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31 de agosto de 2009

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO APONTA QUE PESCADORES ESTÃO ENTRE AS MAIORES VITIMAS DE ACIDENTES E MORTES


Pescadores estão entre as maiores vítimas de acidentes e mortes no trabalho, revela OIT

Por Vladimir Platonow, da Agência Brasil

Os pescadores estão entre as categorias com os maiores índices de acidentes e mortes no trabalho, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). São cerca de 43 milhões de trabalhadores no setor em todo o mundo, a grande maioria atuando na informalidade e sem qualquer proteção social.

Os dados do levantamento foram divulgados nesta segunda-feira (24/8) pela diretora do Departamento de Atividades Setoriais da OIT, a venezuelana Elizabeth Tinoco, durante um seminário sobre a ratificação do Convênio 188, adotado pela organização desde 2007, que pretende consolidar a legislação mundial trabalhista da pesca. Para que isso aconteça, o documento tem que ser aprovado pelos parlamentos dos países signatários.

“O Convênio 188 consolida os diferentes convênios anteriores relacionados com a pesca. É a base para uma maior proteção social para esses milhões de trabalhadores e de suas famílias, que atualmente estão excluídos de um marco normativo trabalhista que permita conquistar uma melhor condição de vida”, afirmou.

A diretora da OIT disse ainda que o trabalho da pesca apresenta um grande número de mortes e acidentes graves, pela informalidade do trabalho. Mesmo na pesca industrial, onde predominam grandes empresas, a subcontratação de mão de obra gera a precarização das relações de trabalho.

Segundo Elizabeth Tinoco, 80% dos trabalhadores da pesca vivem na Ásia. Na América Latina, são 2 milhões de pescadores, dos quais o Brasil responde por 1,24 milhão, 240 mil registrados na Marinha e 1 milhão de pescadores artesanais, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Para a coordenadora nacional da Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE, Vera Albuquerque, a adoção do Convênio 188 não deverá provocar grandes mudanças para os pescadores brasileiros, que já são bem amparados pela legislação. O problema, segundo ela, é a informalidade no setor, que chega a 87%.

“Existe uma zona cinzenta entre os pescadores artesanais e a indústria da pesca. Certos armadores se dizem artesanais, mas têm diversos barcos e empregam outros pescadores. Eles não são artesanais, são empresários e têm que contratar como empregados os seus trabalhadores”, disse.

Vera citou o recente caso de um barco pesqueiro que virou em alto-mar no último dia 21, no Espírito Santo, para ressaltar a importância do emprego formal. Das 17 pessoas a bordo, 7 continuavam desaparecidas.

“Nós já sabemos que é uma traineira formalizada. No caso de um acidente fatal com essas pessoas, pelo menos as famílias serão assistidas. Maior preocupação é quando o barco é informal, a tripulação some e as famílias ficam sem proteção nenhuma da Previdência e dos direitos que teriam se o barco fosse legalizado”, afirmou.(Envolverde/Agência Brasil)

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SHOPPING LUXUOSO EM SP EXPANDE SOBRE LENÇOL FREÁTICO CONTAMINADO


Shopping em São Paulo cresce sobre área contaminada

"O relatório foi apresentado à Cetesb em setembro de 2007 e confirmou a existência da contaminação do solo e da água subterrânea, por presença de benzeno, tolueno, xileno e naftaleno acima do permitido. Havia ao menos 4.500 toneladas de solo contaminado."

O shopping Iguatemi, um dos mais luxuosos de São Paulo, está se expandindo sobre uma área contaminada, que inclui a água subterrânea e possivelmente também os poços artesianos na região da avenida Faria Lima (zona oeste). A obra, conforme documento da Procuradoria Geral da Prefeitura de São Paulo, deveria ser paralisada até que seja investigada a extensão da contaminação do lençol freático.

A expansão do Iguatemi não obteve as licenças da prefeitura, mas as obras foram autorizadas por decisão da Justiça, em primeira instância, a qual o município tenta derrubar. O impasse ocorreu porque, segundo a prefeitura, o projeto original foi modificado a ponto de necessitar de novas licenças.

Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), funcionava no terreno um posto de combustíveis. Durante a obra, foram encontrados dois tanques de combustíveis enterrados. A conclusão sobre a contaminação está em ofício enviado pela Prefeitura de São Paulo à 3ª Vara da Fazenda Pública, após consulta à Cetesb.

O documento foi anexado ao processo movido pelo shopping contra a prefeitura para poder tocar a obra sem licença. O local é vizinho ao prédio em que mora o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Estacionamento - A nova área terá três subsolos e sete andares de estacionamento, num total de 650 vagas. Em quatro pavimentos, haverá escritórios. Há três pavimentos no subsolo, o que exigiu o rebaixamento do lençol freático.

De acordo com consulta da Cetesb ao DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), há dez poços artesianos no raio de 500 metros do local. O shopping é vizinho ao Esporte Clube Pinheiros, que mantém ao menos quatro poços na sua sede, de onde pode retirar até 74 mil litros de água por hora.

De acordo com o documento da prefeitura, assinado pela arquiteta Rosilene de Toledo Marciano, "é certa a expansão da pluma de contaminação para áreas que extrapolam os limites (do shopping). A continuação das obras sem a delimitação correta das plumas de contaminação (...) pode colocar em risco a comunidade do entorno e perpetuar a contaminação das águas subterrâneas", descreve a arquiteta.

Em julho de 2007, o shopping enviou carta à Cetesb informando sobre a contaminação e requisitou um certificado para a descontaminação.
O relatório foi apresentado à Cetesb em setembro de 2007 e confirmou a existência da contaminação do solo e da água subterrânea, por presença de benzeno, tolueno, xileno e naftaleno acima do permitido. Havia ao menos 4.500 toneladas de solo contaminado.

Apesar do certificado, chamado Cadri, o Iguatemi não atendeu às exigências da Cetesb, e sofreu nova advertência em setembro do ano passado, o que culminou em aplicação de multa, em 16 de maio deste ano, de R$ 7.925.

Novamente, o shopping procurou a Cetesb afirmando que o processo não havia caminhado porque não havia obtido autorização por parte dos órgãos da Prefeitura de São Paulo -Subprefeitura de Pinheiros, CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e Convias (Departamento de Controle de Uso de Vias Públicas) - para a execução das sondagens e instalação dos poços de monitoramento fora da área da empresa.

Para a Cetesb, a instalação desses poços é fundamental para a delimitação da pluma de contaminação. "A Cetesb aguarda o envio do relatório dessa investigação, sob risco de o shopping sofrer novas penalidades pelo descumprimento das exigências formuladas", diz a agência. (Fonte: José Ernesto Credencio/ Folha Online/AMBIENTE BRASIL)

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NO MATO GROSSO PELE DE PEIXE VIRA ARTESANATOS, BOLSAS, BRINCOS E SAPATOS

Produtos feitos de pele de peixe (Foto: Produtos feitos de pele de peixe expostos em feira de artesanato no MT (Foto: Denise Niederauer/Secom MT)
Bolsa de pele de tilápia

Pele de peixe vira bolsa e sapato em MT

Donos de uma pousada em Mato Grosso aproveitam pele de peixes tambaqui da Amazônia para transformar em produtos como bolsas, brincos, carteiras, cintos e porta-retratos. Os irmãos Mauro e Rozani DallAgnol iniciaram há quatro anos as atividades da empresa Couros Curupy.

“Nós temos uma pousada em Sinop com pesque-pague. Vendíamos os peixes na feira, tirávamos a pele fora. Eu sabia que havia maneira de aproveitar a pele e minha irmã fez vários cursos para dominar a técnica de reaproveitamento”, explicou Mauro para Secretaria de Comunicação Social de Mato Grosso.

Foi participando de congressos que as bolsas produzidas pelos irmãos DallAgnol chamaram a atenção do público. A produção é inteiramente artesanal, por isso, os produtos são vendidos apenas em Sinop ou sob encomenda.

Além dos irmãos, outras 20 pessoas estão envolvidas no processo, que começa com a pesca do peixe e a retirada da pele e vai até o curtimento do couro e a fabricação dos produtos. (Fonte: G1)

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PESQUISA DA USP MOSTRA QUE ÁGUAS DA REPRESA BILLINGS SÃO CONTRA-INDICADAS PARA REUSO RECREACIONAL


Despoluição melhora água sem viabilizar lazer na Billings

Por Júlio Bernardes, da Agência USP de Notícias - 31/08/2009

Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que o sistema de tratamento de águas em teste no Rio Pinheiros melhora parcialmente a qualidade da água da represa Billings, permitindo que elas voltem a ser usadas na geração de eletricidade. Entretanto, o trabalho da engenheira Paula Andréia Vilela revela também que a quantidade de poluentes ainda existentes na represa impede a prática de reuso recreacional da água até o momento. “Por esse motivo, a Billings não pode ser utilizada em atividades recreacionais, como natação, pesca e mergulho”, alerta.

