dobrasse foi a adoção de uma tecnologia inédita no Brasil de transporte de tubos.

O PAC, cada vez mais caro

O Estado de São Paulo - 29/07/2009

Elaborado às pressas pelo governo Lula, com óbvia finalidade político-eleitoral, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já vinha sendo marcado pela lentidão com que seus projetos são executados. Agora, de acordo com levantamento feito pelo Estado, acrescenta à lista de mazelas provocadas por sua má gestão o extraordinário encarecimento das obras. Para o bolso do contribuinte, é a mais pesada das consequências do mau planejamento.

Em atraso, quase metade dos projetos do programa, lançado em 2007, passou por revisão, que levou ao reajuste dos valores dos contratos. Em 55 dos 122 projetos da área de logística, energia, saneamento, urbanismo e transporte urbano o custo das obras aumentou, como mostrou reportagem de Renée Pereira publicada na edição de domingo do Estado. A repórter comparou os dados do último balanço do PAC, divulgado em abril de 2009, com os relatórios anteriores e verificou que, em alguns casos, o valor da obra foi reajustado em mais de 100%, como na construção do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, da Petrobrás.

Problemas inesperados, como a descoberta de um sítio arqueológico, podem retardar ou encarecer uma obra. Mas quando existem projetos executivos de qualidade - com informações precisas sobre as condições do subsolo, as espécies vegetais e animais que precisam ser preservadas, detalhes da construção e a indicação das melhores técnicas que podem ser utilizadas para dar mais eficiência às obras - é muito pouco provável que o valor precise ser dobrado, disse o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

A ocorrência de um número tão grande de reajustes de preços indica que ou não havia projetos executivos ou eles eram inadequados ou incompletos - de má qualidade, em resumo. No fundo, falta planejamento às obras do PAC. Como elas começam sem projetos adequados, durante sua execução se descobre que o volume de investimentos foi mal dimensionado, o que exige a revisão dos valores. E, sem um projeto consistente, fica fácil para a empresa contratada sobrevalorizar a obra.

No caso do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, a justificativa da Petrobrás para que o valor da obra mais do que dobrasse foi a adoção de uma tecnologia inédita no Brasil de transporte de tubos. É um raro caso em que o avanço da tecnologia - no caso, o transporte dos dutos por aeronaves especiais - impõe imensos ônus ao contratante sem que se conheçam os benefícios que justifiquem o encarecimento da obra nessa proporção.

Outros projetos da Petrobrás incluídos no PAC tiveram reajustes elevados, fato que chamou a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga as obras da Refinaria Abreu Lima, no complexo de Suape (PE); o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaguaí (RJ), atualmente em fase de licitação das obras; e o investimento na plataforma P-53, no Campo de Marlim Leste (na Bacia de Campos).

No setor de logística, o maior reajuste foi registrado na construção da via de acesso perimetral da margem direita do Porto de Santos. O valor da obras foi corrigido em 94%. É um sinal de que o programa foi feito de afogadilho, disse ao jornal um empresário que não quis ser identificado.

A lentidão na execução dos projetos - outro dos defeitos do PAC, fruto do mau planejamento e de precária administração -, que retarda os benefícios das obras para a economia, resulta também em aumento de custos diretos. "Quanto mais demorado for o processo entre a licitação e a execução dos projetos, mais cara será a obra", disse o professor da Fundação Dom Cabral Paulo Resende. "O tempo vai passando e as propostas iniciais não se sustentam, especialmente num cenário de alta de preços." Novos casos surgirão, pois, como observou o diretor executivo da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas, Carlos Eduardo Lima Jorge, para acelerar a liberação dos recursos do PAC, muitos contratos foram assinados sem os devidos cuidados, o que exigirá sua revisão.

Em geral, o PAC anda muito devagar e, quando avança, descobre-se que foi mal planejado. Em qualquer dos casos, fica mais caro para o País. Fonte: O Estado de S. Paulo/ ISA - Socioambiental

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