Segundo a pesquisadora, o curso natural do rio Pinheiros é alterado por um sistema de bombeamento, de modo que suas águas são encaminhadas para a represa Billings para gerar energia elétrica na usina Henry Borden, em Cubatão (litoral de São Paulo). “Porém, este bombeamento foi proibido em 1992, devido ao alto índice de poluição das águas do Pinheiros, sendo permitido apenas em situação específicas, como controle de enchentes”, conta. Para testar o processo de tratamento por flotação, as águas voltaram a ser bombeadas, em caráter experimental, com uma vazão de 10 metros cúbicos por segundo (m3/s).

A coleta das amostras de água, para a elaboração da pesquisa, ocorreu entre setembro de 2007 (início dos testes) e junho de 2008, em seis pontos do Rio Pinheiros, antes e depois de duas estações de tratamento, e em seis pontos de monitoramento da Billings. “As análises envolveram mais de 200 parâmetros operacionais e ambientais”, explica Paula. “Entre os aspectos analisados, temos, cor, pH, oxigênio dissolvido, turbidez, nitrogênio, fósforo e ferro, além da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e a Demanda Química de Oxigênio (DBO)”.

Os testes mostraram que as águas da represa Billings estão contra-indicadas para o reuso recreacional, pois não atendem os padrões de qualidade exigidos pela legislação CONAMA 357/05, que classifica os corpos hídricos. “A pesquisa apontou também concentrações relativamente altas de nitrogênio e fósforo, que indica a presença de esgoto doméstico”, ressalta a engenheira.


Esgoto
A análise de DBO indica que a renovação do oxigênio na água foi insuficiente, devido a alta carga orgânica. “A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção do oxigênio na água”, afirma a pesquisadora. “Parâmetros como cor da água e concentração de ferro também estavam inadequados”.

De acordo com as análises, as águas da Billings podem ser utilizadas para a geração de energia na Usina Henry Borden. “O processo de tratamento por flotação é eficiente na remoção de sólidos”, explica Paula. “Na geração de energia, a presença destes contaminantes pode se mostrar prejudicial, acarretando danos às turbinas da usina”

O reuso recreacional da água envolve atividades como natação, pesca, mergulho, esqui aquático e jet-ski, entre outras. “Ainda não há no Brasil uma legislação específica para a prática do reuso”, ressalta. “Na pesquisa, foram utilizados como referência, os padrões de qualidade da água estabelecidos pela Resolução do Conama 357/05 que classifica a Billings como corpo hídrico Classe II”. A pesquisa foi orientada pelo professor Pedro Mancuso, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Para permitir atividades futuras de recreação na represa, Paula recomenda ajustes operacionais no sistema em teste, visando melhoria na eficiência do tratamento das águas do Rio Pinheiros. “Ao mesmo tempo, torna-se imperiosa a adoção de uma política de uso e ocupação do solo no entorno da represa Billings, de modo a controlar as ocupações irregulares”, sugere. “É fundamental também a identificação e mapeamento de lançamentos clandestinos de esgotos na represa.”
(Envolverde/Agência USP de Notícias)

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2ª FEIRA INTERNACIONAL PARA INTERCÂMBIO DE BOAS PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS


DE 01 A 04 SET 2009
SHOPPING FREI CANECA
SÃO PAULO - SP

Atrações Internacionais

A rica programação da FIBoPS inclui um bloco de intercâmbio de cases entre países com experiências bem sucedidas na área socioambiental. Teremos no total 10 países representados com cases sustentáveis relativos ao uso de espaços públicos urbanos (Nova York/USA), construção sustentável (Flórida/USA), Permacultura (Austrália), Living Machine (Escócia), Centro de Formação Profissional (Angola) e um case especial de Dubai, Emirados Arabes: World Trade Center considerado um dos maiores projetos LEED® do mundo com 1 m ilhão de metros quadrados.

Ranking Benchmarking

A inovação em educação e sustentabilidade é o foco da 2ª Fibops, que tem como ponto alto no ultimo dia da feira, dia 04 de setembro, onde se anuncia o Ranking 2009 do Programa de Bechmarking Ambiental Brasileiro, que acontece este ano pela 7ª vez consecutiva. Serão 30 instituições e gestores reconhecidos como os melhores da gestão socioambiental brasileira de 2009. Foram selecionados por uma comissão de 16 especialistas de 06 países. Organizada pelo Instituto Mais, a Fibops representa uma visão inovadora de feira temática, que vincula ensino à pratica, de tal forma que envolve em um só ambiente um amplo leque de opções para apreensão e divulgação de conhecimentos.

A FIBoPS receberá mais de 8 mil pessoas

Ao contrario do que tem acontecido na maioria dos eventos nessa área, as inscrições na Fibops são gratuitas, buscando proporcionar o acesso do público a todo o conteúdo de sua intensa programação. O total de participantes e inscritos já superou a marca de oito mil pessoas, entre profissionais, especialistas, pesquisadores, jornalistas, ambientalistas, autoridades e personalidades atuantes em sustentabilidade, além de docentes e estudantes de diversas universidades inscritas de todo o país.

Uma nova postura que veio para revolucionar o mercado

A Fibops apresenta ao mercado um novo conceito de congresso e exposição. Ao apostar na pluralidade e universalização do conhecimento lidera um movimento agregador, livre e democrático diferente do convencional. Uma nova postura que chega para revolucionar o mercado e fazer escola.

Mais Informações: www.fibops.com.br


São Paulo, 31 de Agosto de 2009.
Kathellym Santos - (11) 3257-9660



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MINISTÉRIO DA PESCA E AQUICULTURA PROMOVE A "SEMANA DO PEIXE"


Semana do Peixe começa na terça-feira com o objetivo de atrair novos consumidores

A Semana do Peixe, promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), começa na próxima terça-feira (1º), com o objetivo de aumentar e tornar regular o consumo de pescado no país, além de enfatizar a importância do peixe para a saúde.

Pelo sexto ano consecutivo e com 15 dias nesta edição, a Semana do Peixe visa a atrair consumidores com promoções em diversos supermercados do país, seminários, festivais gastronômicos e ainda com distribuição de folhetos explicativos com orientações e dicas de como escolher um bom pescado.

Segundo o MPA, no ano passado, a Semana do Peixe, mobilizou mais de 70 redes de supermercados do país, envolvendo cerca de 1,5 mil lojas participantes. No período do evento, a venda de pescados nesses estabelecimentos cresceu em média 60% com relação ao mês anterior. “A ideia é fomentar nesse período o consumo do pescado. A campanha chama a atenção do brasileiro para o consumo regular ao longo do ano”, destaca o secretário executivo do ministério, Dirceu Lopes.

Em média, o brasileiro consome 7 quilos de pescado anualmente, segundo dados do MPA. O total recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, é quase o dobro, 12 quilos por pessoa a cada ano. Segundo o ministério, por meio de ações que promovam a importância do produto, o órgão pretende elevar o consumo anual para 9 quilos por pessoa até 2011. Outra meta é aumentar em 40% a produção de pescado nos próximos quatro anos.

Apesar de o país contar com uma costa marítima de cerca de 8,5 mil quilômetros de extensão, além de uma grande quantidade de reservatórios para o cultivo de peixes em cativeiro, a explicação para o baixo índice de consumo do produto pelos brasileiros é cultural, segundo o secretário. “As pessoas se acostumaram com outros tipos de carne pela praticidade, principalmente frango e carne bovina. O peixe sempre foi difundido como prato de final de semana e não do dia a dia.”

O aposentado Mosar Lima é uma exceção. Ele conta que faz questão de consumir peixe em casa no mínimo duas vezes por semana e que é um "freguês assíduo" das feiras. “Há mais de dez anos tenho essa preocupação de comer peixe”, diz o aposentado, que dá dicas para a hora da compra. “Antes de tudo, é preciso conhecer o fornecedor e confiar nele, depois reparar no estado do peixe, que deve ter os olhos ainda com brilho". Seguindo as orientações, ele garante uma boa peixada. “O segredo é saber escolher bem." (Fonte: Radiobrás)


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ECOTURISMO: CONHEÇA AS NASCENTES DO RIO TIETÊ


Fotos de Ligia Mendes Aguiar em excursão da Prefeitura de Barueri, dia 06/08/2009

Salesópolis possui opções de lazer divertidas e diferentes

A principal atração de Salesópolis está a 16 quilômetros do centro. A maior parte do trajeto é de asfalto. Mas depois tem que enfrentar a estrada de terra.

A dica de turismo do SPTV deste sábado é um passeio barato e cheio de atrações a Salesópolis, que fica bem pertinho da capital e é onde nasce o Rio Tietê. Tem mais surpresas neste lugar cercado de muito verde.


Às vezes, é preciso ver para crer. Em Salesópolis, os visitantes podem olhar bem de perto a nascente do Rio Tietê, o mais famoso do Estado. Para chegar ao berço deste gigante que atravessa São Paulo é preciso pegar a Rodovia Ayrton Senna. No caminho, o motorista de carro tem que desembolsar R$ 4,60 para o pedágio. A moto paga R$ 2,30.

Na saída 44, siga pela Rodovia Pedro Eroles, sentido Mogi das Cruzes. Você vai precisar passar por dentro de Mogi. Fique atento na entrada da cidade, onde está a única placa que indica a Rodovia Mogi-Salesópolis. Siga as placas para o centro de Mogi até chegar à Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, onde a sinalização para Salesópolis reaparece.

Aproveite para curtir as hortas na paisagem e a represa do Rio Paraitinga. O portal de Salesópolis da boas vindas aos curiosos. Chegando ao centro, não deixe de visitar a Igreja Matriz. Todos os afrescos nas paredes e no teto foram restaurados seguindo os originais. Não é difícil encontrar excursões por lá.

“Quando a gente chega num lugar novo, a gente procura especular sobre as particularidades. A particularidade aqui pra mim foi a igreja. É muito bonita”, falou Roberto Jacomini Matarezzi, técnico em eletrônica aposentado.

“Essa igreja foi construída com o dinheiro da população. A população da cidade era muito pequena, mas a maioria morava no campo. Eles plantavam, criavam animais, traziam suas mercadorias e toda primeira quinta-feira do mês eles vendiam em leilão para construir a igreja”, explicou Gilda Brasileiro, historiadora.

A principal atração de Salesópolis está a 16 quilômetros do centro. A maior parte do trajeto é de asfalto. Mas depois tem que enfrentar a estrada de terra.

O Parque Nascentes do Tietê tem três trilhas. Todas são fáceis e bem sinalizadas. Ele fica aberto diariamente das 8hs às 17hs. A entrada custa R$ 2. Crianças com menos de cinco anos não pagam.

A mata no parque é secundária, ou seja, já foi devastada e se refez. “Antes de ser um parque, tudo era uma plantação de eucalipto. Então, quando foi se tornando um parque houve a preocupação de retirar todo o eucalipto da região e voltar a mata atlântica”, esclareceu Adilson Quirino Candelária, guia de turismo.

Grupos grandes só podem entrar no parque acompanhados de um guia local. Não é permitido entrar com alimentos e a administração pede que as pessoas evitem fazer barulho por causa dos animais. No parque há várias nascentes, mas a mais alta é considerada o início do Rio Tietê.

São águas tão cristalinas que muita gente não acredita e estão lá para quem quiser provar. “Toda a água que sai de qualquer torneira do parque vem direto do lençol freático da nascente do Rio Tietê”, disse Adilson Quirino Candelária, guia de turismo.

“Nunca imaginei tomar água do Tietê. Eu moro vizinha ao Tietê, mas não da para passar nem perto. O cheiro é muito forte. Essa água da vontade de levar para casa”, falou Antônia Maria de Sousa, costureira.

Na outra ponta de Salesópolis tem a usina parque. Também formada pelo Rio Tietê, possui trilhas e museu. É uma vista imperdível. Mas é preciso subir 220 degraus. A usina está aberta de terça a sábado, das 9hs às 16hs. Depois de purificar a alma, que tal um pouco de história?

A casa tem aproximadamente 400 anos. Ela foi construída pelos jesuítas. Quando eles foram embora do Brasil, a casa ficou cerca de cem anos abandonada, até que uma família que veio do litoral de São Paulo se apossou da casa e ela passou, a partir daí, a ter funções comerciais na região.

“Como havia uma rota clandestina de escravos chamada Rota Dória, o entreposto comercial, que era a senzala, servia para vender mercadorias e escravos que não pagassem imposto”, completou a historiadora.

As correntes ainda estão por lá. A casa é da mesma família há cinco gerações. De volta à estrada por onde tantos escravos passaram, a gente encontra mais história.

São Benedito é conhecido como Santo dos Escravos. A igreja tem uma história muito interessante. Há no lugar o oratório onde a missa era rezada na época. Em outro ponto, dizem os pesquisadores, era o local onde os escravos se escondiam. Existem duas versões para essa história: uma é de que eles se escondiam na igreja porque fugiam durante a rota e o padre acobertava; a outra diz que eles se escondiam para que o dono deles não pagasse os impostos.

Alguns escravos passaram. Outros, foragidos, encontraram abrigo em Salesópolis. Fizeram da cidade sua nova casa e deixaram a herança que trouxeram da África. A tradição folclórica chamada Moçambique, une dança e música, é um convite às raízes negras de Salesópolis.

Para visitar a chamada Rota Dória é preciso agendar o passeio na Secretaria de Turismo de Salesópolis nos telefones (0xx11) 4696-3511 e 4696-1363. Aos domingos, a senzala também funciona como restaurante, onde paga R$ 15 e pode-se comer à vontade.

VEJA O VÍDEO DO SPTV - GLOBO.COM




Fotos: enviadas pelo colaborador Eng. Luciano Mendes Aguiar - Site ECOS DA SERRA - São Paulo - SP

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RJ CRIA O MAIOR PARQUE DE RESTINGA DO MUNDO: "PARQUE DO GRUÇAÍ"

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, anunciaram nesta sexta-feira (28/08) a criação do Parque do Gruçaí, que será o maior de restinga do mundo, e ficará no município de São João da Barra. (Ecodebate)

Ambiente anuncia criação do Parque Gruçaí, o maior de restinga do mundo

Ascom do Ambiente - Gov. RJ - 31/08/2009

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, anunciaram, na última sexta-feira (28/08), a criação do Parque do Gruçaí, que será o maior de restinga do mundo, e ficará no município de São João da Barra. Minc, Marilene e o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), André Ilha, deram entrevista coletiva na qual falaram ainda sobre a ampliação do Parque Estadual dos Três Picos.

Minc destacou a importância de se proteger todas as Unidades de Conservação, seja municipal, estadual ou federal e que a meta é dobrar a área protegida de Mata Atlântica de modo a formar um corredor florestal unindo todas as Unidades de Conservação.

- Estamos correndo atrás de 400 anos de destruição - observou o ministro.

Marilene Ramos explicou que no início de 2007 existia no estado 120 mil hectares de área protegida de Mata Atlântica, e hoje, a área já é de 178 mil hectares em todo estado. Destacou ainda a ampliação do Parque Cunhambebe, que tem hoje 38 mil hectares, e a criação do Parque do Gruçaí.

A secretária disse também que o núcleo Piraquara, do Parque Estadual da Pedra Branca, em Realengo, passou por uma reforma e será inaugurado em dois meses, com recursos de compensação ambiental.

- Estamos ampliando e cuidando das Unidades de Conservação que já existem. Esse cuidado nunca houve antes - comentou.

O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do INEA, André Ilha, apresentou um mapa atualizado da ampliação do parque dos Três Picos, com sua área original, os espaços ampliados e as unidades de conservação (Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Estação Ecológica Estadual do Paraíso) com as quais forma um corredor florestal no coração da Região Serrana fluminense.

O Três Picos é o maior parque estadual do Rio de Janeiro e foi criado em 2002 com uma área de 46.350 hectares. Agora, acabou de ser ampliado em 12.440 hectares, pelo decreto nº 41.990. A maior parte da ampliação ocorreu nos municípios de Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim e Nova Friburgo e, em menor escala, nos municípios de Teresópolis e Guapimirim.

Com o aumento de sua extensão, passam a fazer parte do Parque dos Três Picos a Serra da Botija, o Morro do Maratuã e a Pedra da Baleia, dentre outros pontos notáveis da região. As florestas do parque possuem os mais elevados índices de biodiversidade de todo o estado. No local são encontradas ainda cerca de 65% das espécies de aves de toda a Mata Atlântica brasileira.

Além de estimular a preservação da fauna e da flora, a ampliação vai trazer benefícios para os municípios nos quais o parque está inserido, como a elevação da arrecadação do ICMS Verde, a manutenção da qualidade e da quantidade dos córregos e rios que nascem na região e a ampliação da prática dos esportes de aventura. Fonte: Ascom Gov. RJ - Foto: Ecodebate

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CAI PELA METADE A QUANTIDADE DE ÁREAS DESTINADAS A UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

Obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio - Rio Madeira (RO)
PAC derruba áreas de conservação ambiental

Eduardo Scolese - Folha de SP - 31/08/2009

A quantidade de áreas destinadas pelo governo Lula a unidades de conservação ambiental caiu quase pela metade, coincidentemente, a partir da criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em janeiro de 2007.

Sob o programa, selo do governo para obras de infraestrutura, como rodovias e usinas hidrelétricas, a média diária é de 6.700 hectares destinados a unidades ambientais, contra a média de 13.000 hectares registrada entre 2003 e 2006.

Segundo levantamento da Folha em decretos presidenciais publicados no "Diário Oficial da União", essa queda não coincide apenas com a implementação do PAC, mas também com a desgastante reta final da gestão da ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e de todo o período de seu sucessor e atual chefe da pasta, Carlos Minc.

Casa Civil diz que critérios para criação de UCs são técnicosMarina pediu demissão em maio do ano passado. A senadora deixou o cargo reclamando de dificuldades na condução da agenda ambiental. Um dos atritos ocorreu com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), numa pressão para acelerar a concessão de licenças de usinas hidrelétricas do rio Madeira -obras que fazem parte do PAC.

Esse filme se repete agora com Minc. Em maio, o ministro reclamou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as licenças concedidas pela área ambiental não estavam sendo compensadas com a criação de unidades de conservação. Ele citou a falta de um "tratamento harmônico".

Entre 2003 e 2006, Lula assinou decretos que destinaram 19,1 milhões de hectares a unidades de conservação -reservas extrativistas, florestas e parques nacionais, estações ecológicas, reservas biológicas e áreas de proteção. De 2007 até hoje, foram destinados 6,3 milhões de hectares para essas unidades.

A alegada falta de prestígio da área ambiental, admitida pelo próprio ministro, é reforçada com o volume de unidades de conservação empacadas na burocracia oficial. São 14 processos concluídos pelo Meio Ambiente, num total de 959 mil hectares, mas que ainda dependem do aval de outras áreas do governo. Nove deles (800 mil ha) estão na Casa Civil.

O selo do PAC trouxe a busca pelo cumprimento de prazos para grandes obras, acompanhada, desde o início da crise do ano passado, da preocupação do governo federal em acelerar projetos para gerar mais empregos e, mais do que isso, elevar o PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Dilma Rousseff, pré-candidata petista para a disputa presidencial de 2010, informa que o processo de criação de novas áreas de conservação não tem relação com o PAC (leia texto ao lado).

João de Deus, diretor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente, afirma que hoje está fisicamente mais complicado criar novas áreas, pois as propostas de unidades ambientais têm coincidido com outros interesses do governo federal, como a pesquisa e a extração mineral, o aproveitamento hidrelétrico e a exploração de gás e de petróleo. Fonte: Folha de SP/ECOA - RIO VIVOS


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FLUTUADOR DO IPT/SPTV VAI MEDIR A OXIGENAÇÃO DA ÁGUA DO RIO TIETÊ (SP) - II

Dan Robson é o aventureiro que acompanha o flutuador, de caiaque, pelo Rio Tietê.


Flutuador mede oxigênio do rio Tietê
Rios do SP - SPTV - Rede Globo

A partir de amanhã você vai saber quais são os trechos mais poluídos do Tietê. Um flutuador vai ser lançado no rio para medir a oxigenação da água.

Desde o começo o SPTV apresenta uma grande discussão sobre o futuro dos rios que cortam a Grande São Paulo. O que mais polui o Tietê e o Pinheiros é lixo jogado na rua e que vai parar dentro dos rios e o esgoto que não é tratado.

O que você pode fazer para mudar essa situação? A partir de amanhã você vai saber quais são os trechos mais poluídos do Tietê. Um flutuador vai ser lançado no rio para medir a oxigenação da água.

O SPTV procurou o IPT, que é do governo do estado, para desenvolver o flutuador. O instituto de pesquisas tecnológicas criou a estrutura que vai ser lançada no rio Tietê. Dentro do flutuador, existem vários equipamentos desenvolvidos pelas equipes de pesquisa da Rede Globo, que adaptou sensores e o GPS para o projeto. Por exemplo, pra facilitar o trabalho, o aparelho funciona com baterias iguais às que a gente usa nas nossas câmeras de reportagem.

O importante é abrir a discussão sobre o futuro dos nossos rios. Um vive cheio de lixo, cheira mal. O outro tem tanta poluição que parece que a água não se move. Essa é a realidade dos nossos rios Pinheiros e Tietê.

Em abril o SPTV mostrou a experiência da Coreia do Sul, que conseguiu despoluir o principal rio que corta a capital, Seul, e os córregos que deságuam nele. O engenheiro que cuidou da revitalização do córrego Cheong-Gye veio a São Paulo para participar de um seminário, promovido pela USP e Rede Globo. A grande discussão sobre o futuro dos nossos rios, teve a participação de autoridades e de especialistas.

A nova etapa do nosso projeto envolve uma parceria com o IPT, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado. Usando tecnologia desenvolvida para a construção de navios, os engenheiros criaram um flutuador, uma peça que será lançada no Tietê.

Lá dentro tem um sensor que vai medir a quantidade de oxigênio na água do rio, duas microcâmeras para gravar as imagens e um GPS, um equipamento que vai nos dizer, em tempo real, onde o flutuador está.

Foram quatro meses de trabalho e um robô preparou a estrutura. A peça tem 11 kg e 48 centímetros de diâmetro. Uma vedação de alumínio impede que a água entre.

“Por ser um ambiente sem controle, tudo tem que ser programado, tudo tem que ser projetado, para evitar qualquer tipo de risco ou dano ao equipamento, ou perda de algum dado”, diz Fábio Villas Boas, assistente de pesquisas do IPT.

“O oxigênio é o principal indicativo de vida ou de possibilidade de vida no meio aquático. A presença de oxigênio em quantidade adequada, o valor normal é da ordem de nove miligramas por litro, ele indica que a água tem pouca matéria orgânica e daí a gente pode dizer que ela recebe uma pequena quantidade de esgoto ou de outros poluentes”, afirma José Rodolfo Scarati, professor do departamento de Hidráulica da USP.

Dos 1.100 km do rio Tietê no estado de São Paulo, o flutuador vai percorrer 500 km.

O equipamento será lançado amanhã em Biritiba-Mirim, na região metropolitana. Vai passar por 30 cidades: de Biritiba-Mirim, na região metropolitana, a Barra Bonita no centro-oeste do estado.

“Este projeto é pioneiro no estado. Ali você está tendo uma informação real do que está acontecendo no rio, naquela hora. Isso é uma coisa fundamental para se estudar efetivamente se tudo o que está sendo feito naquele rio, se os projetos estão dando resultado ou não”, explica Teresa Costa, química.

Vamos recolher o flutuador em Barra Bonita, onde começa a hidrovia Tietê-Paraná. O rio naquela região fica muito largo, recebe grandes embarcações e seria difícil controlar o flutuador no meio delas.

O que nós queremos é continuar a discussão sobre as nossas águas e chamar a atenção para o futuro dos nossos rios. Nós, juntos, temos o poder de mudar a situação deles para melhor.

O local escolhido para o início do lançamento do flutuador não é na nascente do rio, pois o trecho entre a nascente e Biritiba Mirim tem cachoeiras e represas.

Dan Robson é o aventureiro que acompanha o flutuador

Dan Robson é apaixonado por aventuras. Percorreu, de bicicleta, os quatro mil quilômetros da rodovia Transamazônica; por dois meses morou numa caverna e, a pé, andou pelas praias do litoral brasileiro, durante um ano.

Agora o companheiro inseparável será um caiaque. É com essa embarcação que Dan vai entrar nas águas do Rio Tietê para proteger o nosso flutuador. “Ele dá uma rigidez na água é bem tranquilo de se navegar porque tem três pontos de flutuabilidade que dá para você não cair na água que é o risco nosso da viagem”, diz Dan Robson, aventureiro.

Se o caiaque virar, ele tem que deixar o rio. Apesar de ter tomado algumas vacinas, se cair na água, Dan tem até dez horas para tomar outras medicações. “Eu tenho uma pequena fobia de injeção. Eu não vou virar esse bote”, afirma ele.

Ele vai usar uma roupa especial, totalmente vedada, para evitar o contato com a água nos trechos mais poluídos.

O atleta fez vários testes no próprio rio. Dan tem que desenroscar o flutuador no meio do caminho, caso o equipamento fique preso num monte de sujeira. Se chover forte, vai controlar a velocidade para que não ande rápido demais. Além disso vai filmar todo o trajeto e fazer contato com a emissora várias vezes ao dia.

O aventureiro fica no rio ao longo do dia, mas vai descansar durante a noite, para seguir o trajeto no dia seguinte.

O projeto é importante para o mapeamento do rio. Com a medição, será possível saber em quais áreas o Tietê ainda tem vida.

SAIBA MAIS:

FLUTUADOR DESENVOLVIDO PELO IPT/USP VAI PERCORRER 500 KM MEDINDO A QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO TIETÊ (SP) - VEJA O VÍDEO DO PROJETO
*
VOCÊ PODE PARTICIPAR:
CONVIDAMOS OS RIBEIRINHOS DO RIO TIETÊ PARA QUE ACOMPANHEM AS NOTÍCIAS DO AVENTUREIRO DAN PELO SPTV E POSSAM SAUDÁ-LO, HOMENAGEÁ-LO, OFERECER FRUTAS, SUCOS, ETC, AO PASSAR POR SUAS COMUNIDADES, ANALISANDO AS ÁGUAS DO RIO.
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MEDINDO O PREJUÍZO DE NOSSA PEGADA D' ÁGUA


Ações do documento

Medindo o prejuízo de nossa ‘pegada de água’
por João Suassuna — Última modificação 31/08/2009

Um engenheiro hídrico holandês inventou a “pegada de água”. Em uma conferência na Suécia, ele e outros participantes discutiram o desperdício de água, os supermercados cheios de frutas e vegetais produzidos em algumas das regiões mais áridas do mundo e formas pelas quais podemos evitar desperdiçar nosso mais precioso recurso.

agosto 31, 2009

Ecodebate

água, desperdício, escassez de água

Arjen Hoekstra não se destacava na multidão de dois mil cientistas, ativistas, políticos e representantes da indústria que perambulavam pelos corredores da feira em Estocolmo. Figuras que chamavam muito mais atenção do que o engenheiro hídrico holandês compareceram à Semana Mundial da Água na Suécia na semana passada. Representantes asiáticos usavam sáris brilhantes. E o empresário indiano Bindeshwar Pathak atraia bandos de repórteres por onde andava no evento, depois de ser nomeado o ganhador do Prêmio de Água de Estocolmo deste ano por inventar um vaso sanitário para moradores de favela. Reportagem de Samiha Shafy, no Der Spiegel.

Mas Hoekstra preferiu passar despercebido na conferência global anual, focada em assuntos relacionados à água. Ele não tinha nada para provar. Ainda assim, depois de seus aparentes esforços para ficar incógnito, a criação de Hoekstra funcionou como um ímã para o debate aqui. Ele surgiu com a idéia de uma “pegada de água”.

Dez mil litros de água para uma calça jeans
Sua equação na verdade consiste apenas em alguns números usados para descrever a quantidade de água que é usada – ou poluída – durante o processo de produção de vários produtos. Qualquer um pode calcular sua pegada de água observando a quantidade de água que usa diretamente e depois observando a quantidade de “água virtual” que usa – ou seja, a quantidade de água usada na produção de qualquer bem que consome. A média global para a pegada de água de um indivíduo é de 1.243 metros cúbicos de água por ano. Nos Estados Unidos, isso chega a 2.483 metros cúbicos por ano; na Alemanha, a 1.545, e na China, é de 702.

A fórmula da pegada de água de Hoekstra já ganhou as manchetes no mundo todo com suas estimativas sobre a quantidade de água que é usada ou desperdiçada em produtos simples que fazem parte de nossas vidas diárias:

140 litros de água para uma xícara de café!
2.400 litros para um hambúrguer!
10 mil litros para uma calça jeans!

Nas discussões e oficinas em Estocolmo, os participantes debateram que tipo de ação deve ser tomada em resposta ao resultado dos números da pegada de água. O primeiro grupo ambientalista que reconheceu a validade da pegada de água foi a WWF, e outros grupos de proteção e conservação ambiental, assim como as Nações Unidas e o Banco Mundial, fizeram o mesmo em seguida. Finalmente, até companhias multinacionais como a Nestlé, Unilever e Pepsi admitiram o novo conceito.

Água virtual indo na direção errada
E todos eles parecem concordar que os números de Hoekstra podem ser potencialmente explosivos – principalmente porque eles deixam claro como a água, o mais precioso dos recursos, é usada levianamente em muitas áreas. “Por causa do comércio internacional de produtos que consomem muita água, há um fluxo de água virtual escoando por todo o mundo”, disse Hoekstra. “E boa parte desse fluxo está indo na direção errada, de países pobres em água para regiões ricas em água.”

A maior parte desse fluxo envolve alimentos, biocombustíveis e algodão. Cerca de 70 a 80% de todo a água consumida no mundo é usada para fins agrícolas. A União Europeia, por exemplo, contribui indiretamente para secar cada vez mais o Mar de Aral no Cazaquistão e Uzbequistão importando algodão da região. E quando os alemães compram presunto da Espanha ou laranjas de Israel, eles também contribuem para a escassez de água nessas regiões. De fato, a Alemanha, um país que tem água em abundância, é um dos maiores importadores de água virtual do mundo.

Hoje, cerca de 1,4 bilhão de pessoas mora em áreas onde a água é escassa. A mudança climática, o crescimento populacional e o fluxo de água virtual servem apenas para exacerbar o problema. “Em 2050, seremos confrontados com a situação paradoxal de ter que alimentar mais 2,5 bilhões de pessoas, com bem menos água”, disse Colin Chartres, diretor geral do Instituto Internacional de Gerenciamento da Água, uma organização internacional sem fins lucrativos que procura formas de melhorar o gerenciamento das terras e da água.

“Nas regiões secas não deveria haver mais agricultura”
Nesse cenário, os representantes em Estocolmo argumentaram a respeito de quão realistas são as ideias mais radicais de Hoekstra. “Nas áreas secas não deveria haver mais agricultura”, sugeriu o holandês. Sua idéia envolve usar o comércio de água virtual para reequilibrar o orçamento de água da terra. Em vez de irrigar campos desertos, o Egito se beneficiaria mais se importasse feijões ou milho alvo da Etiópia, por exemplo. E a Austrália, onde a região de Outback é uma das mais áridas do mundo, também deveria parar de exportar água virtual em forma de carne, frutas e vinhos.

Os mesmos argumentos poderiam ser aplicados para as zonas áridas da Terra – desde o Oriente Médio ao norte da China e noroeste da Índia, até o sul da Califórnia. Hoekstra diz que todas essas regiões poderiam aliviar sua escassez de água deixando seus campos secarem e importando mais água virtual. “Essas regiões pobres em água precisam ter uma nova visão para o futuro”, argumentou Hoekstra. “Assim como os países produtores de petróleo, onde o recurso está começando a faltar, têm de fazer o mesmo.”

Mas o que faria qualquer país abandonar a agricultura, totalmente ou parcialmente? O pesquisador ambiental britânico Tony Allan, 72, que primeiro cunhou o termo “água virtual,” nos anos 90, concorda com Hoekstra. “Cingapura é um exemplo interessante”, disse ele. “Eles não tem recursos hídricos ou agricultura. Noventa por cento de sua necessidade de água é suprida pela importação de água virtual. O resto vem da reciclagem e dessalinização.”

Países ricos asseguram fornecimento de água
É claro, Allan sabe que o modelo de Cingapura não é necessariamente apropriado para o resto do mundo. Ele até admitiu que nenhum país deverá desistir voluntariamente de suas práticas agrícolas no futuro próximo. “Mas não é mais um tabu falar sobre essas coisas”, observou ele.

Durante as oficinas em Estocolmo, os especialistas não demoraram em concordar que as novas estruturas de preços podem guiar o comércio de água na direção certa. Hoje, os preços da água são normalmente distorcidos através de subsídios governamentais para os fazendeiros – principalmente porque se não houvesse subsídios, a agricultura e a pecuária se tornariam proibitivamente caras nas regiões secas e não valeriam mais a pena.

Enquanto isso, países como a China e a Arábia Saudita estão comprando vastas extensões de terras férteis em lugares como a África, Ásia e América Latina. Ao comprar terra em vez de alimentos, eles asseguram o acesso à água no futuro. Os países na corrida pelas terras não estão sozinhos, tampouco – eles estão competindo diretamente com gigantes da produção de alimentos como a Nestlé e a Coca-Cola, que vêm comprando os direitos por reservatórios de água em todo o mundo há anos.

Muitas companhias estão recebendo bem o aumento do debate sobre a pegada de água em Estocolmo. É uma ótima oportunidade para fazerem algo para melhorar sua imagem. De fato, várias grandes corporações enviaram delegações inteiras para Estocolmo. Nas oficinas, os delegados continuamente repetiram a mesma mensagem: seus funcionários estão tentando fazer o máximo para deixar a menor pegada de água possível.

Tradução: Eloise De Vylder

Reportagem [Measuring the Damage of our 'Water Footprint']do Der Spiegel, no UOL Notícias.

EcoDebate, 31/08/2009
SAIBA MAIS

BRASIL: IMPORTADOR OU EXPORTADOR DE ÁGUA VIRTUAL?

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BIÓLOGA BRASILEIRA NA CONFERÊNCIA IBERO-AMERICANA DE ADMINISTRAÇÃO GERAL DA ÁGUA, NO URUGUAI

A bióloga Rose Dantas, conhecida em Natal como a "Dama do Potengi" por sua luta em defesa da despoluição do Rio Potengi, preservação do ecossistema costeiro e vida marinha da região


Bióloga potiguar representará o Brasil em Conferência Ibero-Americana

A bióloga Rosimeire Dantas, presidente da NAVIMA (Nature Viva Mangue), representará o Brasil na Conferência Ibero-Americana de Administração Geral da Água - CODIS, que se realizará de 7 a 11 de setembro de 2009 em Montevidéu, no Uruguai, com a participação de cerca de 27 países, além da Espanha, países da América do Sul e América Central.

O evento tem a chancela do Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho, vinculado a Embaixada da Espanha, é organizado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID, e o Centro de Estudos e Experimentação de Obras Públicas – CEDEX, em Montevidéu.

Rosimeire Dantas foi indicada pelo Comandante da Companhia Independente e de Proteção Ambiental (CIPAM), Major Túlio César Alves de Oliveira, pelo “mérito de ser especialista na questão de gestão das águas interiores brasileiras”, disse o Comandante da CIPAM.

A NAVIMA (Nature Viva Mangue) – é uma organização não governamental que atua na preservação dos ecossistemas costeiros e vida marinha, de caráter sócio-ambiental sem fins lucrativos, atuante na problemática e rastreamento dos lixões, controle de derramamento de petróleo e conservação da costa potiguar.

A entidade nasceu no dia 21 de novembro de 2007, após o desastre ambiental do Rio Potengi que provocou a mortandade estimada em 40 toneladas de peixes e crustáceos em 29 de julho de 2007. Neste dia, a bióloga Rosimeire Dantas desenvolvia pesquisa em prol da saúde pública e qualidade dos alimentos dali retirados, por homens e mulheres trabalhadores, pessoas simples e dignas de sua cultura tradicional. Desde então, a NAVIMA luta para despoluir o Rio Potengi, berçário de vida marinha, e conservação de toda a costa potiguar. Esse engajamento tornou a bióloga conhecida por “Dama do Potengi”.

Entre os projetos desenvolvidos pela NAVIMA estão: o adensamento florestal da Mata Atlântica na Base Aérea de Natal (BANT) – um convênio entre a BANT e o IBAMA/NAVIMA; a Neutralização de Carbono, na Polícia Federal; e o Projeto Rio Potengi – “Levantando as redes para um futuro sustentável”, em parceria com o IBAMA. Site: http://www.navima.org/

Marta Melchiors (Jornalista)
Assessora de Imprensa voluntária da NAVIMA
Fones: (84) 9963-9000 / 9976-3338


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30 de agosto de 2009

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29 de agosto de 2009

PARA PROTEGER NASCENTES, CÓRREGOS, ÁGUAS SUBTERRÂNEAS, FLORA E FAUNA SÃO PAULO VETA NOVA PISTA DE VIRACOPOS, EM CAMPINAS (SP)


Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas/SP

Estudo prevê 28 reflexos negativos

A licença ambiental para as obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), não foi concedida pelo governo estadual, que questiona o estudo e relatório de impacto ambiental (EIA-Rima) entregue em janeiro. Serão necessários pelo menos R$ 32,4 milhões para compensar os impactos no solo, em águas subterrâneas, na fauna e flora e na população vizinha, de cerca de 20 mil pessoas. (Manchetes Socioambientais)

Tatiana Fávaro, CAMPINAS
Jornal O Estado SP

A equipe técnica responsável pela elaboração do estudo e relatório de impacto ambiental (EIA-Rima) do projeto de ampliação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, identificou 37 reflexos da obra na área. Desse total, 28 (75%) foram considerados de natureza negativa; 8 (22%) de teor positivo; e 1 (3%), de natureza positiva e negativa. Serão necessários pelo menos R$ 32,4 milhões para compensar os impactos no solo, em águas subterrâneas, na fauna e flora e na população vizinha, de cerca de 20 mil pessoas.

No dia 12 deste mês, em visita a Americana, o governador José Serra (PSDB) afirmou ao Estado que o atual relatório “não se sustenta”. “É melhor o projeto anterior, que é mais fácil, mais barato, mais rápido”, disse. “Estamos angustiados porque Viracopos é a opção que temos para a ampliação aeroportuária. Viracopos pode ampliar o volume de passageiros em 20, 30 vezes.” O projeto inicial removeria 16 mil famílias de 12 favelas, enquanto o atual prevê a ocupação de área rural, onde vivem 3,7 mil famílias. Haveria, no entanto, menos impacto ambiental.

Para o governador, o melhor caminho é a concessão. “A Infraero não vai fazer isso nunca, ela não tem competência para isso. Por isso, a gente continua defendendo, inclusive com um projeto que seja bom, um projeto que seja viável, que exista do ponto de vista ambiental para facilitar (a ampliação)”, disse Serra. “Tenho batalhado, tenho falado muito com o ministro (da Defesa, Nelson Jobim), mas não é uma área do governo do Estado. É uma área de responsabilidade federal”, acrescentou o governador.

A informação sobre o adiamento do início das obras foi recebida com satisfação pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Condema). “Foi uma boa notícia. Questionamos o fato de o relatório não apresentar alternativas para que o gestor (Infraero) possa decidir pelas menos impactantes. Há uma única proposta, porque a decisão de se fazer naquela área foi política, depois se fez um EIA-Rima para cumprir tabela”, disse a presidente do Condema, Mayla Porto.

Para a professora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp Dionete Santin, o fato de o estudo apontar quantidade maior de impactos negativos do que positivos resume os problemas. “Você concorda que isso inviabiliza o projeto ou requer, no mínimo, alternativas?”, questionou. Em 1999, Dionete apresentou tese de doutorado que mostrou que, com o impedimento de intervenções negativas, a área de cerrado saltou de 16 hectares, em 1994, para 90. “É uma área que faz jus à preservação.” Além de cerrado, a área é composta por matas de transição.

Procurado, o prefeito de Campinas, Hélio dos Santos (PDT), defensor do projeto do governo federal, não quis se manifestar. Fontes: O Estadão/Manchetes Socioambientais


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ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO MAR NO LITORAL BRASILEIRO SERÁ MONITORADO

Praia do Saco - Sergipe: três casas luxuosas foram destruídas pelo mar e outras estão ameaçadas (Foto: Jornal da Cidade)

Rede monitora alta do nível do mar

Brasil investe na pesquisa em dez áreas com o objetivo de avaliar impactos do aquecimento global

Carolina Stanisci - 28/08/2009

O Brasil dará no próximo mês o primeiro passo para criar uma série histórica e inédita sobre a elevação do nível do mar em todo o litoral. A consolidação dos dados será possível com a formação da Rede Clima, que une pesquisadores para investigar o impacto das mudanças climáticas em áreas consideradas estratégicas, como agricultura e zonas costeiras.

Para discutir a dimensão da elevação do nível das águas no País, 40 cientistas vão se reunir em Rio Grande (RS), entre os dias 13 e 16 de setembro.

O método de pesquisa em rede ganhou relevância após a divulgação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ao tratar do aquecimento global, em 2007. Com a proximidade do encontro das Nações Unidas (ONU) sobre o clima em Copenhague, em dezembro, os pesquisadores têm intensificado os estudos. "É preciso construir um novo conhecimento", diz o climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Membro do painel sobre mudanças climáticas na ONU, ele coordena as duas iniciativas do governo para enfrentar o desafio: a Rede Clima e o Instituto Nacional para Mudanças Climáticas. Foram quase R$ 20 milhões de investimento.

A rede, criada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2007, recebeu no ano passado R$ 10 milhões por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Nela, 150 pesquisadores de 40 instituições brasileiras estão interligados virtualmente. Os pesquisadores estão divididos em dez áreas - agricultura, saúde, zonas costeiras, biodiversidade e ecossistemas, recursos hídricos, energias renováveis, cidades, economia, desenvolvimento regional e modelagem das mudanças climáticas.

Cada nó desse emaranhado virtual é chefiado por uma instituição. É o caso da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que coordena outras 15 instituições da sub-rede de agricultura. Segundo o pesquisador Eduardo Assad, os cenários climáticos são do Inpe e eles fazem a simulação do que pode ocorrer com culturas de milho, café, soja, cana-de-açúcar e outras quando há aumento da temperatura. As projeções dão ideia de como as culturas vão reagir com a possível alta de até 2°C, limite máximo de aquecimento em relação à era pré-industrial que os países do G-8, em reunião na Itália, neste ano, acordaram como meta.

Na Universidade Federal de Viçosa (MG), oito pesquisadores e 30 estudantes vão além da simulação. Há dois anos, eles investigam o impacto do aquecimento no plantio de milho e feijão. O experimento consiste em aumentar a concentração de gás carbônico e a temperatura das culturas. "Elas gostaram do gás carbônico, mas não da temperatura aumentada", diz Luiz Cláudio Costa, reitor da universidade.

NO MAR

O diretor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Carlos Garcia, destaca a gravidade da questão. "O planeta está aquecendo e há excesso de energia. Cerca de 80% dessa energia fica retida nos oceanos, causando a expansão da água."

Coordenador da sub-rede das zonas costeiras, ele crê que a reunião de setembro dará subsídio para avaliação de componentes afetados pelo aumento do nível do mar, como as regiões de manguezais. O objetivo da pesquisa é obter informações para que cidades vulneráveis enfrentem o problema. "Tudo é afetado pelas mudanças climáticas", conclui Nobre.

Por isso profissionais de quase todas as áreas do conhecimento caíram nas redes. É o caso da saúde. Há quem aponte que doenças cujo transmissor seja o mosquito registrarão expansão de casos. Não é o que pensa o geógrafo Christovam Barcellos, do Centro de Informação Científica e Tecnológica e integrante da Rede Clima ao lado de outros dez pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Dizer que dengue e malária vão aumentar com o aquecimento global é especulação", afirma. Para ele, a dengue pode até se espalhar pois o mosquito está mais "urbanizado". Mas no caso da malária, Barcellos refuta a generalização. "Se o clima está mudando, a paisagem na Amazônia, onde está o mosquito da malária, também vai mudar", afirma, concluindo que não é possível saber como o transmissor da doença continuará na região.A Fiocruz prepara um observatório com dados sobre saúde e mudanças climáticas. O material ficará online e terá acesso diferenciado para pesquisadores e público em geral. O projeto-piloto está previsto para novembro. Fonte: Manchetes Socioambientais

LEIA MAIS:

Subida do nível do mar

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TIC TAC...HORA DE JUSTIÇA CLIMÁTICA...PARTICIPE

Meio Ambiente‏

De: Ana Luiza Tavares Barreto
Para: professorjarmuth@hotmail.com

Oi tio! Como o senhor está?
Acho que nunca enviei um e-mail ao senhor, né?
Mas sempre leio os que o senhor me manda!
Recebi esse site http://www.tictactictac.org.br/
de um amigo meu, e achei que o senhor ia gostar de saber...

Eu assinei a lista! E como anda o trabalho com os rios?
Tudo dando certo?
Saudades de todos aí!
Manda um beijo pra tia e para as meninas!
Beijão tio!

Campanha Global de Ações pelo Clima – GCCA-BR
Assine você também o nosso abaixo assinado


Tic Tac Tic Tac..... As mudanças climáticas estão colocando em perigo a vida na terra. Ainda é tempo de construir um mundo mais justo e sustentável. Mas o tempo está passando. Em dezembro, os líderes mundiais irão reunir-se em Copenhague para decidir sobre o nosso futuro. Mobilizando um número suficiente de pessoas em todo o mundo, iremos encorajar os nossos dirigentes a tomar as ações necessárias. Adicione o seu nome à nossa lista para apoiar a chamada para um acordo global para salvar o nosso planeta de uma mudança climática catastrófica.

De 7 a 18 de dezembro de 2009, lideranças de todo o planeta estarão reunidas em Copenhague para firmar acordos mundiais sobre a grave ameaça das mudanças climáticas. É inquestionável que este problema já está em curso, com efeitos dramáticos e potencialmente catastróficos para todos nós. Ainda é tempo de evitar o pior, mas é preciso agir imediatamente! A transição para uma economia de baixo carbono pode trazer grandes benefícios, mas isso depende de como agirmos agora.

O Brasil tem papel fundamental nessa luta, já que é um líder nas negociações internacionais, mas também um dos maiores emissores mundiais de gases do efeito estufa. Sua postura ainda é tímida quando se trata de assumir decisões firmes e ousadas para sanar o problema. Falha também ao não dar o exemplo, colocando em prática no país, todo o discurso que apresenta no exterior.

Por isso assine aqui o abaixo-assinado que estamos propondo.


ABAIXO ASSINADO TICTACTICTAC
Acorda! Chegou a hora de salvar nosso futuro, e sua assinatura faz muita diferença.
Assine

Faça como minha querida sobrinha Ana Luiza, pré-vestibulanda: assine e divulgue essa campanha!!!

Agende-se para as ações que vão acontecer nas capitais no dia 29/08

A campanha TicTacTicTac será lançada mundialmente no dia 29/08 promovida por entidades de todo o planeta. Você é o nosso convidado para participar destas ações. Clique aqui para acessar o convite.

Nas capitais do Brasil teremos diveras atividades como: inauguração de relógio para contagem, barulhaço no local do evento com apitos, cornetas, buzinas, relógios, panelas, etc, distribuição de material da campanha, teatro de bonecos, exibição de filmes, pintura de painéis sobre o clima e oficinas temáticas, caminhada ecológica, além de outras atividades a critério de cada organização local.

- São Paulo
Local:Parque do Ibirapuera, próx. Portão 10
Horário: 13 às 15hs

- Rio de Janeiro
Local: Praia de Copacabana (em frente ao Copacabana Palace)
Horário: 17 às 19hs

- Brasília
Local: parque da Cidade
Horário: 10 às 13hs

- Porto Alegre
Local: Usina do gasôpetro
Horário: 15 às 17hs

- Belo Horizonte
Local:Praça da Savassi
Horário: 10 às 12hs

- Salvador
Local: Farol da Barra
Horário: 15 às 18 hs

- Manaus
Local: Praça da Polícia (Praça Heliodoro Balbi / Palacete Provincial, s/n - Centro)
Horário: 17 às 19hs

- Recife
Local: Pracinha da Boa Viagem
Horário: 09 às 12hs

- Fortaleza
Local: Entrada do Parque das Crianças
Horário: 08:30 às 13hs

- Teresina
Local:Av. Principal do Centro da Cidade
Horário: Pela manhã

A Campanha no Brasil

Conselho consultivoO Conselho Consultivo da GCCA-BR é composto por personalidades com notório conhecimento sobre mudanças climáticas e que possam mobilizar amplos setores do Governo e da sociedade civil brasileira rumo a Copenhague. Leia mais...



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CONHEÇA O PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA DA ANA

(Clique sobre a imagem para ampliar)

SAIBA MAIS:

- PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA É LANÇADO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

- PROPRIETÁRIOS DE ALFREDO CHAVES GANHAM INCENTIVO DO GOVERNO DO ESPÍRITO SANTO PARA PRODUZIR ÁGUA

- ESPÍRITO SANTO É O PRIMEIRO ESTADO A REMUNERAR AGRICULTORES POR ÁREAS DE FLORESTAS PRESERVADAS

- CONSERVADOR DAS ÁGUAS - ESTREMA - MG

- PROJETO PRODUTOR DE ÁGUA - PIPIRAPUA - DF

- VÍDEOS SOBRE O PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA


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ANA REALIZA SEMINÁRIO "PRODUTOR DE ÁGUA"


Para José Machado, presidente da ANA, experiências deverão ser disseminadas pelo Brasil
Foto: Raylton Alves/Banco de Imagens ANA

Especialistas debatem pagamento para produção de água, em seminário internacional

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Cerca de 300 especialistas brasileiros e estrangeiros se reuniram em Brasília, na quarta e quinta-feira (26 e 27), para debater o pagamento para produção de água.

Participaram da abertura, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc e o diretor-presidente da ANA, José Machado.

Segundo a programação do evento, no final da manhã o economista ambiental sênior do Banco Mundial, Gunars Platais, proferiu palestra sobre como a estratégia de oferecer pagamento para estimular a preservação dos recursos naturais tem sido adotada em vários países.

Foram discutidas ações sobre o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e do Programa Produtor de Água, desenvolvido pela agência Nacional de Águas (ANA). O programa tem como função a redução do assoreamento e erosão de mananciais, melhorando a qualidade da água.

Será oferecido apoio para execução de projetos de conservação da água e do solo. Quem contribuir com a proteção e recuperação de mananciais poderá receber incentivos financeiros.

Ainda durante o encontro foi lançada a página eletrônica do programa.


Rosana Hessel - ANA

O “I Seminário Internacional do Programa Produtor de Água”, organizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) terminou com um saldo bastante positivo nas discussões sobre as iniciativas de implementação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) que ocorrem pelo Brasil.

As discussões em torno do projeto de lei 5.487/09, que institui a Política Nacional dos Serviços Ambientais e o Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais, que está em tramitação no Congresso Nacional, predominaram o primeiro dia do evento, na quarta-feira, que foi aberto pelo presidente da ANA, José Machado, e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Na quinta-feira, segundo dia de palestras, foram apresentadas as iniciativas independentes de vários estados, algumas com o apoio da ANA, como o caso do Projeto Conservador das Águas da prefeitura de Extrema, em Minas Gerais, até o Projeto Oásis, nos mananciais da região metropolitana de São Paulo, patrocinado pela Fundação O Boticário.
A prefeitura de Montes Claros, em Minas Gerais, também tem uma iniciativa interessante – o Ecocrédito – na qual o produtor de água recebe uma cédula com valores de R$ 100 por hectare ao ano que podem ser utilizados no abatimento de impostos municipais ou como vale no comércio local. A prefeitura, neste caso, é quem banca o projeto e, a partir do próximo ano, destinará os recursos da arrecadação das taxas pagas pelas operadoras de telefonia pela permissão de colocar as Estações Radio-Base (ERBs) na cidade.

“Essas palestras mostraram que há experiências positivas de pagamentos por serviços ambientais que precisam ser disseminadas pelo País a fim de se transformarem em uma política permanente tanto das prefeituras, quanto do estado e do governo federal. Elas servirão como troca de experiências entre os municípios e estados para adoção das práticas e modelos mais eficientes. Acreditamos que o Programa Produtor de Água poderá ajudar a induzir boas práticas de conservação da água e do solo”, analisou o presidente da ANA, José Machado.

O interesse sobre o tema produtor de água superou as expectativas e a capacidade do auditório da ANA, que comporta cerca de 180 pessoas. Mais de 500 compareceram ao evento durante os dois dias de palestras. Foi preciso instalar um galpão anexo com transmissão em tempo real para acomodar os demais participantes do evento.

“Estamos observando que há um grande interesse pelo Programa Produtor de Água. Ele aproxima os usuários da água com o produtor rural e procura fazer um elo mais palpável de modo que a civilização passe a valorizar mais o trabalho do homem no campo e os seus esforços na preservação ambiental. Esse projeto permite uma maior solidariedade entre a população urbana e rural”, disse Machado acrescentando que a ANA poderá ajudar na assessoria da estruturação dos programas e na composição dos cálculos para as remunerações ao produtor de água. “Já temos uma base de dados para isso.”

O seminário também teve apresentações internacionais como a da experiência da Costa Rica, que inclusive, é a base do texto do projeto de lei que foi elaborado pelo Executivo e encaminhado ao Congresso em julho. O relator do projeto, Jorge Khoury, informou que receberá sugestões para a complementação da lei até setembro para que o projeto vá para votação em plenária em outubro. “Acredito que as experiências apresentadas no seminário poderão contribuir para a elaboração do texto do projeto de lei”, disse o presidente da ANA.

Após os dois dias de palestra, um grupo de 100 pessoas visitaram o Projeto Produtor de Água no Pipiripau, ribeirão que corta o Distrito Federal e o estado de Goiás, que está no início da fase de implementação.

Mais informações

Programação do seminário

Assessoria de Comunicação – ANA
Fones: 61.2109.5129/5103 Fax: 61 2109.5129
Email: imprensa@ana.gov.br


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FINALMENTE RIO DE JANEIRO VÊ A LAGOA RODRIGO DE FREITAS MAIS LIMPA!


Rio comemora lagoa Rodrigo de Freitas mais limpa após décadas de poluição

Acostumados a ver toneladas de peixes mortos flutuando na lagoa Rodrigo de Freitas, um dos pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro, os cariocas se surpreenderam com as condições da água em 2009.

O biólogo Mario Moscatelli, que desde 1989 realiza um trabalho independente de recuperação da vegetação original da lagoa, explica que o mais forte indício da recuperação é o retorno da fauna. "Estamos vendo espécies de aves, crustáceos e peixes que não frequentavam a lagoa há 10 ou 20 anos", relata.



Segundo dados do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), dos 16 mil coliformes fecais por 100 mililitros de água medidos em 2006, a lagoa hoje registra apenas 1.300 - 300 a mais que o nível mínimo para que a água seja considerada boa para o banho.

Os registros de mortandades de peixes na lagoa datam de 1854, mas a situação atingiu um ponto crítico entre o fim dos anos 90 e o início desta década. Só em fevereiro de 2000, 140 toneladas de peixes morreram devido à falta de oxigênio na água.

Segundo Moscatelli, a crise das mortandades fez com que a população e o Ministério Público pressionassem as autoridades, que se viram obrigadas a agir após décadas de descaso. "É muito simples: basta parar de jogar lixo e esgoto na lagoa para ela ficar boa", indica o biólogo.

Assim, em 2001, a Cedae (empresa estadual responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto) começou finalmente a empreender obras para renovar o sistema de drenagem da lagoa, além de apertar a fiscalização sobre os despejos clandestinos. (Fonte: Folha Online)

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REDUÇÃO DA VAZÃO DO S. FRANCISCO EM DEBATE

Presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) quer parecer técnico para definir vazão do rio São Francisco

por João Suassuna — Última modificação 25/08/2009

Ecodebate

Rio São Francisco em debate

A briga em torno do pleito do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para reduzir a vazão mínima do rio São Francisco abaixo da barragem de Sobradinho (BA), de 1.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 700 m3/s está apenas começando e promete ser longa.
Em entrevista ao Valor, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, disse que nem a vazão mínima atual e nem a pretendida pelo ONS têm “embasamento técnico-científico”, de modo que será necessária a contratação de um organismo especializado capaz de definir qual o limite possível. Reportagem de Chico Santos, no Valor Econômico.

Em junho, quando concluiu o Plano Anual da Operação Energética-2009, o ONS propôs ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que fosse negociada uma forma de reduzir a vazão mínima de Sobradinho. A barragem possui uma usina de 1.050 megawatts (MW) e funciona como um pulmão para o complexo de usinas de Paulo Afonso, Itaparica e Xingó (8.922 MW no conjunto).

A quantidade de água que passa por Sobradinho limita a carga gerada rio abaixo. Os objetivos da redução seriam poupar água em períodos de seca e dar oportunidade de uso ao grande número de termelétricas em instalação no Nordeste.

A partir da proposta do ONS foi sugerida a formação de um grupo de trabalho, coordenado pela ANA, que irá discutir a viabilidade da ideia. O grupo deverá ser integrado por todos os segmentos interessado no uso da água do São Francisco. Aí começam os problemas. Segundo o presidente da ANA, a agência terá que solicitar ajuda do próprio ONS para reunir nesse grupo as partes interessadas.

Machado disse que atores fundamentais, como o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão “reticentes” em participar. No fim de julho, quando o Valor noticiou a proposta do ONS, houve forte reação contrária de vários participantes do comitê da bacia.

Para Machado, a tarefa do grupo de trabalho será definir “um termo de referência para a contratação de um trabalho técnico que não será feito da noite para o dia”. O resultado final do estudo a ser contratado, a nova vazão mínima do rio, terá que atender interesses tanto do setor elétrico como do setor ambiental (preservação do rio e seu bioma), da pesca, da navegação, da irrigação e do abastecimento de cidades. “Não podemos chegar a valores que preservem os interesses de apenas um setor.”

O presidente da ANA concorda que os 1.300 m3/s da vazão mínima atual foram “arbitrados” no passado e que “isso terá que ser discutido” para que não se configure “um comportamento aleatório” em relação a algo tão importante. Machado disse que já pediu até à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), proprietária de todas as usinas do rio, ajuda para que seja encontrada uma solução técnica.

“O setor elétrico quer ter um gatilho para acionar. Achamos razoável, mas é preciso chegar a um entendimento”, afirmou. Esse gatilho permitiria ao ONS reduzir a vazão do rio, sem licença prévia, sempre que houvesse necessidade de poupar água para geração futura. A quantidade de água que sai de Sobradinho determina a quantidade de energia a ser gerada por todas as usinas rio abaixo, considerando que, salvo casos excepcionais, a água que passa por uma usina é sempre aproveitada integralmente para geração.

Em 2001, quando o Brasil precisou reduzir compulsoriamente o consumo de energia elétrica em 20% por falta de capacidade geradora (apagão), a vazão do São Francisco foi reduzida a 1.000 m3/s. Durante alguns meses de 2004, 2007 e 2008, a vazão da barragem ficou em 1.100 m3/s. Em todos esses casos, foram necessárias autorizações excepcionais da ANA e do Ibama, negociadas com todos usuários da água do São Francisco, um consenso considerado difícil de ser alcançado.

Embora a vazão do São Francisco é que esteja em pauta, Machado disse que a necessidade de definição de parâmetros científicos que balizem a quantidade mínima de água em determinados trechos de rios “vale para o Madeira, para o Tocantins, para todas as bacias”.


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